Sexta-feira, Março 31

Festival de links

Mariana, Mariana... você vai continuar tentando ser a Grazi (leia aqui)? A gente já sabe como vai terminar... Por que você não tenta ter sucesso como essa mulher aqui? Apesar de tudo, Mariana, apesar de eu nunca ter gostado muito de você, eu não te desejo um trabalho como esse.


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Quinta-feira, Março 30

O desafio de Ídolos, a poucos dias da estréia

Chris Daughtry, o roqueiro que provavelmente é o favorito a vencer American Idol, pode começar a ter problemas muito em breve caso não saia do seu repertório único de rock. A explicação para isso é simples: um American Idol precisa saber cantar de tudo, desde rock pesado a uma bossa nova. E Chris até agora não ofereceu essa variedade. Isso foi provado no show de quarta, quando ele escolheu I Walk the Line, a melhor música de Johnny Cash e uma das melhores do country americano. Era o tipo de música que fez pensar sobre um possível desabrochamento do talento escondido de Chris. Mas não: ele fez de I Walk the Line um rock - e ficou ruim.

Fantasia, Ruben, Carrie e Kelly Clarkson, apesar de nem todos serem ídolos de verdade, são vencedores do reality show que sabiam cantar de praticamente tudo. Um grande exemplo está nas nossas rádios, com Kelly Clarkson, cujo sucesso Because of You veio para o Brasil em forma de música eletrônica. Because of You é um pop melancólico muito bom, e a mudança para o eletrônico não foi gravada: apenas um batidão foi colocado no fundo da música. Ficou ruim? Ficou. Mas está funcionando que é uma maravilha.

Fico pensando se Chris saberia sair desse seu ciclo do rock, e me vem à cabeça a expectativa que criei em torno da estréia de Ídolos, a versão brasileira de Idol, no SBT, na semana que vem. O programa tem tudo para ser ótimo, só que não posso esconder meu medo pela forma com que os jurados irão escolher que tipo de ídolo deve vencer (sim, porque são os jurados que fazem os vencedores em todas as edições da fórmula no mundo, dizendo que é bom e quem não é, apesar de ser o público quem vota). O grande desafio de Ídolos será mostrar uma identidade própria, sem necessidade de criar seus ídolos com o parâmetro do repertório norte-americano.

Seja com rock, com pop, com eletrônica, com MPB (podem apostar que se não cantar MPB, não ganha) e com qualquer outro tipo de música que venda bem. Não é segredo pra ninguém que já tenha entrado aqui no blog outra vez que a minha preferência é por Katharine McPhee. Claro que essa preferência surgiu de um carisma que ela despertou em mim, mas acompanhando a evolução de Katharine é possível ver que ela domina qualquer espécie de música, desde Christina Aguilera até Stevie Wonder. Esse é o tipo de ídolo que deveria ser consagrado no mundo inteiro: aquele que dominasse bem o que vende e o que é bom em seu país. Pena que Katharine dificilmente vença - a concorrência de Chris e da chata Kellie Pickler deve resultar em uma vitória de algum dos dois.

Se os participantes de Ídolos escolherem abusar de simpatia para agradar ao público, escolhendo apenas músicas que dêem a impressão de que eles cantam bem (não que eu domine muito bem a análise musical, mas alguns anos lendo muito sobre música e ouvindo Simon Cowell, Paula Abdul e Randy Jackson, ajudaram bastante), o programa pode correr sério risco de se tornar um fracasso. E o fracasso é tudo aquilo que American Idol, por saber selecionar bem os participantes, não é.

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A escolha que os jurados de Ídolos vão fazer é algo que vai demorar algum tempo para ficar clara, já que antes de qualquer coisa, é preciso passar o tempo das audições. E nas audições a gente vai poder ver se os jurados de Ídolos estão a fim de escolher o melhor ou apenas aparecer.

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Há uma enquete no site www.idolosnosbt.com.br, que pergunta qual dos ritmos a gente mais gostaria de ouvir. As alternativas são pop, pop rock, rock, metal, MPB, ritmos latinos, axé, sertanejo e pagode. Pop, sertanejo e MPB ocupam as primeiras posições. Ou seja: a gente ainda não sabe qual vai ser o ritmo do programa, mas já sabemos que o público quer coisa boa de verdade.

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Quarta-feira, Março 29

Vitória de Mara coroa BBB6 como a pior edição da história do reality show

Analisar Big Brother no Brasil é sempre complicado. A falta de desinformação geral da nossa população, que não tem acesso à internet e vêem com nenhum interesse a mídia impressa faz com que a análise dos participantes, de alianças e do jogo no geral acabe se resumindo a um quase olhar pessoal de quem analisa. Nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Austrália (os exemplos mais fáceis, mas nem de longe os únicos), o Big Brother funciona como um jogo, onde as pessoas estão lá para ganhar o prêmio e fazem de tudo para isso. Ninguém chora demais e conta pobreza porque o público percebe a enrolação e manda para fora esses participantes - no caso de países onde a eliminação é interna, a coisa é ainda mais grave. Portanto, se Mara ou Mariana estivessem nos Estados Unidos, dificilmente passariam da quinta semana.

Nunca vou me conformar com pessoas que abusam da hipocrisia de um público que crê fazer justiça entregando o prêmio ao mais pobre ou ao mais coitado. Esse público que vota com esses critérios é que está entregando a formúla do Big Brother aos jacarés e em breve a extinção ocorrerá. O diretor Boninho, conhecido nos bastidores pela sua arrogância, também não mexe um dedo para salvar o reality show - ao contrário do que deveria ser feito, ele apenas incentiva a população a votar em quem merece mais.

É aí que reside o xis da questão. O quem merece mais é sempre o com a conta bancária menor, ou aquele que está (ou finge estar) a ponto de entrar em uma depressão de tanta tristeza. Será que quem merece mais é esse tipo de participante? Julguem vocês como quiser, mas a realidade é que quem merece mais deveria ser o responsável pelo entretenimento do público nos meses do programa. A pessoa que nos divertiu, que nos fez rir, até chorar, nos emocionou e causou na gente uma afinidade é quem deveria merecer. São essas pessoas que carregam o programa nas costas (o próprio apresentador falou disso a respeito de Rafael, o favorito deste blog, na hora de eliminá-lo) e que na hora final são jogadas no lixo, porque a hora de nos divertir tinha acabado com o fim do programa.

Mara, a vencedora, mentiu inclusive naquilo que convenceu o público a votar nela: sua pobreza não é tão grande quanto parece. A aparência de pobre não condiz com sua casa própria e carro que diversas vezes revistas, jornais, sites e programas (incluindo o próprio BBB6) mostraram. Além de não ser tão pobre quanto parece, Mara também não é tão boazinha: em poucas palavras, quem via pelo pay-per-view sabe da arrogância e dissimulação de Mara - e quem era esperto já imaginava que a Globo não ia deixar uma bonitona ganhar uma pobrinha no final, mesmo com a bonitona tentando se passar por pobrinha.

Já disse aqui antes, mas não custa repetir: com Mara vencedora, o BBB7 do ano que vem será um mar de gente querendo contar vantagem com pobreza e sem se importar com a diversão do público. Anotem aí: as inscrições por ligação vão aumentar assustadoramente e o número de pessoas que vão querer se inscrever com fita de vídeo vai diminuir quase que pela metade. E, se o programa der o azar de sortear mais pobrinhos coitadinhos, a fórmula pode acabar ali mesmo.

Com uma vencedora pobrinha, uma trajetória de julgamentos conservadores e primitivos por parte do público e participantes e geral, e tendo a emoção cortada raiz a cada hora que algo de bom surgia, a sexta edição do Big Brother Brasil foi, sem sombra de dúvidas, a pior da história. Se você agüentou assistir até o final, pode se considerar um sobrevivente.

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Gostaria de agradecer especialmente à Comunidade BBB (www.bbblinks.blogger.com.br), que colocou este blog na lista de sites recomendados para quem quer se informar sobre Big Brother Brasil. Esse empurrão me fez tomar a decisão de que ano que vem, na sétima edição, a cobertura que o blog fará do reality show será maior do que a deste ano.

Continuando com reality shows, continuaremos comentando American Idol, O Aprendiz, Ídolos e outros que aparecerem por aí e merecerem uma espiadinha.

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Terça-feira, Março 28

Cinco motivos para Rafael ganhar o BBB6




  • Com Rafael campeão, os participantes da próxima edição estarão cientes que contar pobreza, como faz Mara, não ajuda ninguém a vencer.


  • Com Rafael campeão, os próximos participantes entenderão que se fazer de vítima em todas as situações, além de chorar em excesso, como fez Mariana, não faz de ninguém um vencedor.


  • Com Rafael campeão, estará provado que entreter o público é a fórmula ideal para alguém vencer o reality show. Assim, o BBB7 será divertido.


  • Rafael é o exemplo de pessoa para ficar com um milhão na mão: inteligente, espontâneo, honesto e divertido.


  • Pela primeira vez na história do BBB, se Rafa ganhar, Boninho terá que engolir que sua tática não funcionou.


  • Atenção: a votação na Globo está praticamente empatada entre os dois primeiros colocados, e Rafael está entre eles. A diferença é de menos de 5%, segundo a fonte que deu esta notícia.

    Chegou a hora de fazer a diferença e transformer Rafael no verdadeiro vencedor do BBB6. Liguem para 0303 10884 03 (custo: nove centavos), mandem mensagens de texto do celular para 88403 (custo: trinta centavos) ou votem em www.globo.com/bbb, selecionando Rafael! Lembre-se que votar pelo telefone e pelo celular vale dez vezes mais!




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    Segunda-feira, Março 27

    Final do BBB6 é imprevisível e resultado depende de nós

    Vamos ajudar Rafael a ganhar o BBB6! Façamos ligações para 0303 10884 03, mandemos mensagens de texto em branco para 88403 e entremos no site www.globo.com/bbb, selecionamos Rafael e mandamos ver! O importante é consagrar Rafael como vencedor do programa, que seria o justo e o ideal.



    Então Agustinho foi eliminado do BBB6? Muito estranho. Principalmente depois que o programa começou com Mara para ser eliminada com 54% e depois virou para Agustinho eliminado com 52% em apenas dez minutos. Eu não acredito que isto tenha acontecido. Se for verdade, fica claro que nós temos a obrigação de votar até o último segundo. O verdadeiro torcedor é aquele que não torce de braços cruzados.

    É claro que fiquei chateado com a saída de Agustinho, porque Mara (aqui em casa carinhosamente chamada de Maralvada) era uma pessoa de honestidade duvidosa e que nos últimos dias extrapolou o limite do aceitável. Em certo instante, eu cheguei a comentar com meu irmão que ela era malvada de verdade. A vitória de Mara no paredão é injustificável, principalmente o impulso da reação - a edição, como de costume, favoreceu a queridinha do diretor Boninho, Mara, mas não tanto para fazer as pessoas em massa ligarem contra Agustinho.

    O fato é que Mara voltou forte e tem grandes chances de vencer essa edição do Big Brother Brasil. Vencendo, Mara provaria que os pobrinhos ganham BBB contando pobreza. Sim, porque Mara nada mais fez na casa do que chorar miséria e comparar pobreza. Chega a causar arrepios pensar na hipótese de ver Mara como campeã do reality show.

    Se Mara me causa arrepios como campeã, Mariana (aqui em casa chamada carinhosamente de Mariosso e Marifalsa) me causa raiva. Raiva? Sim, porque é inadmissível ver seis vezes a mesma história do participante escolhido Boninho ganhar o BBB. Por que Mariana nunca foi para um paredão? A proteção dela atingiu inclusive as barreiras do jogo interno. Por que, além de Boninho, a mídia em geral apoiou Mariana? Não faço a menor idéia da resposta. Mariana merece mais perder o BBB ainda mais que Mara. Mara conta pobreza, Mariana conta com a ajuda do diretor. A vitória de Mariana deixaria claro que Boninho tem poder e influência no voto geral do telespectador. Isso é verdade, mas deixar o braço a torcer seria demais. E seria triste.

    A nossa opção final seria Rafael, que pode não ser o jogador perfeito, porque teve algumas poucas atitudes erradas - principalmente no início do programa -, mas de longe é o que mais merece. Rafael foi espontâneo, nos divertiu e esqueceu de tentar conquistar o telespectador por outra forma que não sua espontaneidade. Mara e Mariana tentaram contar pobreza para que a gente gostasse delas (Mariana, a maior Forrest Gump de todos os BBBs, especialmente, inventou uma história de pescadora-pobre-que-desvendou-o-mundo-quando-jovem que deve ter convencido uma meia dúzia, mas que de verdade não tem nada, a gente sabe disso), e Rafa apenas foi ele mesmo, e com isso conquistou a gente.

    Não podemos de maneira alguma achar que as enquetes estão corretas o tempo todo. A derrota de Mara sobre Agustinho mostrou que não é bem assim. Não podemos desistir e nos render aos desejos de Boninho. Vamos, em união, votar para Rafael se sagrar o primeiro campeão do Big Brother Brasil a ser um rapaz não tão pobre assim (que diferença isso faz? BBB não é o Domingo Legal do Gugu para ajudar a quem precisa - esta aí para ajudar a quem merece), divertido e merecedor. E provar para os participantes que entrarem no BBB7 do ano que vem que existe outra maneira de ganhar o programa além das já conhecidas.

    Se os próximos BBBs tiverem consciência disso, será uma vitória nossa.

    Para ajudar a campanha MRC (Movimento Rafael Campeão) que movimenta a internet BBB, ligue para 0303 10884 03 (o valor é de nove centavos), envie mensagens de texto em branco para 88403 (valor de trinta centavos) ou votem pelo site oficial do BBB (www.globo.com/bbb), selecionando Rafa na hora de votar. Sei que é difícil crer que Rafa possa vencer, principalmente por causa das enquetes, mas o importante é tentar.



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    Domingo, Março 26

    Lima Duarte abre o bico e fala demais

    Olha, faz alguns anos que eu não vejo uma pessoa tão importante para a indústria do entretenimento - e talvez mais além desta indústria - dar uma entrevista tão livre para falar o que quiser e criticar a quem quiser. Em, entrevista à Folha de São Paulo (leia clicando aqui), ele fala mal de parentes, da tevê, de personalidades... enfim, faz uma entrevista incrivelmente reveladora. A parte mais importante que eu notei na entrevista foi uma análise da interpretação de Tony Ramos, algo que eu já havia notado e que tinha preferido deixar pra comentar depois. O trecho segue abaixo:

    Sabia que há só 20 turcos no Brasil? É o meu problema em "Belíssima", ninguém me ensina a falar. Procurei usar dramaticamente o sotaque. Há horas em que não dá para brincar com sotaque, como nas cenas com a Bia [Fernanda Montenegro]. Procuro ficar denso para não cair no que, na minha opinião, caiu o Tony Ramos. Fica aquele sotaque entre o personagem e o público enchendo o saco, e o ator não atenta ao drama, que é o que interessa. Acho muito chato [o Tony dizer Zúlia no lugar de Júlia]. Adoro o Tony, mas procurei não cair nisso. Uso conforme a situação porque é um penduricalho. Antes de mais nada, construo psicologicamente o personagem. Por isso todos são Sassá Mutema, porque todos são da serra da Canastra [onde Lima nasceu].

    Recomendo ler a entrevista para que percebamos que os atores tem uma mente muito mais ligada do que a gente imagina. Mais,uma vez, disponibilizo o link.


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    Paredão no BBB6: Agustinho vs. Mara

    Esta aí o paredão dos pobrinhos. Agustinho e Mara, os sorteados do sorteio, finalmente foram emparedados no BBB6. E, como em quase nenhuma vez nesta edição do reality show, protagonizam um paredão realmente imprevisível. Há uma favorita, sim: Mara. Mas a edição de sábado mostrou um lado da baiana que pouca gente conhecia - sua honestidade duvidosa - e isso pode influenciar no resultado. Agustinho não tem nada contra si, a não ser sua mania de limpeza e seu mau humor, só que isso não é nada perto dos defeitos de Mara. Aliás, quando mau humor e mania de limpeza forem defeitos graves, é porque o mundo está perdido.

    O que interessa é o resultado e, apesar de tudo, a aposta mais óbvia é na permanência de Mara. Nunca podemos nos esquecer do fator-Mariana, que carrega consigo um bando de fanáticos dispostos a fazer o que a modelo-pescadora querer - e ela já deixou bem claro após a formação do paredão que sua preferência é por Mara. Agustinho, porém, pode surpreender se os eleitores de Rafael, o segundo favorito, quiserem desbancar a próxima adversária, Mara, além, é claro, da parte do caráter de Mara revelado na edição de sábado, como já dito. Nossa aposta é que, com 52% dos votos, Mara será eliminada. Arriscada aposta, a nossa, mas é o que deveria acontecer pela trajetória de Agustinho e Mara no BBB6.

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    Para ajudar a nossa campanha Fora Mara, faça uma ligação para 0303 10 884 05. Uma única ligação irá ajudar. O custo é de apenas dez centavos.

    Pronto, descarreguei meu lado fanático... :-)

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    Sábado, Março 25

    As novidades do SBT para abril

    Mudança no SBT é algo que envolve, acima de tudo, cautela. Silvio Santos, a gente bem sabe, é um dos caras mais conservadores da televisão brasileira. De vez em quando, ele muda uma ou outra coisa mais arriscada - mas é bem de vez em quando de verdade, quase nunca.

    O que o site oficial do SBT está noticiando para abril não é bem uma mudança na grade de programação, e sim novidades. Trata-se de novidades que, querendo ou não, mudam bastante o SBT. Se Silvio Santos teve pulso firme na produção das atrações que ele estreará com alarde, é bem possível que a audiência do SBT cresça. E, com mais um canal vivo, a nossa tevê brasileira dê mais uma melhorada.

    Abaixo, as novidades de abril no SBT.

    Domingo

  • Friends vai começar a fazer parte das séries de domingo que mudam de horário com uma rapidez incrível. O horário inicial será às 11h00. A pergunta é: quanto tempo ficará nesse horário?


  • Jorge Kajuru vai estrear uma mesa redonda comentando esportes que se chamará Jogo Duro, às 12h30. A princípio, nada parece sair do comum. Mas a interação com os telespectadores no próprio palco é chamada como diferencial.


  • O Ver para Crer vai para às 14h30 dos domingos do SBT. Celso Portioli e César Filho continuam na apresentação da bobeira.


  • O Family Feud também vai para o domingo. Ás 15h30.


  • Rei Majestade vai ser um musical com repertório brasileiro bastante conhecido. E terá Silvio Santos na apresentação. Por enquanto, é tudo que sabemos. Às 20h30.


  • Segunda-feira

  • A novela Laços de Amor começa a ser reprisada às 14h15. Vai ao ar de segunda a sexta-feira.


  • Quarta-feira

  • Finalmente, Ídolos. A versão brasileira de American Idol vai ao ar nas quartas, às 21h45, e nas quintas, às 22h30.


  • Quinta-feira

  • O SBT Repórter volta ao ar, às 23h30. Resta saber se ele apenas voltará ao ar, ou se terá alguma novidade.


  • Sábado

  • Supernanny, a babá que quer dar ordens nas crianças, também ganhará sua versão brasileira. As inscrições ainda podem ser feitas no site oficial do SBT. Às 20h30. Como vai enfrentar Belíssima, o reality show dificilmente terá um bom resultado em audiência.


  • Essas são as novidades que o SBT trará para a sua programação a partir de abril. É pouco? É. É o suficiente para mudar o SBT? Ainda não. Mas já é algo. E isso é louvável.

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    Fim de JK deixa claro que primeira fase foi muito superior à segunda



    É sempre muito complicado criticar atores famosos e consagrados há muito tempo na dramaturgia nacional. Acaba criando-se um manto ao redor deles que não deixa que nenhuma crítica seja proferida a eles. Pois eu tenho uma crítica a fazer ao casal José Wilker e Marília Pêra: vocês não fizeram jus ao ótimo trabalho de Wagner Moura e Débora Falabella na primeira fase da minissérie JK. Aproveitando o embalo, digo que a segunda fase de JK não fez jus à primeira - e isso acabou prejudicando o resultado final.

    Na coluna sobre o primeiro capítulo de JK, critiquei o resultado. O segundo capítulo foi igualmente ruim. Mas, do terceiro até o fim da primeira fase, tudo funcionou muito bem. O atores engrenaram bastante (e, entre todos, nem preciso dizer que Wagner Moura e a Débora Falabella foram os grandes destaques, com ninguém conseguindo roubar a cena deles), o texto perdeu em grande parte a dose de clichês, aumentou-se o número de cenas mais profundas e os diálogos conseguiram perder a artificialidade. Não sei o que aconteceu, mas foi praticamente automático: assim que a mudança da primeira para a segunda fase foi feita, tudo começou a dar errado.

    José Wilker e Marília Pêra formaram um casal errado. Faltou alguma química entre eles. As cenas que eles protagonizavam juntos não funcionavam bem porque o estilo de interpretação adotado por Wilker era um pouco mais suave que o de Pêra - na primeira fase, Moura e Falabella tinham química suficiente. E se o casal principal da minissérie dá errado, é comum que mais coisas dêem errado (existem exceções na história da dramaturgia, é claro, mas aqui não foi uma exceção) - e deram. Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, os autores, adotaram o mesmo erro que as minisséries desta última sempre tem: a pobreza de diálogos.

    Ora, a emoção que a primeira fase proporcionou era um feito para JK. Na segunda fase, os diálogos eram frios, artificiais e pouco convincentes. Se os diálogos não convencem, o trabalho do ator, o impacto que isso causa no telespectador, tudo é prejudicado - e os comentários de botequim rápidos que ouvi a respeito da minissérie provam que o público sentiu o impacto. O dramalhão imperou como recurso principal para dar um tom mais dramático e chamativo à minissérie, só que isso não resultou em nada e a fraca audiência mostra que em produções históricas, ou se adota o caminho romanceado desde o início, ou se é todo o momento baseado na realidade. JK mudou no meio do caminho, e Maria Adelaide Amaral juntamente com Alcides Nogueira surpreendentemente aceitaram pôr esse ritmo no ar - como dramaturgos de gabarito que são, deveriam saber que isso é um erro.

    O único momento louvável da segunda fase foi justamente o fim da minissérie, no funeral do protagonista Juscelino Kubitschek. Ali, direção, texto e elenco entraram em uma harmonia notável, com a câmera funcionando muito bem (simplesmente adorei a cena de Marília Pêra chorando quando o caixão era colocado no túmulo. O fato da câmera filmar de baixo deu um tom especial). Adorei também o momento em que Débora Evelyn (a única atriz que não mudou da primeira para a segunda fase, algo desnecessário - só por que ela é mulher do diretor?) segura uma rosa e Caco Ciocler se aproxima para fazer com eles fiquem de mãos dadas. Ali, no momento, ficou claro que, se JK tivesse apostado em cenas mais sutis para expor a emoção dos personagens, Juscelino Kubitschek teria uma minissérie à sua altura. Isso, infelizmente, só se sucedeu em metade da obra.

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    Sexta-feira, Março 24

    JK chega ao fim

    A minissérie JK, que a Globo tanto fez questão de dizer que era uma megaprodução e que tinha grandes expectativas com relação a ela, chega ao fim nesta sexta-feira sem marcar a história da dramaturgia, sem ser um sucesso e com uma relação igual entre virtudes e defeitos. Ficou meio claro que o início foi melhor - apesar de também não ter sido lá grande coisa -, principalmente por causa do elenco. Depois que José Wiilker e Marília Pêra assumiram o lugar de Wagner Moura e Débora Falabella, a série perdeu sua graciosidade e caiu em um mar de clichês e diálogos vazios.

    Espera aí, eu não quero fazer o balanço da série, porque isso provavelmente vai ficar para depois do fim do último capítulo (o provavelmente sempre vai estar aí, porque a possibilidade eterna da "força maior" vir a atrapalhar sempre está presente). Por enquanto, esse post fica como espaço para vocês escreverem o que acharam da minissérie como um todo. Não deixem de comentar.

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    Mais para o que merece

    Pode ainda não ter dado tempo para você decidir se gosta ou não de Bones, mas a série cheia de charmes que ganham a nossa simpatia agradou aos americanos. Tanto que o que não era tão provável assim, aconteceu: vai haver uma segunda temporada da série, como você pode ler aqui.


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    Quinta-feira, Março 23

    A propaganda do Mercado Livre

    Os canais da tevê paga têm sido, ultimamente, invadidos por uma praga chamada Keero. Imitação barata de sites de compra e venda, esse tal de Keero ocupa quadros de cinco segundos nos intervalos comerciais com malucos fazendo exibicionismos dizendo o nome da marca. É interessante depois comparar a cópia e o original: o Mercado Livre está com uma propaganda linda, onde um rapaz vende um beijo pelo site e uma mulher compra. Ele entrega o pedido e uma troca de olhares final, quando ambos voltam para o seu canto, é sensível e fez muita gente soltar uma lagrimazinha - incluindo, claro, este que vos fala. Keero é um mar de exibição do ridículo; Mercado Livre é exemplar.



    Os logos de Keero e Mercado Livre, respectivamente: a cópia e o original


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    Prova do Líder

    Importante dizer que, como aconteceu em todos os outros BBBs, a prova do líder final desta sexta edição apenas começará nessa quinta feira, continuando na sexta e terminando no sábado, onde se formará o ultimo paredão antes da final, na terça feira. A prova desta quinta será totalmente de sorte. A de amanhã será de resistência e a do sábado será um questionário para ver quem sabe mais sobre BBB6. O que mais vencer provas nessa seqüência será o novo líder.

    Só que o charme do programa hoje não será a prova do líder, não. Podem apostar que a festa de ontem vai ter um espaço enorme na edição. E sabe por que? Porque houve conversas emocionantes e, é claro, fantasias muito, mas muito engraçadas. Agustinho, na foto, foi um dos mais hilários. Parecia cartomante de feira de domingo. Esperem pra ver quem mais estava bem na foto - e, nesse caso, não é quem estava mais bonito, e sim mais engraçado. Disputa difícil essa.

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    Como nesse BBB6 tudo está sendo previsível e manipulado, acho que dá para apostar quem será o líder. A minha aposta é em Rafael. Posso estar errado? É claro que sim. Mas essa talvez seja a melhor aposta a ser feita.

    Quanto ao vencedor da edição... enfim, tudo indica que Mariana vai sê-lo. Infelizmente.

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    Coisas boas

    Ah, que vida boa. Hoje é o aniversário da minha cidade, Florianópolis. É um feriado maravilhoso. Dá para aproveitar bastante. Agora, quando eu achava que tudo estava bom demais, surgem coisas melhores ainda.

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    Aquilo que você sempre sonhou que um dia ia acontecer com a Sony, a emenda de duas temporadas sem nenhum intervalo, vai acotencer. A série escolhida é a boa Medium, com a Patricia Arquette. É só acabar essa temporada que está passando no momento para começar a outra. Quem diria que a Sony faria algo assim algum dia, hã? Veja a notícia completa no site de tevê novíssimo que a Globo.com criou, clicando aqui.

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    American Idol ontem foi show de bola. Mas foi muito, muito bom mesmo. Stevie Wonder é um cantor extraordinário, e ver todos aqueles participantes tentando "chegar lá" foi muito emocionante. A melhor performance da noite foi - claro! - da Katharine McPhee, a minha, a sua e a nossa - hehehe - predileta. Mas dessa vez outros participantes quase chegaram lá, como por exemplo a Paris, a Mandisa, o Chris e o Elliot. A favorita de Simon Cowell, Kellie Pickler, provou ser uma cópia barata da vencedora da última edição, Carrie Underwood, que já é bem sem graça.

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    Um dos meus canais favoritos da tevê paga (que eu nem vejo muito, mas tenho consciência de que é bom), o Eurochannel, vai estrear hoje uma nova série: Clara Shelley. Trata-se de uma série francesa cuja protagonista, Clara, é um tanto Bridget Jones. Mais eu não conto porque realmente não sei. Mas vou saber hoje no Eurochannel, às 21h30.


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    Canais se unem em prol da tevê digital

    Só pra registrar: Globo, Record, Band, SBT, Rede TV, Rede Vida, Gazeta e alguns outros canais assinaram hoje um comunicado que estava em praticamente todos os principais jornais do país. Dizia basicamente que todos os brasileiros mereciam a melhor tevê digital e gratuita, apoiando o sistema japonês que foi testado e aprovado. E, o mais interessante, foi que pedia pressa na escolha do governo brasileiro na decisão.

    Este blog aprova todas as palavras colocadas no comunicado e, assim como todas as emissoras que o assinaram, pede pressa também.



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    Um beijo oito vezes gravado

    O beijo de Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro (mais conhecido como "o beijo gay de América que não foi ao ar") em América foi gravado sete vezes. Agora, em Cidadão Brasileiro, um beijo entre Gabriel Braga Nunes e Carla Regina precisou de nada menos que oito gravações - isso mesmo: oito. Só não conto mais detalhes porque eu tenho certeza que você vai rir lendo a reportagem do Terra (leia clicando aqui).

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    Quarta-feira, Março 22

    Bones é cheia de pequenos charmes que ganham nosso interesse

    Não tenho nada contra séries policiais. Nada, nada mesmo. Até acho importante que elas existam, pois são programas que estimulam a inteligência dos telespectadores, levando-os a pensar - algo que é sempre bom, mas que nem sempre acontece. O que acontece é que as emissoras de tevê norte-americanas se deram conta de que esse gênero de séries dá audiência e entupiram as grades de programação com esses programas. São muitas inutilidades (cito como exemplo a recente estréia da TNT, The Closer), e poucas coisas realmente boas. Bones, que a Fox estreou nesta terça às 22h00, é uma dessas coisas que não podem passar em branco na nossa tevê.

    Em primeiro lugar, ela testa uma fórmula de série policial com arqueologia no meio que funciona muito bem. O suspense, sabe-se lá se é realmente por causa da arqueologia, aumenta. Tudo fica mais interessante, mais inteligente, tudo funciona realmente bem. Mas não vamos entregar todos os méritos à presença da arqueologia.

    Em primeiro lugar, a dupla de atores que fazem os investigadores centrais, Emily Deschanel e o David Boreanaz. A Emily funciona bem como antropóloga sexy e inteligente, e David se encaixa perfeitamente como investigador do FBI totalmente racional. O resto do elenco tem certas restrições, mas como um todo funciona muito bem em ser aquilo que tem que ser: profissionais nerds e experts em tudo.

    Apesar de não fugir da idéia de ser um caso por semana, Bones acaba tendo uma continuidade entre capítulos (sempre com acontecimentos entre os personagens. Só para citar como exemplo: a demissão do personagem do David Boreanaz o deixou sem rumo no fim do episódio, e deixou a questão sobre se ele vai ou não ser aceito para o FBI novamente). Pode parecer pouco, mas quase nenhuma série policial tem esse charme a mais.

    E, cheio de pequenos charmes ao longo de seus episódios, Bones acaba abocanhando mais interesse que outras séries policiais no ar - além, é claro, de ganhar a nossa audiência semanal.

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    Fox, terças, às 22h00, com reprise às 02h00.

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    Terça-feira, Março 21

    Revelações em Lost, emoção em 24 e coisa nova na Fox

    Eu prometi que ia tirar o atraso em Lost, cujo novo episódio perdi ontem e... acabei de ver! Tava achando que eu ia agüentar muito tempo sem ver os perdidos? Impossível. Ainda mais quando o terceiro episódio se mostra o melhor da temporada (ok, foram só três, mas comparando com o ótimo primeiro e com o bom segundo episódio, esse excelente terceiro ganha disparado), com revelações (o tal do Dharma me pareceu tudo armação, ainda mais por causa do japonês da foto que explicou tudinho, mas...), mais revelações (você acreditou em Desmond? E a tal da Ana Lucia? Não me pareceu boa gente, não) e um suspense final que quase me fez ter um ataque do coração. Pôxa, Jack, pra que você foi apertar o botão?

    Também quase tive um ataque do coração ontem a noite, em 24 Horas. Foi uma hora na vida de Jack Bauer movimentada, acelerada e emocionante. Episódio ótimo, Kiefer Sutherland soberbo... enfim, fiquei feliz.

    E a Fox hoje vai, às 22h00, trazer uma nova série, Bonés, que parece ser uma série policial mais arrojada que o comum. Sinceramente, não preciso de mais um novo CSI, como é o caso da estréia da TNT no último domingo, The Closer. Se tudo correr bem, comento amanhã a série. O convite fica aqui: assista você também para poder comentar comigo amanhã.

    Agora, com licença, porque a Sinhá Moça está me esperando lá na sala.

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    O tal de Ídolos vem aí

    Enquanto eu torço para a Katharine McPhee em American Idol (ei, espero que você também!), o Brasil vai estrear a versão brasileira do programa. Idol vai virar Ídolos. A fórmula vai ser a mesma, com as audições, a formação do top 24, depois o top 12, o cenário (veja o foto do post e compare: igualzinho!)... tudo aquilo que a gente já conhece - e adora - em Idol. Eles fizeram questão de arranjar o Simon Cowell brasileiro pra ser a alma do programa. Só que o tal Carlos Eduardo Miranda pode até ser cruel, mas é chato. E Simon Cowell pode ser tudo, menos chato.

    Ah, tomara que eles compreendam que o que torna o júri de American Idol tão legal é a diferença dos jurados. Portanto, nada de termos quatro Simon Cowell e nenhuma Paula ou Randy, hã? No mais, estou, sim, com uma expectativa enorme em torno da estréia do programa, que será no dia 05 de abril, às 21h45.

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    Visite o site oficial do programa clicandoaqui aqui.

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    Falta pouco

    Falta um mês para nos livrarmos de Ben Silver, o cara mais chato da face da terra, da interpretação da Fernanda Lima, das piadas óbvias... enfim, da pretensão arrogante que levou Bang Bang ao fracasso. A novela está a um mês do seu final e a gente sabe que foi uma experiência deprimente para a Globo e para a carreira da maioria dos atores, diretores e, principalmente, para todo mundo que se envolveu na autoria da novela. Mário Prata sentiu os pilares balançando, se escafedeu, mas ninguém é bobo e sabe que ele também tem culpa - ora, a sinopse é dele!

    Em um mês, o autor mais promissor dos últimos cinco anos, João Emanuel Carneiro, vai estrear sua nova novela, Cobras e Lagartos. O elenco parece jóia, o diretor é bom... mas o problema parece ser mesmo o nome. Então, se você também não encarou com boa vontade o nome da novela, como eu, lembre-se de Bang Bang. Você vai mudar o seu conceito rapidinho.


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    Segunda-feira, Março 20

    Paredão BBB6: Agustinho vs. Gustavo

    Todas as pesquisas indicam que Gustavo vai sair, e com uma percentagem grande. É certo a saída dele, e até mesmo justa. Durante a sua participação inteira, ele criou aquele personagem que não gostava de tomar banho, que era tãããããããão centrado espiritualmente, que era uma pessoa simpática. Isso funcionaria bem se convencesse - mas não convenceu (na pesquisa aqui do blog sobre quem deveria vencer, ele recebeu apenas dois votos de cento e oito votos). Sua saída acontece inclusive tardiamente, já que, quando enfrentou Thais, deveria ter saído para o bem da emoção no BBB6.

    Agora, vamos pensar: se não fosse tão óbvio, seria inclusive interessante pensar como está o comportamento do público com relação ao jogo. Se Agustinho ficasse, como definitivamente vai acontecer, seria a prova de que o público mais uma vez está pensando em questão de quem merece mais o prêmio por necessidade. Mas se Gustavo ficasse, seria a prova de que o que vale não é passar necessidade (Gustavo, para quem não sabe, tem uma vida muito boa), mas sim ser simpático para o público. Na hipótese do merecimento, se sobressaem Mara e Agustinho. Na da simpatia, Mariana, Rafael e Gustavo. São as formas que cada um está utilizando para conquistar o público - o que não quer dizer necessariamente que eles estejam conseguindo se sair bem na proposta.

    Agustinho vai ficar, mas não por necessidades financeiras: a culpa é toda da participação de Gustavo, que não foi nem um pouco acertada ou feliz. E Agustinho ainda está longe de ser um favorito para vencer o programa.

    Dos quatro que vão restar (Agustinho, Mara, Mariana e Rafael), o casal que acabou de se formar (e que incrivelmente está convencendo) são os favoritos. Rafael tem um passo na frente de Mariana pela simpatia. Mara, porém, pode começar a chorar pobreza e se dar bem com a jogada. Agustinho só vence em caso de pegar Mariana e Mara na final, com Mariana sendo queimada de alguma forma pela formação de casal, e Mara disputando voto a voto com ele (pessoalmente, acho a hipótese de Agustinho vencer, improvável).

    A aposta momentânea que faço é a de que a eterna favorita da Globo e da produção do programa, Mariana, vai sair ganhando o BBB6, com uma pequena diferença entre ela e Mara. Vai ser um desfecho previsível para uma edição igualmente previsível e chata do reality show. Se você duvida dessa aposta, não se esqueça que os favoritos da Globo sempre venceram. Por que que agora seria diferente?

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    Responda nossa enquete logo abaixo!



    Quem sai no paredão do Big Brother Brasil 6?

    Agustinho

    Gustavo














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    Tirando o atraso

    Cidadão Brasileiro me fez perder o segundo episódio da segunda temporada de Lost semana passada. O azar me fez perder todas as reprises. Todas não: peguei a última chance, naquela reprise que passa antes do novo episódio, às 20h00. E o episódio? Lento, com pouca coisa acontecendo, mas bom. O melhor elogio talvez seja instigante. Só que, em termos de qualidade, o primeiro episódio ainda está bem na frente. Agora, o terceiro episódio eu não vou pegar no embalo direto, não. Vou esperar a reprise.

    Ei, hoje tem 24 Horas duplo, na Fox, às 22h00!

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    Enquanto eu escrevo, dou uma olhada em Belíssima, mais precisamente nas possíveis cenas-chave da formação do casal Vitória/André. Tomara que fique no possível, mesmo. Porque Vitória é a melhor coisa da novela. E André é uma das piores. Não vai dar certo.

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    Prêmio Contigo

    Alguém comentou comigo a respeito de um prêmio dos melhores da tevê que a revista Contigo estava promovendo. Fui ao site da revista e já registrei o meu voto (vote você também aqui). Para quem interessar, abaixo estão os meus votos.

    Melhor novela ou minissérie

    Belíssima

    Melhor autor

    Silvio de Abreu

    Melhor Diretor

    Luiz Fernando Carvalho

    Melhor Ator

    Tony Ramos

    Melhor Atriz

    Cláudia Abreu

    Melhor ator coadjuvante

    Lima Duarte

    Melhor atriz coadjuvante

    Drica Moraes

    Ator revelação

    Marcelo Médici

    Atriz revelação

    Carolina Oliveira

    Ator infantil

    Pedro Malta

    (um parênteses aqui apenas para registrar o ridículo da produção da revista em colocar Kayky Brito como indicado. Ele tem 15/16 anos!)

    Atriz infantil

    Carolina Oliveira

    Melhor par romântico

    Totia Meirelles e Marcos Frota

    (outro parênteses apenas para registrar que adorei a ousadia da revista em colocar Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro como casal - apesar de achar estranho um casal que nunca se beijou ser... um casal)

    Figurino

    Hoje é dia de Maria

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    Falcão, Meninos do Tráfico

    Por ter que ver The Closer, acabei perdendo o documentário. Você vai querer me matar - e com razão -, mas eu perdi realmente. E ver cinco amigos meus comentando o documentário me doeu demais. Pior foi ver que eles não estavam apenas comentando, eles estavam ELOGIANDO. Aí eu me arrebento.

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    Domingo, Março 19

    Kyra Sedgwick é a alma de The Closer

    The Closer (TNT, terças, 22h00) é mais uma série policial de muitas que os norte-americanos abraçam e acabam tendo muita audiência. CSI, Without a Trace, Cold Case, Law and Order e Close to Home são exemplos dessas series. A diferença delas para The Closer é que esta última, diferentemente das outras, é de um canal de tevê paga nos Estados Unidos. Mas mesmo assim teve uma audiência monstruosa para um canal pago, sendo, nessa grade de canais, a série mais vista do ano de 2005.

    Como série policial que é, não poderia deixar de ter uma fórmula: os acontecimentos nos episódios se sucedem na mesma ordem sempre. Começa com uma visita no local do crime, depois uma conversa da investigadora com outras pessoas, depois interrogatório e por fim a prisão do culpado do crime. Não é nem certo nem errado seguir essas fórmulas pois, se por um lado não se pode elogiar pela criatividade, por outro não se pode culpar pela falta de ousadia - muitos casos na tevê já nos mostraram que quando se muda uma fórmula, a tendência é fracassar. Ou seja, The Closer aposta na comodidade de ser uma tradicional série policial e se sai bem com isso.

    O que o telespectador pode achar de diferente em The Closer é o fato de haver uma mulher na chefia da equipe, sendo apenas ela a protagonista. Os holofotes estão todos nela. Isso não muda muito, porque o tipo de mulher que comanda a equipe de investigação é a mulher mais macho possível - ela tem o andar, a fala, os gestos duros, masculinos, e também tem a atitude que mais combina com um homem do que com uma mulher. Close to Home nos apresenta uma situação muito parecida com a de The Closer; se Veronica Mars fosse uma investigadora profissional, também se pareceria com a protagonista desta série; e, por fim, basta dizer que tanto CSI, quanto Without a Trace e Cold Case tem mulheres como a protagonista de Closer. O que era uma diferença acaba sendo tão comum tanto o resto da série.

    Se você gostar de The Closer, adote-a como mais uma série para você ver. Diferentemente de todas as séries policiais, essa aqui vai para as premiações com uma indicação praticamente fixa (e merecida) para todos os prêmios: Kyra Sedgwick, a policial chefe daqui, sempre concorre como melhor atriz, mesmo nunca sendo a favorita. A interpretação de Kyra é boa, tem a medida exata de machismo e, em contrapartida, sabe quando inserir um pouco de sensatez e sensibilidade (normalmente em cenas solo). Kyra faz por Closer o que Glenn Close faz por The Shield: é a alma da série - e provavelmente será o único incentivo para você vê-la.

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    O Aprendiz com Martha Stewart

    The Apprentice, originalmente apresentado por Donald Trump (aqui no Brasil, Roberto Justus também tem a sua versão, baseada na de Trump), ganhou uma versão em 2005 com Martha Stewart fazendo as demissões. Na época da estréia nos Estados Unidos, publiquei uma coluna aqui no blog "Bondade excessiva de Martha Stewart fracassa em programa" (para ler, veja o quinto post de cima pra baixo aqui). Agora, o canal People and Arts traz o programa para o Brasil, transmitindo todo domingo, às 21h00.

    Se você quer saber se vale a pena ver o programa, eu digo que ele foi um fracasso de audiência do seu início ao fim. E que foi um fracasso merecido.

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    Sábado, Março 18

    Luciano Huck expõe a crise de criatividade dos programas de auditório

    As Coleguinhas do Caldeirão do Huck, programa de sábado do Luciano Huck na Globo, são as loiras e morenas do Tchan, aquelas mulheres que, durante um quadro musical, aparecem dançando no meio das músicas enquanto as câmeras abusam do corpo delas. Melhor exemplo para o que seria esse papel talvez seja a Samambaia do Pânico (Rede TV), aquela crítica que os integrantes do programa fizeram, colocando uma gostosona dançando, vestida de samambaia: essas mulheres dançarinas de programas de auditório são como samambaias, só servem para enfeitar.

    O problema é que o Caldeirão faz uso dessas gostosonas com o objetivo de ser a atração do programa. Quadros musicais não dão muita audiência; quadros musicais com imagens de gostosonas dão muita audiência. Faço uso aqui novamente de outra crítica da sociedade que o Pânico fez certa vez, colocando as integrantes do Axé Blond (banda de axé devidamente composta por gostosonas) dançando, mas de fundo musical, ao invés de colocarem a música que elas cantavam no momento, cortaram isso e colocaram um Mozart. Pra finalizar, colocaram uma faixa na tela dizendo que quem assistia nem ligava para a música, e sim para as gostosas, e que o Mozart era para o bem do ouvido dos telespectadores (ah, antes que eu me esqueça: o Pânico pagou caro por essa brincadeira, sendo processados e obrigados a pagar uma indenização monstro).

    Voltando ao Caldeirão: neste sábado, o programa mostrou um quadro (cuja melhor foto que consegui na internet foi essa que ilustra o post, um anúncio do site do programa) onde gostosas dançavam e se apresentavam seminuas em clipes sobre si mesmas para substituir outra Coleguinha que saia da trupe. Não preciso nem dizer o apelo do quadro, né? Pois bem, o que me incomodou na realidade foi que aquilo ocupou quase uma hora do programa, com jurados famosos (Thiago Rodrigues, Elke Maravilha, Duda Nagle, Eri Johnson...) dando opiniões como se fossem sérias. E a cópia do palmômetro (medidor de palmas!) do Gente que Brilha, do Silvio Santos, compôs um momento de seriedade para um quadro cujo único objetivo era conseguir audiência com as gostosas.

    A partir do instante em que programas de auditório levam suas samambaias a sério, é porque há alguma crise criativa muito séria afetando os redatores desses programas. E, é claro, porque a fórmula anda em crise. Só que isso a gente já sabe há muito tempo - nós e os produtores que não descruzam os braços e começam a trabalhar por uma opção melhor para o telespectador.

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    Sexta-feira, Março 17

    Lynette solta a franga em Desperate

    Pode até ser que Desperate Housewives não esteja evoluindo em qualidade. Mas mesmo assim eu consigo gostar da série (Sony, quintas, 20h00) cada vez mais. Marcia Cross merece vencer algum prêmio pelo seu ótimo trabalho como a Bree. Teri Hatcher está muito simpática como a Susan. A Eva Longoria cresceu assustadoramente de qualidade da primeira pra esta segunda temporada. E a Felicity Huffman é a Felicity Huffman, ou seja, uma diva indiscutível. Aliás, a Lynnete, personagem na Felicity, soltou a franga ontem, como vocês vêem na foto. Ela se sentiu desafiada pelo comentário de um homem durante uma festa com a colega de trabalho e se arrumou toda no banheiro, com roupa e cabelo totalmente jovens. A seqüência toda foi ótima e divertida, como a própria série se mostra a cada dia. E eu digo isto mesmo sabendo que a crítica dos Estados Unidos quase que inteira diz o contrário.

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    A TNT vai estrear no domingo uma série que está fazendo um sucesso enorme nos Estados Unidos, com a atriz principal (Kyra Sedwick) sendo indicada aos principais prêmios. Trata-se de The Closer. O piloto vai passar no domingo, às 20h00, com o segundo episódio às 21h00. Mas não se enganem: o horário original da série é terça-feira, às 22h00. Vai passar sempre nesse horário. A estréia no domingo é só para divulgação maior. A história é policial, tipo The Shield. Vamos conferir.

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    Sem anjo nesta semana do BBB6

    O blog Tevescópio (www.tevescopio.com.br), da Dona Lupa, grande comentarista de Big Brother da internet, deu uma notícia em primeira mão, totalmente extra-oficial: nesta semana não haverá anjo no reality show. Fica para vocês acreditarem ou não. Segundo ela, quem disse isso foi uma pessoa ligada à produção do programa.

    Sem anjo, o paredão tem Tinho como membro certo. Mara e Gustavo vão tentar se defender de todas as maneiras para não irem com o carioca disputar a preferência do público. O óbvio parece ser Mara e Tinho, mas eu arrisco Gustavo e Tinho.

    Cá entre nós: isto de não ter anjo na semana foi MUITO estranho, não?


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    Lennon pode "fazer contato"

    Talvez você nem lembre desse fato: em 2003, médiuns tentaram estabelecer contato com o espírito da princesa Diana ao vivo, no pay per view da televisão estrangeira. Custou dez dólares para cada um que comprasse o programa. O mais engraçado foi o desfecho: eles encheram lingüiça e mais lingüiça para resultar no nada. O espírito de Diana não respondeu ao chamado.

    Agora, o mesmo programa da tevê inglesa vai tentar estabelecer contato com John Lennon. Também não há garantia de que o contato vai ser efetivado, mas os apresentadores (os próprios médiuns) dizem que Lennon era um cara espiritual na sua vida terrena e que deve ter compaixão com quem vê o programa, aceitando realizar contato.

    Verdade ou não, a história é engraçada. E com certeza vale ser vista. Pena que nenhuma emissora de tevê paga daqui vai transmitir...

    PS: Li a reportagem em um site estrangeiro. Mas, coincidentemente, o Terra também publicou. Para ler, clique aqui.

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    Quinta-feira, Março 16

    E agora, Boninho?

    Boninho, o diretor do BBB (e, na minha opinião, a pessoa que destruiu todos os reality shows que a Globo pôs no ar, vide Fama, No Limite, O Jogo e agora o Big Brother), na realidade não é a pessoa que faz as edições do programa. Aquilo que você vê diariamente e que todo mundo critica por ser uma distorção da realidade, acaba ganhando a culpa de Boninho, quando na realidade era a Fernanda Scalzo quem fazia tudo. É claro que com as instruções de Boninho (e a culpa das manipulações é toda dele). Fernanda, agora, está demitida e é Boninho quem vai cuidar de tudo. A demissão ocorreu na segunda-feira, e o grande acontecimento do programa acabou ficando na mão do diretor: o beijo entre Rafael e Mariana, os queridinhos do programa. Uma foto de um momento logo após o beijo logo abaixo.



    Gosto muito de Rafael. Só que eu tenho uma antipatia muito grande pela Mariana. Quem vê o programa 24 horas por dia como eu sabe do que falo. Todas aquelas mentiras e seu falso ar de ingenuidade nunca me convenceram e nem agradaram. Se Boninho for esperto e competente, vai mostrar tudo sem favorecer ninguém. Mas a tentação estará lá e teremos que ver qual caminho ele vai escolher.

    Uma coisa é certa: mesmo que ocorra um romance real entre Rafael e Mariana, essa edição do Big Brother Brasil está consolidada como a pior de todos os tempos. E a desgraça da fórmula está mais perto do que nunca.

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    Meus favoritos são Rafael e Agustinho. Não me pergunta o porquê. Essas coisas acontecem com a gente e são inexplicáveis. Mariana e Mara são as de que menos gosto.

    Responda na enquete abaixo qual é o seu favorito!



    De quem você mais gosta no BBB 6?

    Agustinho

    Gustavo

    Mara

    Mariana

    Rafael














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    Quarta-feira, Março 15

    Quem fala agora é o fã de American Idol

    Em um dos poucos casos na história da televisão mundial, um programa copiado consegue ser melhor do que o original. Isso aconteceu com American Idol, que foi baseado em Pop Idol, da Inglaterra, terra do jurado Simon Cowell. A grande diferença entre um e outro é a diferença da empolgação que o programa causa na gente. American faz a gente vibrar. Pop faz, no máximo, a gente sorrir.

    O grande mérito do programa é de Simon Cowell. A figura que ele construiu de jurado malvadão e sarcástico é simplesmente fantástica e ímpar em se tratando de um reality show. Todos os outros jurados são bonzinhos, e Simon é cruel demais, a alma do programa.

    Tá ok: Simon é demais e o programa é excelente. Isso você sabe. O que eu quero dizer aqui é que, especialmente nessa edição, eu estou adorando todas as mulheres. Sim, eu torço por uma em especial, mas todas as outras me satisfazem.

    Há uma neta de cantora vencedora do Grammy, uma garota de dezesseis anos que já trabalhou na peça O Rei Leão da Brodway, uma menina que Simon disse ser melhor que a última vencedora do programa, uma mulher que Simon disse precisar de um palco maior e se desculpar por tempo depois por ter dito isto, uma outra ótima cantora country e... bem, eu já chego lá.

    Todas as cantoras acima tem um alcance vocal que varia entre o ótimo e o inacreditável. Os homens não tem essa qualidade. Excluindo dois deles, todo o resto canta razoavelmente, e só se saem bem pelo carisma ou aparência. Coisas de American Idol.

    No meio de um monte de mulheres que cantam muito bem, se destaca uma garota ótima: Katharine McPhee, a filha de uma renomada professora de canto que está na foto. Inventaram um movimento dos que pegaram a McPheever, que seria a febre pela garota, e eu me incluo nesse movimento. Ela é mais que ótima, ela é magnífica. Se porta muito bem no palco, conquista a gente e faz ter a tal da McPheever.

    Em nenhuma edição de American Idol me senti tão empolgado quanto agora. Sempre ficava ansioso quando chegava o dia de um episódio, e agora eu simplesmente estou vivendo a emoção que é o programa. A culpada disso tudo é a Katharine McPhee. Se ela não ganhar, vou ficar muito decepcionado com o público que vota no programa. O público americano tem visão e vai consagrar a melhor.

    Aqui no blog, analiso a televisão, a programação e isso tudo. Em American Idol, me permito não analisar, e sim torcer. Ou seja, quando o programa começa, quem vê é o fanático. Portanto, me desculpe se você torce por alguma outra pessoa ou simplesmente odeia o programa.

    Eu tenho a McPheever.

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    O segundo dia de Sinhá Moça

    Segundo capítulo de novela costuma ser chato. Vendo a necessidade de permear sua trama com dicas sobre o que aconteceu no primeiro, todas as novelas dão uma pausa. Com Sinhá Moça não foi diferente. Porém, como eu já havia dito na coluna sobre a estréia, pouca coisa aconteceu no primeiro capítulo - assim sendo, pouca coisa teve que ser mostrada (a morte do personagem de Milton Gonçalves foi citada, Sinhá Moça perguntou onde estaria um amigo escravo que foi vendido em criança por seu pai e todas as características dos personagens foram repetidas). O bom de o primeiro capítulo ter sido morno foi ter dado a oportunidade de alguma coisa além de contar o início da história, acontecer.

    Novos personagens foram apresentados e tramas já foram armadas. Ainda há muita coisa para acontecer. Já me incomoda mais no segundo capítulo do que no primeiro, por exemplo, a imagem na mais alta definição possível. Em diversos momentos, minha vista ficou cansada, lacrimejando. O excesso de brilho na imagem nem sempre funciona - talvez a solução fosse deixar a imagem um pouco mais fosca. Em compensação, a direção de Ricardo Waddington e Ricardo Gomes é simplesmente a melhor da carreira de ambos - isso é tão evidente que já estou me arriscando a dizer isso agora.

    Agora, sabe o que mais me chamou a atenção? A Ana do Véu. Como é o rosto dela? Na primeira versão, a atriz era a Patrícia Pillar. Neste remake, é a Isis Valverde, que não conheço e não achei foto alguma sua na internet. O recurso de mostrar suas cenas sempre de costas, sempre com o véu, sempre impossibilitando que a gente veja algo da face dela é sedutor e inquietante. Eu quero é saber como é a tal de Ana sem véu.



    E Cidadão Brasileiro, hein? Um motivo de força maior (sempre quis usar esse termo) me fez perder o segundo capítulo. O terceiro eu não perco por nada.



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    Terça-feira, Março 14

    Nos três posts abaixo, leia as colunas sobre as estréias de 24 Horas, Sinhá Moça e Cidadão Brasileiro.

    Como é o pior dia da vida de Jack Bauer?

    O presidente Palmer morreu e a repercussão disso não podia ser maior: o episódio inicial de duas horas da quinta temporada de 24 Horas foi sobre isso e os seguintes terão a mesma tendência. Palmer morre e o primeiro suspeito é o dado como morto Jack Bauer. Bauer sabe quem matou Palmer, apesar de não saber o porquê. Durante duas horas ele vê as pessoas que sabem que ele não está morto sofrendo atentados e indo presas, além de se ver quase preso injustamente. Essas duas horas foram apenas o início daquele que é, definitivamente, o pior dia da vida do agente Bauer - mas o melhor para todos nós, telespectadores.

    Depois de uma quarta temporada irregular e com poucos acertos, o primeiro episódio da quinta temporada que a Fox exibiu na segunda-feira, às 22h00, mostrou um fôlego e causou um interesse como há muito não se via. Perdi o episódio da não menos interessante Lost, no AXN, para conferir a estréia de Cidadão Brasileiro, e, quando já estava me sentindo mal por isso, apareceu 24 Horas para suprir toda aquela dose de adrenalina que faltava.

    Todas as qualidades que as quatro temporadas da série adquiriram com o tempo culminaram nesse episódio. A direção, seguindo o ritmo do ótimo texto, que deu margem a ótimas interpretações, foi eletrizante e terminou o capítulo deixando um gosto de quero-mais e que vai deixar todos nós, telespectador, se roendo durante uma semana enquanto aguardamos o novo episódio. Isso em momento nenhum aconteceu na quarta temporada e quase não foi notado na terceira temporada (a primeira e a segunda foram impecáveis, sempre deixando essa sensação). Não foi só Jack Bauer que deu a impressão de estar morto e retornou com força total: a própria série seguiu a risca o que estava acontecendo com o personagem.

    Kierfer Sutherland, o Jack, que recentemente ganhou o prêmio do Sindicato dos Atores como melhor ator por uma série dramática, disse, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, dois domingos atrás, que a produção da série estava entrando em um processo de pré-produção de um filme da série, que seria escrito pelo próprio ator. Eu não recomendaria. A graça de 24 Horas está justamente em ser semanal e fazer parte da nossa vida. Já pensaram se um filme tira essa felicidade da gente? Não, Jack. Fique apenas na tevê uma vez por semana que está mais do ótimo.

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    Benedito Ruy Barbosa escreve remake de Sinhá Moça querendo sucesso

    Depois do período não muito bom de Como uma Onda (uma novela contemporânea) no horário das seis da Globo, a emissora se deu conta de que, naquele horário, novela de época era o que melhor funcionava. Para ter certeza disso, basta ver os índices de audiência de Cabocla, Chocolate com Pimenta e Alma Gêmea com Como uma Onda, Sabor da Paixão e Coração de Estudante. Sinhá Moça é a continuidade de um período de novelas de época que começou com Alma Gêmea e vai demorar um bom tempo para se quebrar - principalmente porque com novela de época é difícil errar, e a Globo vai se acomodar.

    O autor de Sinhá Moça, Benedito Ruy Barbosa, é, junto com Walcyr Carrasco, a melhor pessoa para escrever novelas de época. Sua carreira foi mais da metade constituída por personagens que não falam como atualmente e cenários antigos. Recursos que ele sempre usou podem dar a impressão de que ele repete sempre a mesma história. No caso do remake de Sinhá Moça (novela cuja primeira versão foi transmitida em 1986), uma comparação com Cabocla, a última novela do autor, pode reforçar ainda mais esta idéia.

    Na realidade, Benedito repete muito as ambientações e características de personagens, o que não pode ser considerado nem uma virtude nem um defeito: é apenas uma opção dele. Em Sinhá, é impossível fugir a isso: se trata de uma obra antes de tudo baseado em um livro, e um livro de época. Se você está com um gosto de dejá vu na boca, aguarde mais um pouco que a novela vai tratar de fazer você se esquecer disso.

    Em tese, é uma trama comum. Tem a mocinha e o mocinho que lutam pela abolição da escravatura, com o pai da mocinha sendo um escravocrata dos mais ferrenhos e que em determinado momento da trama vai atrapalhar o romance. Porém, se Benedito seguir o formato da antiga versão da novela, coisas irão acontecer para que a trama não seja tão óbvia assim (não vou revelar em respeito a quem quer acompanhar a trama, algo que, no momento, eu recomendo).

    Só que, como o bom parece que vai demorar algumas semanas para demorar a acontecer, temos que olhar para o atual, ou seja, o primeiro e único capítulo que foi ao ar no momento. Um capítulo de qualidades e defeitos. A princípio, a direção pareceu arrojada, com uma direção de arte belíssima (na primeira cena, um plano de cafezais, e depois um plano de dentro da casa para o jardim da frente), assim como a fotografia. Milton Gonçalves, que morreu logo ao início, esteve excelente e marcante como uma espécie de chefe dos escravos. Sua performance se resumiu a uma cena no tronco, mas isso não quer dizer que tenha sido pouco. Foi incrível. Osmar Prado e Patrícia Pillar também ofereceram ótimas cenas.

    Por outro lado, foi um capítulo inicial triste demais. Houve muita choradeira (a Sinhá Moça como criança chorou, chorou e chorou, o que atrapalhou a interpretação da atriz mirim que já agia mecânica) e pouca coisa acontecendo (o primeiro bloco existiu apenas para o personagem de Milton Gonçalves morrer e revelar a um garoto quem é seu pai, e o segundo, apesar de mostrar alguns poucos personagens, serviu apenas para o mocinho e a mocinha se encontrarem). A audiência boa de 35 pontos com picos de 39 foi ótima para uma estréia no horário, mas será se o telespectador se sentirá motivado a retornar a um segundo capítulo após ter visto tanta tristeza no primeiro? Essa resposta virá na audiência dos capítulos seguintes - e também nos bares e supermercados, onde a gente conversa sobre a novela. Foi assim que a repercussão de Alma Gêmea ficou enorme e é dessa forma que Sinhá Moça quer se firmar.

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    Cidadão Brasileiro aposta em nostalgia para segurar o público ao início

    Lauro César Muniz é autor de algumas das grandes novelas e minisséries da teledramaturgia brasileira. Sempre desafiou a si mesmo com tramas difíceis para se contar e fazer o público gostar - e quase sempre se saiu com sucesso. Sua nova produção, depois de muito tempo na Globo, agora é na Record: Cidadão Brasileiro, que estreou nesta segunda-feira, às 20h30, é a trama mais ambiciosa que Lauro César já escreveu.

    Cidadão inaugura um novo horário de novelas na Record, com uma concorrência muito maior por parte da Globo (no outro horário de novelas, das sete e meia, a novela Prova de Amor enfrenta o fracasso de Bang Bang e se sai bem. A concorrência principal aqui é Belíssima, um sucesso definitivo). O desafio aqui é conseguir fazer o telespectador se acostumar com este novo horário de novelas e apoiá-lo com a audiência até o fim da novela. A audiência de estréia foi ótima, com média de 15 e picos de 19, contra 40 pontos de Belíssima - o que é estranho, já que o gancho que o autor Silvio de Abreu deixou no final do capítulo de sábado (o encontro de Júlia com o ex-marido que fugiu com todo o dinheiro dela) foi simplesmente genial e sedutor.

    Apesar da audiência de estréia ter sido relativamente boa, a Record e o próprio autor sabem que entraram na briga neste horário com uma novela que não tem a menor intenção de ser líder do horário ou lutar pelo empate com Belíssima, assim como aconteceu com Prova de Amor. Mais pra frente, é bem provável que outras novelas entrem neste horário com este objetivo e talvez até consigam algo - por ora, entre tanto, a proposta é apostar em qualidade para se firmar no horário.

    Qualidade Cidadão Brasileiro tem. Trata-se de uma trama um tanto quanto nostálgica, de um passado não muito distante de muita gente (agora, no começo, a trama se situa nos anos 50. Depois do meio da novela, começará os anos atuais), e pode conseguir muita audiência com esse público. Os rostos bonitos (a maioria deles são mais do que bonitos: são talentosos, também) de Gabriel Braga Nunes, Bruno Ferrari, Carla Regina, Paloma Duarte entre outros podem angariar um público mais novo (e quanto mais novo for o público, mais fácil para se conseguir audiência fiel). Para o público de mais idade (aqueles de 40 pra cima), nomes como Floriano Peixoto, Lucélia Santos (surpreendentemente mal e artificial em papel fácil), Cecil Thiré, Luiza Tomé e outros atores tem a tendência de agradar e seduzir.

    Por se tratar de uma história de ambição e evolução com os anos, onde o personagem principal começará um processo de ascensão (anos 50), depois viverá a fase do sucesso (anos 60 a início dos anos 80), para assim entrar no processo de lutas e traições, que levará o personagem principal de Gabriel Braga Nunes a uma queda do poder (anos noventa) e terminará voltando a suas raízes nos tempos contemporâneos, o elenco (não necessariamente os nomes, mas a forma de interpretação), os cenários e a iluminação se modificará bastante com o tempo, e será preciso acompanhar bastante para ter uma opinião definitiva sobre qual é a de Cidadão Brasileiro.

    Com Lauro César Muniz na autoria e Flávio Colatrello na direção, é bem provável que ver Cidadão Brasileiro seja mais do que uma atividade para ver se a novela é boa ou não: tudo leva a crer que será prazeroso fazer isso.

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    Adorei o retorno das cenas do próximo capítulo em Cidadão. A Globo aboliu aquilo da sua dramaturgia, e o retorno deste recurso deu um charme extra à novela.


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    Segunda de tirar o fôlego

    Aproveitou o dia de ontem na tevê? As estréias de 24, Cidadão Brasileiro e Sinhá Moça movimentaram o dia e eu acompanhei todas elas para comentar aqui no blog. Mas perdi Lost - e uma segunda sem Lost não é tão agradável assim.

    Vou começar a escrever as três colunas sobre as três estréias de ontem e começar a publicar. Fique de olho aqui no blog a partir de agora.

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    PS: Viu Lost ontem? Conte como foi!


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    Sábado, Março 11

    Alma Gêmea encerra sua trajetória de sucesso sem ousar



    A reprise da novela A Viagem, cujo tema central é espírita, veio com o objetivo de aproveitar o interesse que o telespectador adquiriu pelo tema espírita, o assunto da novela Alma Gêmea, e tirar uma lasquinha (leia-se: audiência). Só que, se por um lado isso pode ter funcionado com o objetivo do ganho de audiência alcançado, por outro lado pode ter exposto que Walcyr Carrasco teve uma inspiração grande em A Viagem para criar Alma Gêmea, já que, para quem não se lembra, em diversas entrevistas (inclusive para o site oficial da novela), ele afirmou que, se não fosse por Jorge Fernando, a novela seria atual, contemporânea, e não de época.

    Desde alguns personagens à forma de desenrolar a narrativa, Alma Gêmea é parecidíssima (muitas vezes ainda mais que isso) com A Viagem, e isso não tem problema algum, já que a primeira novela era ótima e se a proposta era se basear em algo ótimo, essa é uma idéia mais que bem vinda. Acontece que Alma Gêmea, apesar de seus muitos acertos, errou principalmente por ser irregular, algo que A Viagem nunca foi.

    A irregularidade de Alma Gêmea diz respeito principalmente à narrativa, com personagens com tintas muito fortes, desenrolar de cenas muito lento, e uma trama central fofinha (essa era a proposta. Se foi fofinha pra vocês, aí é outra história), cuja vilã (Cristina, de Flávia Alessandra) não era nada agradável, pelo contrário, ela era muito má, coisa que não combina (a última novela de Walcyr Carrasco, Chocolate com Pimenta, tinha um casal central mais dramático, e talvez Cristina combinasse melhor com eles do que a vilã engraçada de lá, que combinaria muito bem aqui). O elenco e a harmonia de cenário também foram irregulares, com problemas de transformar tudo aquilo em um todo, acabando por deixar o núcleo da pensão distante demais do núcleo de Rafael, quando na realidade, tudo aquilo tinha que ser unido.

    Talvez essa irregularidade de Alma Gêmea tenha atrapalhado o funcionamento de Cristina como vilã, de longe a coisa mais interessante da novela. Esse foi o papel da carreira de Flávia Alessandra, muito bem construída e trabalhada, tanto pela atriz quanto pelo autor, e que acabou sendo prejudicada apenas pelo casal central não ter agradado tanto quando devia. O fato da inserção do tema espiritual ter sido a grande característica da novela, Cristina foi de longe a melhor coisa - e Alma Gêmea não soube desfrutar desse trunfo. Em uma novela melhor, Cristina certamente não teria morrido em um incêndio causado por almas penadas e sendo carregada pelo inferno pelo diabo em pessoa (um ser grotesco, todo de fogo, uma péssima criação computadorizada da novela), trancafiada em um espelho que é quebrado em pedaços.

    Essa figura do diabo foi o ápice do excesso de coisas espirituais (com um toque de espiritismo gritante), do além, na novela. Serena (interpretada irritantemente e pessimamente por Priscila Fantin, numa das piores interpretações de sua carreira, que já não é lá muito gloriosa), a protagonista, era uma proclamadora de palavras de consolo e incentivo espiritual para todos os personagens, uma emuladora de perdão para todos do mal. Todos os que a cercavam e acreditavam que ela era a reencarnação da falecida esposa do mocinho, se tornaram personagens chatos e moralistas, também proclamando a cada instante palavras de auto-ajuda (e aqueles que não acreditavam e depois começaram a acreditar, se tornaram constrangedores). Todos esses nerds do espírito tornaram Alma Gêmea uma constante atividade repetitiva e chata - e, sinceramente, duvido que muitos tenham gostado desse lado da novela.

    Walcyr Carrasco, que sempre sabe fazer a gente rir, dessa vez criou dois núcleos de comédia relativamente engraçados (o da pensão e o do sítio), mas pecou por excesso de repetições de cenas para desembocar nos bordões onde o Crispim dizia Mirrrrrrrrrrrrrrna e a Divina dizia para o marido não falar de forma grosseira com a mamãe, além da clássica jogada de pessoas no chiqueiro, que acompanha cada novela de Walcyr. A novela acabou e uma situação engraçada como a de Divina e o marido quebrando a cama ficou sem graça, depois de tantas vezes repetida. Só Mirna continuou engraçada até o último instante - e, se Cristina foi a melhor personagem, Mirna foi a mais engraçadinha e querida pelo público, com certeza inesquecível (aqui, congratulo o ótimo trabalho da Fernanda Souza). De inesquecível, pode-se dizer que o casal Olívia e Vitório (com Drica Moraes e Malvino Salvador, um casal de tanta química que devem voltar a trabalhar juntos em breve) também foi, além do engraçado filho sardentinho de Olívia.

    Alma Gêmea acabou e certamente vai deixar saudades, talvez porque ficou tanto tempo no ar (foi esticada, o que pode ter deixado a novela lenta do meio da novela até o fim. E eu não consigo acreditar que os diretores da Globo não tiveram a capacidade de perceber que a novela seria um sucesso e que seria, de um jeito ou de outro, esticada. Com a quantidade de capítulos já pré-determinados, certamente Walcyr Carrasco planejaria melhor a trama e a deixaria mais natural e menos repetitiva) e nos fez apaixonar por alguns personagens e situações. O saldo positivo final dá a real impressão de que se tratou de um sucesso, e a novela foi justamente isto. A segurança com a audiência tem tudo para se repetir em Sinhá Moça, a substituta de Alma Gêmea, que parece tradicional pelas chamadas (uma novela tradicional geralmente gera bons índices de audiência, e em se tratando de Benedito Ruy Barbosa, isso é quase certo).

    O sucesso de Alma Gêmea, infelizmente, pode incentivar Walcyr Carrasco a repetir a fórmula quadrada e tradicional que dominou a novela - quando, na realidade, ele deveria se renovar e ousar, mesmo que isso não fosse garantia de sucesso.

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    No último capítulo, uma seqüência de coisas grotescas aconteceu, principalmente a morte dos protagonistas pela vilã. O problema já começa por aí. Com a morte do protagonista pela vilã, a sensação que fica é que esta venceu. Por mais que ambos tenham ido para o além de mãos dadas, revelando suas vidas passadas e mostrando que no príncipio eles eram Adão e Eva, no caminho ao túnel de entrada do céu, ninguém se contenta com uma felicidade no além. É isso que o telespectador quer, ver os protagonistas mortos, mas felizes? Com essa sendo a coisa mais ousada de Alma Gêmea, também ficou a certeza de que nem sempre quando se ousa, se acerta. E esse erro do caminho para o final feliz, apesar de combinar com todo o lema espiritual da novela, deixou uma sensação não muito feliz.

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    Uma última coisa: vocês se recordam de que ouve uma acusação de que a novela seria plágio de um livro homônimo? Pois é, não é que aquele livro que sempre encerrava os capítulos era, de fato, um livro escrito pelo personagem Terê. Só faltou afirmar que foi plágio (eu não estou afirmando que foi, mas deu a impressão de um pedido de desculpas).


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    Sexta-feira, Março 10

    Hoje na tevê e a vergonha na edição de Grey's Anatomy

    Hoje acaba Alma Gêmea, uma novela que soube combinar seus erros e seus acertos. Vamos ver o último capítulo para que depois eu escreva a coluna definitiva. O fato é que vai deixar, sim, um pouco de saudades.

    Ainda hoje, estréia um dos melhores reality shows que existem (na minha opinião): The Amazing Race, com participantes correndo ao redor do mundo. AXN, às 20h00.

    E, por fim, vale lembrar que tem eliminação de American Idol na Sony, às 19h00. A penúltima eliminação antes do Top 12.

    Aproveitando esse post, quero aqui fazer uma reclamação a edição do episódio de Greys Anatomy (foto), ontem, na Sony. Vou falar da pouco mais de meia hora que vi do episódio de uma hora, já que não consegui ver o episódio inteiro, de tão mal editado pelo canal.

    Começou com uma cena, depois passou a parte do que acontecer no capítulo anterior, depois a abertura, depois retornou a primeira cena. I-n-t-e-i-r-i-n-h-a, os oito minutos intactos. Além disso, o que se sucedeu após esse monte de erros foram inserções de intervalos comerciais cortando cenas que, na volta dos comerciais, não continuavam - muita coisa foi perdida até aí.

    Resolvi mudar de canal para ver na reprise do fim de semana, que, espero eu, será melhor editada. A pouco mais da metade do episódio de Greys Anatomy de ontem me garante que aquela foi a pior edição da história do canal (que não costuma mesmo fazer edição, seguindo a ordem americana de comerciais). Foi vergonhoso.

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    Quinta-feira, Março 9

    Segunda que vem vai ser "O" dia

    Aqui em casa, tenho uma agenda onde anoto compromissos pessoais e, entre outras coisas, programas que vão estrear na tevê para ver, recomendar e comentar aqui no blog. Dando uma conferida nessa minha agenda, acabei descobrindo que segunda-feira que vem vai ser O dia.

    Primeiro, terá a estréia da substituta de Alma Gêmea, no horário das seis na Globo, Sinhá Moça.

    Depois, tem a estréia da ambiciosa novela da Record, Cidadão Brasileiro, às 20h30. (Já vi que não vai dar pra ver Lost. Pena...)

    E, por fim, a aguardadíssima estréia da quinta temporada de 24 Horas, às 22h00, na Fox.

    Expectativas? Muitas - algumas positivas, outras negativas. Mas o importante é ver. Veja você também e depois comenta aqui no blog.

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    Em compensação, terça-feira será um dia de três colunas...

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    Quarta-feira, Março 8

    Fernanda Lima é a culpa do fracasso de Bang Bang?

    Certo dia, uma leitora aqui no blog comentou que criticavam demais Fernanda Lima, mas que na realidade Letícia Birkheuer estava dando um desempenho pior e não era citada em tantas críticas. Eu discordo. Se Letícia Birkheuer (Érica, de Belíssima) atua mal, Fernanda Lima (Diana, de Bang Bang) consegue ser terrível.

    Ao olhar a interpretação das duas no ar, a falta de talento de Birkheuer fica mais exposta. Ela está em uma trama incrível como é Belíssima, e numa personagem que é a representação viva da idéia do tal mito da beleza, que Silvio de Abreu tanto martelou na nossa cabeça. Não há como fazer uma interpretação rasa na novela: ali, contracenando com grandes atrizes, precisando se destacar, e precisando ser profunda, Birkheuer acaba cometendo excessos. E esses excessos de maneirismos, voz e caricatura acabam levando a personagem à superficialidade.

    Em Bang Bang, novela onde mais gente colocou o dedo do que em cobertura de bolo, a profundidade dos personagens não existe mais. Na realidade, nunca existiu. E Fernanda Lima trabalha ali na personagem com uma rasura evidente, e, para parecer que a personagem é mais do que a determinação do texto, ela tenta incluir ali uma voz mais grossa, um olho frisado e uma dose de histerismo - além, é claro, do famoso biquinho.

    Só que a personagem Diana nada mais é do que mocinha durona. Para interpretar mocinha durona, tem que ser durona o tempo todo, não pode querer ser mais que isso, não pode sequer pensar em ser doce. E Fernanda Lima adota a tática que vários atores já usaram: a crítica já não gostou de mim, agora deixa ver se, sendo um pouquinho mais fofinha, o público simpatiza comigo. Essa superficial fofura da personagem esconde que ela é não é aquilo, e isso atrapalha todo o texto (as briguinhas bobas com o namorado, Ben, mostram que fica difícil acreditar nela). Novela sem mocinha boa pode até funcionar, mas o caso de Fernanda é muito grave, mas muito grave mesmo. Chega a ser constrangedor.

    Só que o fracasso cada vez maior de Bang Bang seria conseqüência da interpretação de Fernanda Lima? Eu tenho procurado acompanhar a novela por um longo período, tenho lido o que o público pensa em discussões na internet, e a conclusão a que se chega é que existem problemas grandes na novela, além de Fernanda Lima. Alguns, inclusive, até maiores.

    O texto de Bang Bang é um dos piores da história da dramaturgia. Desde o começo, quando o autor Mário Prata largou a autoria da novela, assumiu Márcia Prates, uma autora que sempre trabalhou como colaboradora, para tentar dar um jeito na trama. Ela acabou esquecendo fundamentos básicos do texto de Prata, ridicularizou a imagem de alguns personagem, abusou de recursos óbvios para angariar audiência, como o tal assassinato sem assassino conhecido (com falta do núcleo investigador, o que tira todo o brilho da trama, e revelando o assassino sem suspense, como se fosse uma brincadeira, duas semanas depois do assassinato) e personagens que mudam de caráter de uma hora pra outra.

    Depois, vendo que Márcia Prates não estava funcionando, Carlos Lombardi (autor de novelas como Kubanacan e Uga Uga) foi chamado para tentar dar um jeito. O que ele fez? Aquilo que sabe fazer de melhor: colocou homens sem camisa, mulheres seminuas e um número maior de insinuações de sexo. Obviamente, isso não funcionou - só funcionaria se fosse para manter público, mas o público que restou é aquele que não vê a novela, só deixa a tevê ligada.

    O principal problema de Bang Bang é o texto. Todos os personagens ruins, atuações ruins (uma única se salva, a de Mauro Mendonça, que elegi o melhor ator coadjuvante do ano passado: ele é brilhante, e consegue se engraçado e dar conta de manter as características principais do personagem), direção frágil, clichês, tudo é culpa do texto. E o texto deu errado principalmente porque iniciou ambicioso e está bagunçado, sem solução.

    Mas a questão era se Fernanda Lima era o grande problema da novela, a responsável pelo fracasso. Eu diria até que não. Como tudo é ruim, o público liga a tevê, vê cinco minutos, vê a besteira que é e muda de canal. Fernanda Lima costuma ser o ápice - todo mundo me pergunta como ela é tão ruim, e esses dizem que só viram um pedacinho da novela -, o que faz o público mudar de canal, não vendo o resto da novela. Médias semanais de 20 pontos de Prova de Amor, a concorrência poderosa na Record, provam que a Globo errou feio ao escolher a novela - e, nos próximos anos, vai tomar muito mais cuidado com a escolha de um trama para pôr no ar.

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    Stacked e Arrested Development: forças antagônicas do gênero de comédia

    O FX estreou, nesta última terça-feira, duas séries de comédia: Stacked e a nova temporada de Arrested Development. Engraçado que as duas passem uma depois da outra, pois a comparação acaba sendo inevitável.

    Stacked é sitcom. Não que eu queira estereotipar o significado deste tipo de comédia, mas talvez seja a melhor definição. Tem as risadas gravadas, com a pausa devida para o telespectador dar a risada, tem muitas piadas visuais e tiradas sobre tudo no texto, além do famoso formato: gostosona fútil-cara gordo que gosta dela-e bonitão que não tem interesse nela, mas vai se dar bem com ela. Tudo isso rola numa livraria (chamada Stacked, o título da série) e a única coisa que diferencia - e que garante todo o sucesso da série - é que a gostosona é ninguém mais, ninguém menos que a Pamela Anderson, a mulher mais procurada na internet. Ou seja, a série fica dependendo de Anderson para funcionar, e o ditado mais antigo da dramaturgia diz que nunca se pode depender de um ator para o funcionamento de nada.

    Arrested Development (foto) está em sua terceira temporada e vive o eterno drama do acaba-e-não acaba, já que na teoria a Fox parou de exibi-lo, mas na prática o canal da tevê paga norte-americana, Showtime, parece ter comprado o formato para produzi-lo. Arrested é uma das coisas mais geniais que surgiram na tevê americana nos últimos anos. Todo o texto é engraçado sem ser desbocado, tem um conteúdo profundo e com um toque de sarcasmo, funciona que é uma beleza. Para a Fox era ótimo continuar com a série, que ganhava vários prêmios. Mas eles cancelaram por um único motivo: falta de audiência.

    Só que a (pouca) audiência que tem é responsável por enormes manifestações e abaixo-assinados pedindo que a série não acabe. A série acabou. Mas vai voltar em outro canal. Essa é a força do público. Esse público sabe muito bem que não pode perder Arrested, porque é muito boa.

    Por outro lado, fica difícil não se decepcionar com o público que despreza a série. Talvez não tenham entendido a série. Talvez tenham achado que é inteligente demais, e o QI deles era insuficiente. Ou, talvez (e essa é a idéia mais provável), a série tenha sido desprezada por não ter nada do cotidiano do americano comum.

    E o que mais me chateia é que o público opta ver sitcoms sem inteligência alguma (como Stacked, não por Stacked, já que eram horários diferentes entre as duas séries) ao invés de ver o que é bom de verdade. A minha teoria de que o bom não é recompensado com a audiência merecida em 90% dos casos ganha cada vez mais força.

    Stacked, FX, terças, 22h00.

    Arrested Development, FX, terças, 22h30.

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    Terça-feira, Março 7

    A vitória de Falabella e a bajulação de L. César Muniz

    Eu já tinha cantado a bola: a Globo escolheu, de todos os especiais de dramaturgia do fim de ano, o Toma lá da Cá (o da foto, na cena da final do seu piloto), adaptação do formato de sitcom norte-americano (com risadas e tudo), para entrar em sua grade. O elenco será o mesmo, com, inclusive, o super ocupado Miguel Falabella, que está em processo de criação da sinopse para sua próxima novela. Na época, eu disse que a escolha da Globo seria essa por puro merecimento, por trabalhar humor sem meias palavras. Talvez, tecnicamente, não fosse a melhor. Mas era a que mais empolgava. E o desafio, como eu também escrevi, é ser mais do que um novo Sai de Baixo. Resistir a essa tentação vai ser difícil.

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    Lauro César Muniz deu uma entrevista à Folha Online onde conta coisas sobre sua novela que está para estrear na próxima segunda-feira e um pouco de política, mas o que mais ficou gravado foi o excesso de bajulação à Record. Ele diz que a Record tem mais calor humano que a Globo, que é um erro dizer que a Record vive de religião, quando na verdade é a Globo quem faz uso excessivo do tema, que a Record o recebeu melhor do que a Globo o tratou em muito tempo... enfim, foi uma seção de puxa-saquismo pra nova emissora.

    Será se ele está com medo de que a novela não seja bem recebida por ser na Record, e por isso o excesso de elogio? Creio que não, porque Prova de Amor prova o contrário. Posso até estar sendo errado, mas não acredito que tudo o que Lauro César Muniz disse seja o que ele realmente pensa. A pergunta é o porquê da bajulação.

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    O retorno - e que retorno! - de Lost

    Lost não é a série de maior sucesso ou audiência nos Estados Unidos. Talvez nem no Brasil e nem em nenhum outro lugar. Mas, se Lost não pode contar com o trunfo de ser a maior audiência (é uma das maiores, apesar de nem sempre aparecer no top 10), pode contar, então, com o fato de ser a mais viciante e com o maior número de fanáticos enlouquecidos pelos astros e por tentar resolver mistérios. Ah, os mistérios: essa é a chave do sucesso da série.

    Nada em Lost é certeza. Nada, nada, nada. Tudo ali pode ser ou simplesmente não se sabe o que é. Tudo tem a chance de ter uma outra explicação, tudo dá margem para se desconfiar no mocinho ao personagem com as maiores características de vilão. E esse elemento da incerteza em tudo que se passa na série arranja muitos e muitos fãs obcecados. Mesmo quem não é lá um grande fã quer saber o que aquela seqüência de números tem a ver com a história, quem são os Outros, por que os escolhidos para irem à ilha foram justamente aquelas pessoas, o que eles estão fazendo ali? Essas são apenas algumas perguntas que a série dá. A cada episódio surgem respostas - mas também novas perguntas.

    Até agora, os mistérios são o grande responsável pelo excesso de bajulação e fanatismo em torno da série. Alguns fatores óbvios, como a carência de bons atores no elenco, estão sendo desprezados. O ritmo do texto da série de J.J. Abrams, o cara que criou, além de Lost, Alias, também é responsável por escrever - e por vezes dirigir - filmes como Missão Impossível e outros, é tão bom que não dá nem tempo dos atores entrarem em uma ou outra cena mais intensa dramaticamente. O que importa ali é desenvolver os mistérios e não fazer de jeito nenhum o estabelecimento de lentidão na fluência da trama. Se por um lado isso pode ser péssimo para o desempenho dos atores e o desenvolvimento de seus personagens, isso é ótimo para que a série se firme como um dos maiores sucessos da tevê norte-americana.

    A grande deficiência de Lost é simples: além dos mistérios, não há muita história para contar. Como uma hora os mistérios principais vão ter que ganhar solução (eles podem ser mantidos por muito tempo, mas hora, é claro, vai cansar), fica a pergunta do que se seguirá. Essa é uma questão muito complicada e perigosa para a série.

    Estreou ontem a segunda temporada no AXN, às 21h00, e tudo correu às mil maravilhas: ritmo impecável, mistérios, a descoberta do que tinha dentro da escotilha, tudo impulsionado com os flashbacks intrigantes, enfim, um conjunto ótimo. E, por mais umas duas temporadas dá pra ficar chantageando a gente (a gente dá audiência, eles dão mistérios). Quero é ver depois disso. Por isso é que é bom aproveitar enquanto o negócio, definitivamente, está bom.

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    Põe bom nesse negócio. A Fox adiou a estréia da nova temporada de 24 Horas para não ser ofuscada por Lost, e deixou para a próxima segunda. Só que vai passar às 22h00, novamente para não sofrer com a concorrência da série de J.J. Abrams. Eu amo 24 Horas, e ver Lost e depois a série do Jack Bauer vai ser a melhor coisa do mundo. Estou ansioso pela próxima segunda, tanto por 24, como também por Lost.

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    Boas novas do FX

    Pamela Anderson, a gostosona mais procurada pelo Google e estrela de Baywatch estréia sua nova série, Stacked (foto), hoje no FX. Às 22h00.

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    As notícias de que Arrested Development iria abandonar a face da terra para sempre fez muita gente fazer juras de suicídio. Calma, a série tem tudo para voltar no Showtime, canal pago da tevê americana. Por enquanto, onde tudo está indeciso, a gente confere a terceira temporada também no FX, hoje, terça-feira, às 22h30.

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    Falando em FX, o canal vai ganhar um empurrãozinho da sua matriz, a Fox, para ir pra frente. As estréias de My name is Earl e The Office, duas séries de sucesso nos Estados Unidos (principalmente de crítica), ocorrerão no dia 09 de abril, às 21h00. A Fox e o FX farão a estréia juntos. Mas só o FX continuará transmitindo.

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    Hoje tem episódio imperdível de Veronica Mars (TNT, terças, 18h00)!

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    Segunda-feira, Março 6

    Mais um óbvio

    O paredão do BBB6, cujo resultado será divulgado no programa de terça, é entre Agustinho e Carlão. Um é adorado do povão. O outro é um cara que tenta ser simpático, mas que as edições da Globo queimam sua imagem diariamente.

    Seja sincero consigo mesmo: você tem alguma dúvida de quem será o eliminado? Sim, é claro que vai ser o pseudo-Dhomini.

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    Esse é o pior BBB da história. Ponto. Agora, em comparação com o BBB5, o que fez mais sucesso, ele ganha em um ponto: ao menos houve alguns poucos paredões imprevisíveis (não esse aqui). Na outra edição, não houve um único sequer.

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    Birkheuer vai estudar

    Letícia Birkheuer (foto), a Érica de Belíssima, está chateada porque a crítica e o público tem cobrado demais dela. Ela ficou chateada com isso e resolveu fazer algo: vai, assim que Belíssima acabar, viajar para Nova York e fazer cursos de interpretação para "aperfeiçoar seu talento".

    Se por um lado isso é bom, já que ela reagiu às críticas e resolveu melhorar, por outro isso pode ser terrível. Eu não acredito que ela tenha tanto talento para ser uma atriz. Mesmo aperfeiçoando o que ela supostamente teria de talento, ainda assim eu acho que ela nunca vai chegar lá. Tantos atores mirins no ar, competentíssimos, provam que talento normalmente já vem com a pessoa, e o caso de Birkheuer é grave, um cursinho qualquer dificilmente irá resolver.

    Uma coisa é certa: ela funciona melhor como modelo do que atriz, e talvez devesse apostar na carreira cujo talento lhe é nato. Mas se ela resolveu reagir, é porque ela realmente quer se tornar uma boa atriz. Se ela conseguir se tornar uma boa atriz, ótimo. Mas, Letícia, um aviso: vai ser difícil.

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    Lost Returns

    Não é a minha série favorita, e está bem longe de entrar no Top 20, mas sem dúvida tem algum charme pelos mistérios que a cerca, e pela total imprevisibilidade. Só um aviso: Lost estréia sua segunda temporada no AXN hoje, segunda-feira, às 21h00, com um episódio onde vai revelar o que havia na escotilha e vai matar a saudade de quem ficou tanto tempo sem episódios novos.

    Mas, ao menos, teremos apenas episódios novos. O AXN é legal, não deixa a gente ver reprise.

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    O comentário da estréia só amanhã. Primeiro, vamos ver como a série retorna.

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    Salve, Felicity!

    E a festa do Oscar, hein? Fico sentido se você gosta de ver e não tem tevê a cabo. Ouvir os comentários do grande ator, porém comentarista de cinema fraquíssimo, José Wilker não deve ser fácil. Mas pior do que isso, sem dúvida, e ver a cerimônia com ela já começada há mais de hora. Ver pela TNT, com a agilidade e excelência do Rubens Ewald Filho (a gente ganha de bônus os comentários hilários que ele faz sobre moda) foi gratificante.

    Só que o que eu quero comentar sobre o Oscar não é a transmissão. Foi a burrada de não terem premiado a Felicity Huffman (a da foto, ao lado do seu marido William H. Macy, que eu garanto: você conhece também) com um Oscar. No filme em que ela atua, o ótimo Transamérica, ela está ainda melhor do que como Lynette em Desperate Housewives. Parece impossível ser melhor do que no meu seriado querido, mas ela consegue. Eu temo que ela nunca mais consiga uma indicação para vencer - coisa que não se pode dizer de Reese Witherspoon, a vencedora, que é a queridinha da América e que ainda terá muitas chances.

    Felicity já tem o Globo de Ouro, o SAG, o Emmy... só faltava mesmo um Oscar. Vejam vocês que luxo seria se a justiça fosse feita e o meu seriado favorito tivesse uma atriz vencedora do Oscar. Salve, Felicity, a melhor atriz da tevê americana no momento!

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    O Jon Stewart, que comanda um programa-solo em uma pequena rede de tevê paga nos Estados Unidos, mas que faz um sucesso monstro, foi o anfitrião do Oscar, e não fez feio: o mínimo que você deve ter feito foi rir de uma mísera piada. Eu cheguei ao extremo: chorei de rir com todas.

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    Sábado, Março 4

    Como aproveitar o domingo, dia 05, na tevê

    Neste domingo, é bom aproveitar bem o dia. Segunda-feira tem a estréia da segunda temporada de Lost pra deixar todo mundo de cabelo em pé. Mas domingo não vai ser um dia para se desprezar, não. Pense bem nas séries que você perdeu durante a semana e procure conferir as reprises (conferindo os horários alternativos em revistas, canais de programação da tevê por assinatura e sites dos canais) - só tenho uma única série para conferir neste domingo, Veronica Mars, na TNT (às 18h00).

    Se você gosta um pouco de cinema, esse vai ser um dia e tanto. A partir das 14h00, o E! Entertainment Televison vai passar o tapete vermelho do Oscar, com todas as celebridades, previsões sobre quem vai ganhar e quem não vai e muito mais. É um exercício de invejar a beleza das celebridades e a sorte grande que eles tiraram. Tem gente que gosta mais de ver o tapete vermelho do que a premiação, então a programação da E! promete ser a melhor opção. Mas esse não é o meu caso: a premiação é sempre o ponto alto, com surpresas, obviedades, discursos... enfim, tudo que eu adoro. A premiação com a entrega das estatuetas vai passar em dois canais: pra quem não tevê por assinatura, a Globo vai ser a única opção, com José Wilker comentando. Mas se você tem tevê por assinatura, escolha entre a Globo e a TNT, com Rubens Ewald Filho. Eu fico sempre com o Ewald.

    Para quem não gosta nem um pouco de ver o Oscar, nem o tapete vermelho, nem a premiação, a HBO vai estrear às 21h00, com reprise à 0h00, a segunda produção brasileira (a primeira foi a fraca Mandrake) da história do canal: Filhos do Carnaval, com poucos atores conhecidos (uma manchete do UOL dizia que a série vinha com um grande elenco, só se for em qualidade), mas que promete bastante, já que, diferentemente de Mandrake, será distribuída pela América Latina. Quero dar uma conferida em Filhos do Carnaval, mas só vou fazê-lo na reprise durante a semana, porque, para mim, esse é um domingo do Oscar.

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    Basicamente, o Oscar e Filhos do Carnaval serão as atrações principais do domingo. Mas os programas de sempre estarão sempre ali, firmes (ok, alguns cambaleando...) para a gente ver.

    Um bom domingo e até segunda-feira!

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    Sexta-feira, Março 3

    Claudete e Sonia Abrão desafiam paciência do telespectador

    Claudete Troiano (a da foto) tem apostado em um quadro chamado "Acerte o Filme", em seu programa vespertino, Pra Valer. Basicamente, se trata de um jogo com o telespectador, que conversa com a apresentadora ao vivo e tem que adivinhar todos os filmes na tela para ganhar um DVD. Ok, não é uma atração inteligentíssima, mas alguns filmes não são conhecidos do grande público, e se o quadro levar alguém a ver alguns filmes bons que estão na tela, a proposta se torna perdoável. O problema maior é que um quadro desse, se tivesse, dez minutos, com as telespectadoras no telefone acertando rápido, até seria bacana. Mas a apresentadora dedica meia hora para a mesma seqüência de filmes, com intervalos e comerciais do próprio programa. E foi aí que eu percebi que aquela era a atração principal do seu programa, anunciada como tal e transmitida como tal. Isso é inadmissível.

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    Se mudarmos para a Record, tem aquele programa que ninguém nunca falou bem, e é uma concentração de futilidades e sensacionalismo: Sonia e você. Houve uma reportagem anunciada como exclusiva, uma entrevista com a ex-mulher agredida do ator Kadu Moliterno. Durante a entrevista, os GCs (aquelas faixas que ficam anunciando a atração na parte de baixo da tela) se alternavam com besteiras e mais besteiras. Não foi a maior, mas a pior besteira foi: "Ex de Kadu Moliterno apanha e dá entrevista mostrando sua dor". Vamos ao ponto principal: não seria melhor "sofre agressão", "é agredida" ou alguma coisa do tipo? Agora... "apanha"?

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