Quinta-feira, Agosto 31


A 3ª temporada de Desperate Housewives e a versão argentina

A ABC finalmente divulgou um teaser da terceira temporada de Desperate Housewives com cenas. O outro (este aqui) era sensacional, mas não tinha uma cena sequer. O novo tem as cenas, que são os verdadeiros parâmetros para acreditar ou não numa mudança no rumo da qualidade da série. E, honestamente, as coisas parecem encaminhar para uma retomada.

Ainda bem. Porque, desde que estreou, em 2004, Desperate Housewives é uma das minhas séries favoritas.



(Tem gente que já sabe até o que vai acontecer no sétimo episódio da terceira temporada. Eu não vou nem contar, e digo o porquê: eu também não quero saber! Vou acompanhar tudinho, mas sem saber nada do que vem por aí.)

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Ontem, na Argentina, estreou a versão de Desperate deles. Dá uma olhada no naipe do programa clicando aqui. Já dá para imaginar como vai ser a nossa versão da série, que a Rede TV programou para estrear no ano que vem...


Por Gustavo (e-mail) - 5:40 PM
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Quarta-feira, Agosto 30


Frio na espinha



Quase que eu me esqueço!

Ontem, pela primeira vez, senti medo ao assistir a Páginas da Vida (Globo, 21h20). E não foi qualquer medo: foi frio na espinha! Pessoal, que foi a Olívia (Ana Paula Arósio), futura vilã da novela (em um futuro que não é nem próximo nem distante), vestida como tal? A roupa preta, o cabelo amarrado, a maquiagem, tudo lembrava uma vilã daquelas. Foi um preview de como será a versão Lady Machbeth de Olívia.

Deu tanto medo que quase foi possível perdoar o exagero de Arósio na cena. QUASE. Porque, honestamente, estava intragável ver a moça toda cheia de gestos e sorrisos.

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Pára tudo: hoje a Renata Sorrah entra em Páginas da Vida. Finalmente!


Por Gustavo (e-mail) - 6:42 PM
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Nos Estados Unidos!



Hoje tem estréia no fall season dos Estados Unidos. Aliás, além da estréia, tem também o retorno de uma série. Tudo isso acontece na Fox norte-americana. Veja só:

  • A segunda temporada de Bones finalmente estréia. Depois de um season finale morno, a (boa) série retorna com um cadáver importante sendo analisado: de um senador. O que vai acontecer, porém, é mistério.

  • E estréia também uma série que faz parte das estréias de novembro da Warner brasileira: Justice. Produção de Jerry Bruckheimer, a série mostra o cotidiano de um escritório de advocacia. A graça, pelo que a série promete, está nos próprios advogados. Ah, e não considere esse "graça" como indicativo de que a série é comédia. Não. É drama. A foto do post, por sinal, é de Justice.


    Por Gustavo (e-mail) - 6:35 PM
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    A mensageira reprise de A Casa das Sete Mulheres

    Deixa eu contar um fato pessoal: certo dia, lá estava eu passeando pelo shopping aqui de Florianópolis. Na frente de uma certa livraria, havia um alvoroço, um amontoado de balões e confetes no chão. Achei estranho. Pode ter sido certa curiosidade, não sei, mas entrei. Havia uma enorme placa anunciando a atração: a autora do livro que inspirou Maria Adelaide Amaral a escrever a minissérie A Casa das Sete Mulheres estava dando autógrafos em sua obra. Não lembro bem se A Casa ainda estava no ar. Acho que tinha acabado de acabar. Mas isso não importa: eu comprei o livro, ganhei um autógrafo e ainda troquei certas palavras com a autora, uma certa Letícia com sobrenome complicado. Um doce, a autora. E o livro, uma maravilha.

    Sempre gostei da minissérie, um trabalho de época bem feito, bem reconstituído e com um elenco que, apesar de dever em algumas peças principais, era agradável. Meu apreço por A Casa, mais tarde, me faria comprar também o DVD com os cinqüenta e dois capítulos. Infelizmente, não tenho nenhum autógrafo no box de cinco DVDs. Mas um dia levo para algum ator autografar. Ou a autora.

    Pois bem, desde que tenho o DVD em casa, costumo ver alguns episódios de vez em quando, principalmente para apreciar uma cultura muito ligada à região Sul em que vivo, e uma história riquíssima. Toda santa vez em que resolvo revistar o universo da minissérie, percebo o quanto a obra estava à frente de todo o resto da dramaturgia de 2003. Uma Hoje é Dia de Maria de três anos atrás. Hoje, com Sinhá Moça, uma ótima novela, ganhando vários pontos com uma imagem de definição impecável - e parecidíssima com A Casa -, percebo que tudo fazia parte de uma idéia maior da Rede Globo. E, quando a emissora traz a minissérie à tona novamente, tudo fica ainda mais claro.

    Em 2003, ainda não era possível visualizar um crescimento da Record como emissora. E o SBT também não oferecia grande perigo. Mas os executivos globais são espertos, e talvez tenham criado uma precaução: a autoria e o elenco estavam ao alcance de qualquer emissora que se dispusesse a desembolsar uma boa grana. A imagem, não. A imagem precisa de um sinal melhor, equipamentos melhores, definição melhor. É um troço técnico, complicadíssimo. Mas basta ler ou conhecer um pouquinho só sobre essa área para perceber que é mais cara que qualquer coisa. Tanto é que, até hoje, Record e SBT ainda não conseguiram uma imagem extraordinária como a da Globo. Melhoraram, mas dentro de seus próprios padrões estabelecidos. Não dá para dizer que a Globo melhorou. Não. Quem está na ponta não melhora, evolui.

    E, por mais que a Record tenha ameaçado a Globo desde A Escrava Isaura, nunca atingiu patamar técnico semelhante. O crescimento só não é maior porque, em cada canto do país, há a velha frase "A imagem da Globo é melhor". Grande parte daqueles que assistem às novelas do canal dos bispos sabe muito bem que está assistindo a uma trama que, por mais que tenha alcançado o patamar de interpretação e texto (este último em partes, é verdade, mas dá para aceitar tanto quanto), ainda não tem a imagem global. Metamorphoses, desastre da Record de 2004, inaugurava a imagem de alta definição no Brasil. Mas, além de a novela ter sido terrível, ainda não soube aproveitar a chance como deveria.

    A reprise de A Casa das Sete Mulheres é, portanto, uma mensageira clara. Está no ar apenas para dizer que, desde antes de a Record entrar na briga, a Globo tinha a imagem melhor. E que este será seu trunfo até o final. Com a entrada da TV digital no Brasil, alguma coisa pode mudar. Mas a supremacia da imagem global dificilmente acabará.

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    Reprise de A Casa das Sete Mulheres, Globo, de segunda a sexta, às 23h15.


    Por Gustavo (e-mail) - 4:05 PM
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    Celebrity Duets: Nasce um sucesso

    Simon Cowell deve ter mesmo alguma coisa em sua cabeça que o faz genial. Pôxa, o E! True Hollywood Story dele é melhor que 95% dos outros. Ele é o melhor jurado da história do formato Pop Idol no mundo. Ele criou o America's Got Talent e fez tremendo sucesso. E, agora, o cara cria e estréia um certo Celebrity Duets, que - adivinha! - tem tudo para ser um sucesso como o American Idol.

    E eu estou dizendo isto sem sequer ter visto a estréia de duas horas do reality, que foi ao ar ontem, na Fox dos Estados Unidos. Vi apenas dois vídeos no YouTube. O suficiente para entender o formato, gostar do apresentador e apostar no programa. Mas deixa eu explicar como funciona: toda semana, no programa, um cantor convidado famoso vai para fazer duetos com os participantes do Celebrity Duets e, como sempre, há o julgamento. Só que esse julgamento é feito por um trio de jurados apenas para o participante. O convidado está fora de qualquer crítica. E, como você pode imaginar, há um eliminado por semana. É um American Idol turbinado com gente famosa que, além de dar dicas antes do show, participa dele. Nem o palco muda.

    A convidada da estréia foi Michelle Williams, do Destiny's Child. No vídeo abaixo, um dos duetos que ela fez com um dos participantes. Mas cuidado: a música pega na cabeça. E te deixa torcendo pelo participante em questão. Se o programa seduz o telespectador em apenas uma performance, sinceramente, dá para não ser um sucesso?

    Simon Cowell pode até não ser um jurado - e só não é para preservar o sucesso do American Idol. Mas a alma dele está lá. E é isso que, aparentemente, fará de Celebrity Duets um sucesso. Já pensou se Simon estivesse lá?



    Por Gustavo (e-mail) - 3:34 PM
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    Letícia demitida!

    E, finalmente, a paz é estabelecida entre Bia e Yanne. Pelo menos nesta prova. Talvez fosse legal que elas continuassem guerreando, ainda que com a classe de executivas de O Aprendiz. O programa ganha com isso, com essa disputa pela atenção de Justus, pela maior reputação. É divertido.

    Ainda mais quando a principal peça para que a guerra continuasse, para a formação de uma espécie de elo de ódio, é demitida. A gaúcha Letícia errou na apresentação e isso bastou. Mas, é claro, ajudou o fato de que ela, como Bia, também odiava Yanne. Por inveja? Foi a impressão que ficou. Justus a demitiu no ato, como deveria ser.

    Essa terceira edição de O Aprendiz tem pegado em algo que eu considero primordial para a supremacia da versão norte-americana: há uma dose grande de relações humanas na série. Aqui no Brasil, as discussões ficam no campo do profissional, apenas. Figuras como Yanne, Bia e Letícia são importantes para anarquizar esse jogo de aparência e dar ainda mais fôlego para um programa que já era bom apenas no profissional. Se permanecer até o fim com relações dos participantes durante tarefas e bastidores, esta pode ser a melhor das três edições do reality.


    Por Gustavo (e-mail) - 12:07 AM
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    Terça-feira, Agosto 29


    O veneno está no ar

    Vai ao ar hoje, no canal pago E!, aquilo que muitos consideram a melhor coisa do Emmy: a análise dos figurinos das celebridades. Sempre há grande dose de veneno nos comentários dos críticos de moda do canal, principalmente quando é para falar mal de um penteado. Ou de um sapato. Era para ser sério, para ditar tendência. Mas é hilário. Vai por mim: é melhor que muita coisa relacionada ao Emmy.

    Ainda assim, porém, poderia ser melhor. Há alguns poucos anos, a anfitriã do programa era Joan Rivers, uma senhora desbocada e engraçadíssima. Tinha também sua filha, que colaborava no grau da graça. Hoje, mãe e filha estão no TV Guide Channel. Na E!, assumiu o posto uma moça parecidíssima com a filha de Rivers. Mas que não é nem a filha nem a mãe. Só que tem sua leve graça. Ah, sim: os convidados! Aguarde e veja que a graça verdadeira, desta vez, está nos convidados do Fashion Police: Emmy 2006. Às 22h.

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    Olha, eu não manjo nada de moda (nada mesmo!), mas tenho alguns palpites de quem se vestiu bem e mal para o Emmy. Uma das minhas favoritas é a Helen Mirren, que está na foto do post. Não tem jeito: aonde ela vai, leva a elegância junto!

    E Mais

    Vai ao ar hoje o episódio de Justiça Sem Limites, na Fox, às 22h, com a participação de Christian Clemenson. O ator ganhou o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Drama deste ano justamente por esta participação. Parece imperdível.

    Pena que é no mesmo horário do Fashion Police!


    Por Gustavo (e-mail) - 4:49 PM
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    Cláudia Abreu está fora da próxima novela das oito, Paraíso Tropical?

    A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, divulgou hoje em sua coluna que a atriz Cláudia Abreu (Vitória, de Belíssima) está grávida. Aparentemente uma notícia inofensiva - até para este que vos escreve -, ela imediatamente tornou-se uma bomba. Porque Cláudia está escalada para ser protagonista de Paraíso Tropical, novela substituta de Páginas da Vida, e que estréia daqui a uns seis meses.

    Ora, grávida, a atriz simplesmente não conseguirá fazer o papel na trama de Gilberto Braga. Aliás, papel não - papéis. Cláudia Abreu está escalada para fazer duas gêmeas na novela, que seriam protagonista e antagonista. São dois papéis de importância infinita para a trama, baluartes que não podem simplesmente sumir. Tanto que, na mesma coluna de Mônica Bergamo, há a descrição de um suposto "total desespero em determinados setores da Globo", pois "não existem outras opções para viver personagem tão importante". Por fim, a jornalista diz que "por ordem do Mário Lucio Vaz, o caso está abafado e vai sendo tratado internamente".

    Para novembro, sabe-se que estava agendada uma viagem para gravações em Salvador com a equipe, Fábio Assunção e alguns outros atores da novela. Além de Cláudia Abreu. Gravidez anunciada, até segunda ordem a atriz não fará mais essa viagem. Sempre atriz presente nas tramas de Gilberto Braga, Abreu pode deixar o autor desgostoso pela ausência em Paraíso Tropical. Estima-se que as gêmeas que Cláudia Abreu interpretaria seriam as personagens mais importantes de sua carreira.

    ***

    Particularmente, confesso que estou aterrorizado com a notícia. Gilberto Braga é meu autor favorito e, assim que fiquei sabendo de detalhes de Paraíso Tropical, entrei em euforia. Cláudia Abreu também é uma das minhas atrizes favoritas, e confesso que uma das três coisas principais para minha euforia era o simples fato de que a atriz estaria na novela. Com gêmeas. Cláudia Abreu em dose dupla numa só novela é para deixar qualquer um maluco.

    Mas, pelo visto, era bom demais para ser verdade.


    Por Gustavo (e-mail) - 4:21 PM
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    Segunda-feira, Agosto 28


    Threshold cria contexto complexo, mas não instiga

    Quando a nova estréia do AXN, Threshold (segundas, 21h), debutou nos Estados Unidos (mais precisamente na rede CBS), teve estréia glamurosa: além da publicidade maciça, ainda houve um piloto de duas horas. Se alguma rede de televisão se dispõe a ceder duas horas da programação para transmissão de um piloto, é porque há confiança sobre o que será exibido. E, ainda que o resultado final da primeira parte do piloto de Threshold fique devendo, não há dúvidas de que o ambiente para dar credibilidade a um suposto - e que não aconteceu, já que a série foi cancelada com treze episódios gravados - sucesso da série era favorável.

    A ABC, com o sucesso de Lost, alvoroçou todas as outras emissoras em busca de sucesso parecido. Inclusive ela própria, que entrou na carona de seu grande sucesso, com Invasion. A CBS resolveu apostar em Threshold, uma série de ficção científica que seria muito melhor se houvesse justamente um mistério (ou mais) de força. Como Lost.

    O contexto da série criada por Bragi Schut é interessantíssimo: a Dra. Molley (Carla Gugino, que é chamada para a "missão" com um helicóptero descendo no jardim da própria casa. Um exagero desnecessário.) é convidada a reunir-se a outros especialistas em genética ou qualquer coisa parecida para desvendar o que há por trás de um furor que envolve mortes e incidentes no Oceano. Já no piloto, uma descoberta: há uma vida diferenciada, de quatro dimensões, com sangue e DNA estranho e que, muito provavelmente, é extraterrestre. Alucinações e reações estranhíssimas de pessoas que viram essa vida diferenciada marcam o episódio. Aliás, numa das cenas finais, quando a protagonista e outro membro da equipe de especialistas coincidem em um sonho maluco (à la Twin Peaks), fica a sensação de que esta vida de outra dimensão influencia no intelecto de quem mantém contato com ela.

    É um prato cheio para mistérios interessantes. Fazer o telespectador se perguntar sobre o que seria aquilo ou isto, por que determinada coisa acontece, o porquê de tal reação, tudo isto envolve, seduz. Lost fez disso um indiscutível sucesso. Mas, em Threshold, há um desvio de foco trivial para o resultado final: as imagens grotescas do desconhecido e situações estranhas sobrepõem-se a qualquer outra coisa. Os personagens (criaturas que devem sofrer de misantropia, tamanha peculiaridade) nunca são importantes para a trama. Não há mistério bem montado. Há apenas um campo bem armado de complexidades que atraem o telespectador. Mas que não o prende pela falta de questões complexas surgidas daí. (Não ajuda em nada os personagens ficarem pensando apenas no aspecto "humanidade" para cada questão surgida. O ideal seria apostar no "aqui e agora". As figuras parecem dissertar sobre um futuro impossível, quando seria muito mais propício sentir o que eles próprios descobrem. Falta sentimento.)

    O visual high-tech comum ("Ah, então você está com medo de um vídeo amador?" foi o momento mais engraçado do piloto. Aliás, falando em bom humor...) e o elenco morno não afetam em nada o resultado já afetado de Threshold. Os ajustes que precisavam ser feitos na época eram notáveis e factíveis. Faltou algum produtor bater na mesa dos roteiristas e dizer que chegara a hora de criar uma identidade própria e instigante, para a sobrevivência da série.


    Por Gustavo (e-mail) - 11:02 PM
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    Personagem de Páginas da Vida sofre modificação para evitar confusão

    Eis que a ficção é afetada pela realidade. Bem, a ficção pretensiosamente real de Páginas da Vida entrou em contato com as eleições no Estado do Rio de Janeiro e fez o autor Manoel Carlos mudar as características de uma personagem que ainda nem entrou no ar.

    Acusada de ser inspirada na candidata ao governo do Rio de Janeiro Denise Frossard, a personagem da atriz Renata Sorrah (Nazaré, de Senhora do Destino) deixará de ser uma juíza. Agora, Sorrah viverá, em Páginas da Vida, uma procuradora do Ministério Público.

    Segundo Manoel Carlos, a mudança na profissão da personagem não alterará a dinâmica da trama da personagem (mulher honesta casada com homem corrupto). Ele afirma que Denise Frossard não serviu de inspiração para a personagem de Renata Sorrah, nem nenhuma outra pessoa.

    Até segunda ordem, a nova personagem estréia em Páginas da Vida na próxima quinta-feira. E, diferentemente do que a novela nos leva a crer, não tem pretensão alguma de causar furor. Ainda mais em época de eleição.


    Por Gustavo (e-mail) - 2:12 PM
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    Série estréia hoje já cancelada no AXN

    O AXN estréia hoje uma nova série, às 20h. Essa faixa, na semana passada, ainda era ocupada pela reprise pré-novo episódio de Lost. Hoje, porém, começa a reprise da temporada inteira de Lost (boa oportunidade para quem perdeu, vale notar), às 21h, e as reprises das 20h deixam de existir, enquanto uma nova temporada não vem.

    A tal nova série, que ocupará a faixa das 20h, chama-se Threshold. É uma série de ficção científica, que retrata a procura por supostos extraterrestres no Oceano Atlântico. No elenco, a figura principal é a Carla Gugino, atriz que tem carreira maior no Cinema que na tevê.

    Hoje, portanto, tem novidade na sua televisão. Assista para podermos comentar depois, muito provavelmente, ok?

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    Novidade é cool. Mas novidade cancelada, nem tanto. É o caso de Threshold, que tem apenas treze episódios.


    Por Gustavo (e-mail) - 1:42 PM
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    Abaixo, você confere toda a cobertura ao vivo que o blog Televisionando fez para o Emmy 2006. Todos os posts publicados durante e momentos após a premiação estão aqui embaixo!

    Aproveite para comentar com suas opiniões sobre a cerimônia e os resultados!

    Abração!


    Por Gustavo (e-mail) - 1:09 AM
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    Por que Grey's Anatomy não levou nenhum Emmy?

    Grey's Anatomy não levou nenhum Emmy nas categorias principais, cujos vários troféus acabaram de ser entregues, nos Estados Unidos, em cerimônia transmitida para o Brasil pela Sony. Os fãs da série, e mesmo aqueles que não o são, ficaram se perguntando: por que Grey's Anatomy saiu de mãos abanando?

    Antes de qualquer coisa, há de se levar em consideração os concorrentes. Tanto The West Wing quanto 24 Horas (o grande vencedor) eram fortíssimos. O primeiro por estar dando adeus. O segundo, por ter tido sua melhor e maior temporada, indiscutivelmente. Ou seja, a concorrência, por si só, já seria motivo para a série dos doutores de Seattle não levar nada. Mas, mesmo sabendo dos outros indicados, quase todo mundo insistia em dizer que Grey's Anatomy era o grande favorito. Ou o vencedor antecipado.

    Talvez porque encarnasse a palavra "drama" até sua última raiz. Ou talvez porque era o hit da temporada. Possivelmente, porque emocionava - e isso sempre garante vários votos. E pode ter perdido exatamente por tudo isto: por ser dramática demais, por ser badalada demais (muitos eleitores podem ter achado que a badalação foi injustificada) ou por ser piegas demais. Grey's Anatomy é uma boa série. Mas talvez exagere um pouquinho na dosagem do drama. A carga fica pesada. E isso espanta eleitores.

    O season finale, que a Sony transmitiu na última quinta, foi bom na primeira hora. Mais que bom: excelente. Mas a segunda hora... aí tudo desabou. Houve problemas de ritmo, falta de densidade no texto em alguns momentos, excesso em outros e, claro, o elenco parecia uma abelha perdida no meio do turbilhão que se formou para encerrar tudo de forma satisfatória, com cara de final de temporada de uma série-hit. O tiro saiu pela culatra.

    Grey's Anatomy também não contava com outro fator-chave: os episódios enviados para os eleitores do Emmy não foram os melhores da temporada. Renderam as indicações, mas não mais que isso. O louvado episódio pós-SuperBowl, que alavancou a série - e um dos enviados ao Emmy -, era ótimo. Mas não era melhor que nenhum dos episódios que a turma de 24 Horas enviou. A derrota de Grey's Anatomy, como se vê, foi construída aos poucos.

    Há motivos para desanimar? Não! Grey's Anatomy estréia sua terceira temporada partindo para a briga com CSI e tem tudo para vencer. Tem tudo para permanecer sendo um hit. Desde que não leve o drama a sério demais.


    Por Gustavo (e-mail) - 12:54 AM
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    Placar final

    Apostas

    Acertei 3 categorias de 15.

    Olha, não precisa ressaltar: eu sei que, neste ano, fui péssimo! Não sirvo para pai-de-santo. Definitivamente!

    Merecimentos

    Em 15 categorias, 5 dos meus favoritos ganharam.

    Prefiro que o número de acertos em "Merecimentos" seja maior que em "Apostas". Sempre!

    Balanço

    O Emmy deste ano foi bacana. Os resultados foram, em grande maioria, muito justos. Diferentemente do ano passado, por exemplo. E de muitos outros anos. Isso me deixa feliz. A Academia, veja você, não fez tanta burrada desta vez!

    E o programa em si também foi muito bem. Teve edição correta, bom humor e ritmo ágil, que não cansou. Tudo o que a gente sempre pede.

    Em 2006, o Emmy foi cool!

    E agora...

    Dá para assistir a várias séries sem pensar "merece o Emmy?", "tem chance?", etc. Ufa!


    Por Gustavo (e-mail) - 12:31 AM
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    Lista de vencedores

    Confira a lista de vencedores do Emmy 2006 clicando aqui.


    Por Gustavo (e-mail) - 12:25 AM
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    24 Horas, Melhor Série Dramática de 2006!

    Se nem o presidente dos Estados Unidos derrotou Jack Bauer, era evidente, apesar da minha aposta (!), que nem o presidente da ficção, médicos ou mafiosos conseguiriam derrubá-lo. Jack Bauer teve o que merece.

    O prêmio de Melhor Série Dramática para 24 Horas foi justíssimo! Sem discussão: JUSTÍSSIMO! E... viva!


    Por Gustavo (e-mail) - 12:01 AM
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    Domingo, Agosto 27


    The Office

    A vitória de The Office ficou clara quando Carell perdeu o Emmy de Melhor Ator de Série Cômica. E, ainda que eu tenha restrições à série, se fez o Ricky Gervais feliz, me fez feliz também. :-)

    O único "porém" é que eu fiquei com pena de Arrested Development. Saiu ZERADO da festa!


    Por Gustavo (e-mail) - 11:54 PM
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    Jack Bauer!

    Kiefer Sutherland ganhou! Oh. My. God. Eu não posso acreditar!

    Agora só falta 24 ser coroada. Mas... será que rola?


    Por Gustavo (e-mail) - 11:45 PM
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    Julia Louis-Dreyfus

    Estou feliz por Louis-Dreyfus. Ela é grande atriz e, em Old Christine, está brilhante. É uma das poucas coisas boas do programa. E um dos prêmios que mais me fizeram feliz nesta noite. Viva Luois-Dreyfus!


    Por Gustavo (e-mail) - 11:44 PM
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    Atriz em Série Dramática

    A Mariska Hargitay? Mesmo? Mas TODAS as outras eram melhores! TODAS. Por que deixar Frances Conroy, Geena Davis, Kyra Sedwick e Allison Janney de mãos vazias? Por quê???

    Mas enfim. Sigamos em frente...


    Por Gustavo (e-mail) - 11:37 PM
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    Aaron Spelling

    Nem mesmo as Panteras conseguiram ofuscar a belíssima e merecida homenagem para o grande Aaron Spelling, que o Emmy fez. Este blog, na época de sua morte, não postou nada. Aqui está.

    Aaron Spelling, para todo o sempre.


    Por Gustavo (e-mail) - 11:27 PM
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    Mais uma vez

    Mais uma vez, Tony Shalhoub (de Monk) e The Amazing Race ganharam. A diferença entre eles neste Emmy e o no ano passado é que, no outro, os dois mereciam. Neste, pelas temporadas apresentadas peor ambos, apenas Shalhoub mereceu.


    Por Gustavo (e-mail) - 11:22 PM
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    As maletas

    O "momento Deal or no Deal", de agora há pouco, foi a coisa mais engraçado do Emmy deste ano. Até agora.


    Por Gustavo (e-mail) - 10:34 PM
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    Ficarão esperando

    24 e Sopranos roubaram de Six Feet Under os prêmios de roteiro e direção do episódio "Everyone's Waiting".

    A série está a sete palmos, esperando a premiação que não veio. E os personagens terão a eternidade inteira para lamentar a injustiça.


    Por Gustavo (e-mail) - 10:21 PM
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    E o nome dele...

    era Earl e ganhou os dois Emmys para que foi indicado. Cool!


    Por Gustavo (e-mail) - 9:55 PM
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    Jeremy Piven

    Não era meu favorito, mas é merecido.

    Coitado do Sean Hayes... ficou sem NADA!


    Por Gustavo (e-mail) - 9:32 PM
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    Último suspiro

    E a vitória de Blythe Danner dá a Huff seu último suspiro no Emmy. Agora, morreu.

    O que fazer: rir ou chorar?


    Por Gustavo (e-mail) - 9:28 PM
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    Homenagens?

    Vitórias de Megan Mullaly e Alan Alda PODEM apontar para um Emmy de homenagens. Será?


    Por Gustavo (e-mail) - 9:22 PM
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    Sábado, Agosto 26


    As minhas previsões para o Emmy 2006



    Você leu aqui no blog, há poucos dias, as nossas preferências para o Emmy desse ano. Algumas malucas, outras óbvias, mas todas tinham seus motivos explicados. Pois bem, eis que chega o momento de fazer a parte mais difícil dessa época do ano: prever quem vai ganhar.

    Os critérios são óbvios: quem tem mais chance na indústria. Isso não significa, necessariamente, que eu opte pelos favoritos que todo mundo tem apontado. Ano passado, Everybody Loves Raymond ganhou de Desperate Housewives e Arrested Development, deixando muita gente boquiaberta. Alguns absurdos em que eu apostarei logo abaixo podem, sim, tornarem-se concretos.

    Porque o Emmy é tudo, menos previsível. A gente xinga, roga praga e critica a Academia. Mas adora quando é surpreendido, não?

    Melhor Ator de Série de Drama

    Christopher Meloni - Law & Order: Special Victims Unit
    Denis Leary - Rescue Me
    Peter Krause - A Sete Palmos
    Kiefer Sutherland - 24 Horas
    Martin Sheen - The West Wing

    Quem ganha e por quê? Kiefer é meu preferido e até tem chances. Aliás, com exclusão de Christopher Meloni, creio que todos possam ganhar. Mas eu ando esperando mesmo é uma vitória de Martin Sheen, por The West Wing. Ele é muito bom e a Academia o venera bastante. Como presidente da série, será a última chance de premiação para Sheen. Alguém consegue me listar motivos para o Emmy não querer consagrá-lo?

    Melhor Atriz em Série de Drama

    Kyra Sedgwick - The Closer
    Geena Davis - Commander In Chief
    Mariska Hargitay - Law & Order: Special Victims Unit
    Frances Conroy - A Sete Palmos
    Allison Janney - The West Wing

    Quem ganha e por quê? Olha, eu também não consigo ver motivos para a Academia não premiar a Frances Conroy. Além de interpretar muito bem em A Sete Palmos, ela ainda é uma atriz querida. Como a Hargitay é. E a Geena. E a Sedwick. E a Allison. Ah, mas alguma coisa me diz que Frances leva! Mesmo estando - ou talvez por isso - a sete palmos abaixo de nós.

    Melhor Ator de Série de Comédia

    Larry David - Segura a Onda
    Kevin James - The King Of Queens
    Tony Shalhoub - Monk
    Steve Carell - The Office
    Charlie Sheen - Two And A Half Men

    Quem ganha e por quê? Steve Carell é barbada. Os Estados Unidos e Carell têm uma relação de amor incrível. Não será uma injustiça, mas Charlie Sheen e Tony Shalhoub mereciam antes. Só que este é o ano de Carell.

    Melhor Atriz de Comédia

    Lisa Kudrow - The Comeback
    Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle
    Julia Louis-Dreyfus - The New Adventures Of Old Christine
    Stockard Channing - Out Of Practice
    Debra Messing - Will & Grace

    Quem ganha e por quê? Já pensou se dá Kudrow? Toda (ou quase toda) a imprensa norte-americana tem apostado nela. The Comeback retornaria, com o perdão do trocadilho? Esse ano me cheira muito mais de Julia Louis-Dreyfus, que em Old Christine vai muito bem e agrada geral. É um nome velho que, apesar da série em que está, deu novo ar para a tevê dos Estados Unidos. Minha aposta, portanto, é em Louis-Dreyfus.

    Melhor Série de Drama

    Grey's Anatomy
    House
    Família Soprano
    24 Horas
    The West Wing

    Quem ganha e por quê? Nada de hospitais, máfia ou agente secreto. Vai dar a política norte-americana, com The West Wing. E será um prêmio muito mais para o que a série representou e um dia foi do que para sua última temporada.

    Melhor Série de Comédia

    Arrested Development
    Segura a Onda
    The Office
    Scrubs
    Two And A Half Men

    Quem ganha e por quê? The Office parece tão óbvio que a gente até desconfia. Mas quem é concorrente de peso para a série com Steve Carell? Talvez Arrested Development, que teria um último suspiro. Mas não, vai dar The Office mesmo. E, mais uma vez, porque os Estados Unidos e a série têm uma relação de amor forte.

    Melhor Ator Coadjuvante de Comédia

    Will Arnett - Arrested Development
    Jeremy Piven - Entourage
    Bryan Cranston - Malcolm In The Middle
    Jon Cryer - Two And A Half Men
    Sean Hayes - Will & Grace

    Quem ganha e por quê? A parada está dura, e está entre Arnett, Piven e Hayes. Eu até excluiria Piven dessa tríplice. Sobram, portanto, Arnett e Hayes. A minha aposta é que Hayes, o Jack de Will & Grace, leva essa. Motivo simples: o cara é bom e agrada a todos. Tem aliança melhor que essa?

    Melhor Ator Coadjuvante de Drama

    William Shatner - Justiça sem Limites
    Oliver Platt - Huff
    Michael Imperioli - Família Soprano
    Gregory Itzin - 24 Horas
    Alan Alda - The West Wing

    Quem ganha e por quê? Todo mundo odeia o presidente Logan e isso vai levar Gregory Itzin à vitória. Ok, feita a brincadeira, vamos aos motivos, digamos, "técnicos": mesmo que eu prefira Platt, Itzin consegue fazer um personagem importantíssimo (o presidente dos Estados Unidos sendo o vilão de uma série de enorme sucesso) sem derrapar e tem caracterização impecável, do início ao fim, ou seja, desde quando nem era tão vilão assim. Não há obstáculos claros no caminho de Itzin. Aparentemente.

    Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia

    Cheryl Hines - Segura a Onda
    Alfre Woodard - Desperate Housewives
    Jaime Pressly - My Name Is Earl
    Elizabeth Perkins - Weeds
    Megan Mullally - Will & Grace

    Quem ganha e por quê? Ficaria Desperate Housewives sem prêmio nenhum nas categorias principais do Emmy? Mesmo? Alfre Woodard não fez grande coisa na série, tanto que sua indicação foi uma surpresa. Mas é uma atriz que todo mundo elogia, porque sempre sabe o que faz. Aliás, olhando para trás e analisando minuciosamente a interpretação de Woodard em Desperate, percebe-se que, no mínimo, foi eficiente. Minha aposta (esperançosa, sempre), porém, ainda é em Elizabeth Perkins. Só citei Woodard para, no caso de uma zebra, ter a certeza de que tinha deixado aqui a alternativa. Se pudesse aposta dupla, seria em Perkins e em Woodard.

    Melhor Atriz Coadjuvante de Drama

    Candice Bergen - Justiça sem Limites
    Sandra Oh - Grey's Anatomy
    Chandra Wilson - Grey's Anatomy
    Blythe Danner - Huff
    Jean Smart - 24 Horas

    Quem ganha e por quê? Doutora Cristina (Sandra Oh), pode ir largando o bisturi e vestindo uma roupa de gala porque esse Emmy é seu. Mas, mais uma vez fazendo uma aposta secundária (pode?), se não for seu, vai ser da doutura Bailey (Chandra Wilson).

    Melhor Roteiro de Série de Drama

    Shonda Rhimes - Grey's Anatomy - It's the End Of The World, As We Know It
    Krista Vernoff - Grey's Anatomy - Into You Like A Train
    Carlton Cuse e Damon Lindelof - Lost - The 23rd Psalm
    Alan Ball - A Sete Palmos - Everyone's Waiting
    Terence Winter - Família Soprano - Members Only

    Quem ganha e por quê? O roteiro do series finale de A Sete Palmos, pela delicadeza, objetividade e eficiência com que tratou o desfecho dos personagens de uma série excessivamente fúnebre, deve ganhar. E será com justiça.

    Melhor Roteiro de Série de Comédia

    Chuck Tatham, Jim Vallely, Richard Day e Mitchell Hurwitz - Arrested Development - Development Arrested
    Doug Ellin - Entourage - Exodus
    Ricky Gervais e Stephen Merchant - Extras - Kate Winslet
    Greg Garcia - My Name Is Earl - Pilot
    Michael Schur - The Office - Christmas Party

    Quem ganha e por quê? Mais um roteiro de series finale deve ser premiado: Arrested Development agradou a todos em seu episódio final, derradeiro e que todos queriam evitar. Mas é o que vai ficar na memória dos fãs da série - e muitos deles são eleitores do Emmy. É um roteiro bom, não vejo motivos para não ser premiado.

    Melhor Direção para Série de Drama

    Big Love - Pilot - Rodrigo Garcia
    Lost - Live Together, Die Alone - Jack Bender
    A Sete Palmos - Everyone's Waiting - Alan Ball
    Família Soprano - Members Only - Tim Van Patten
    Família Soprano - Join The Club - David Nutter
    24 Horas - 7:00 AM - 8:00 AM - Jon Cassar
    The West Wing - Election Day - Mimi Leder

    Quem ganha e por quê? Lost vai ganhar um único Emmy nas categorias principais e será este aqui. Porque o roteiro de seu season finale pode até ter tido problemas. Mas a direção, não. Foi impecável.

    Melhor Direção para Série de Comédia

    The Comeback - Valerie Does Another Classic Leno
    Curb Your Enthusiasm - The Christ Nail
    Entourage - Oh, Mandy
    Entourage - Sundance Kids
    My Name Is Earl - Pilot
    Weeds - Good S*** Lollipop

    Quem ganha e por quê? O piloto maravilhoso de My Name is Earl vence essa. Infelizmente, o único prêmio nas categorias principais que a série poderá ganhar. Mas, como foi um dos melhores episódios da primeira temporada, já será algo justo dentro do injusto. Não consigo ver mais ninguém ganhando a categoria além do piloto de Earl.

    Melhor Reality Show

    The Amazing Race
    American Idol
    Dancing With The Stars
    Project Runway
    Survivor

    Quem ganha e por quê? The Amazing Race provavelmente irá perder a categoria depois de um bom tempo ganhando, tudo por causa de uma temporada tão mal sucedida como a oitava. Sua Family Edition não deu certo. Sobra quem? Idol, Dancing e Survivor. Este último está há tanto tempo sendo indicado todo ano que o eleitor já esnoba automaticamente - não deveria ser assim, mas fazer o quê? Sobra Idol e Dancing. Se o Emmy vencer o preconceito contra a versão de Pop Idol, American Idol leva. Caso não supere esse problema crônico, dá Dancing With The Stars. A aposta definitiva, porém, é em American Idol.

    Agora é a sua vez: quais são as suas previsões?


    Por Gustavo (e-mail) - 10:25 PM
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    Mais um pulo no tempo



    Não, o título do post não indica que Páginas da Vida saltará mais alguns anos. É um pulo no tempo, sim, e é quase no mesmo horário - só que é em outro canal.

    Cidadão Brasileiro, novela na Record, pulará dez anos na semana que vem. Como é uma novela de várias fases, a trama de Lauro César Muniz precisa andar rápido para cumprir o cronograma que o site oficial cita detalhadamente. O salto de Cidadão será de dez anos. Visual de personagens, locações, tramas, tudo vai mudar - algumas coisas moderadamente, outras, drasticamente.

    Eis a descrição que o site oficial dá para o que vai acontecer na nova fase. Há spoiler, portanto, lê quem não se importar:

    "Inaugurada a nova capital, ANTÔNIO volta a São Paulo. Ansioso por novos desafios, sempre perseverante e carismático, luta com enormes dificuldades contra concorrentes muito poderosos (1965 a 1980), mas conquista uma posição cada vez mais firme. E quer crescer mais. Bem relacionado com pessoas ligadas ao poder, reencontra FAUSTA, a aventureira que o havia roubado é agora uma mulher milionária, casada com um mega-empresário! O marido, velho e doente, acaba por morrer e FAUSTA entrega o império empresarial a ANTÔNIO, que passa a gerir uma fortuna que jamais imaginou controlar.

    Sempre amando LUÍZA e sendo correspondido, ANTÔNIO no entanto não consegue livrar-se de FAUSTA. Ganhou poder e dinheiro, mas perdeu a liberdade: ela o manipula e o obriga a casar-se com ela, apesar da grande diferença de idades.

    ANTÔNIO dedica-se como um louco ao trabalho, para compensar a falta de liberdade e amor. Não perde seu temperamento arrojado e torna-se um mega-empresário de agronegócios. Agindo como um visionário, um quixote brasileiro, investe tudo que conquistou para realizar um projeto fantástico. Conta com as benesses de influentes empresários e políticos ligados ao governo, e ousa sempre mais.

    O império que recebeu de FAUSTA, porém, tinha dívidas imensas. ANTÔNIO luta para equilibrar-se, mas ilustres protetores o abandonam e, sozinho em seu maravilhoso escritório, na torre de um alto edifício, vê-se novamente sem nada.
    "

    Atores como Fernanda Nobre e Petrônio Gontijo vão ingressar na novela. Promete, hã? Pelo que tenho acompanhado de Cidadão Brasileiro, apesar da necessidade de alguns ajustes, a obra está boa. Mudar de fase, e Páginas da Vida tem nos provado isso, é a chance de melhorar. Só continua igual ou piora com descuido.


    Por Gustavo (e-mail) - 8:44 PM
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    "Caro eleitor, faça o ranking!"

    Tá vendo essa imagem aqui do lado? Pois é assim que os eleitores do Emmy votam. Essa é a cédula de votação do prêmio da tevê norte-americana, mais especificamente na categoria de Melhor Atriz de Comédia. Como dá para ver, o eleitor tem que marcar qual o primeiro lugar, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto. Não é como em outras premiações, em que basta escolher o melhor, marcar, e pronto. No Emmy tem que fazer ranking. Sei não, mas acho mais fácil só escolher o melhor e fazer o X. Não dá nenhuma outra espécie de trabalho.

    E a tensão aumenta! É AMANHÃ! Em breve, aqui no blog, as nossas previsões. Se já quiser fazer as suas, sinta-se livre!

    ***

    A única coisa que eu lamento é ter que perder O Aprendiz 3 desde domingo. Por quê? Simples: a prova será em Boston! Mas enfim. Entre Justus e Emmy, nem penso duas vezes: fico com o último.


    Por Gustavo (e-mail) - 12:57 PM
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    Sexta-feira, Agosto 25


    Terceira temporada de Lost: "O" cartaz!

    O blog omitiu qualquer comentário pós-Live Together, Die Alone. Foi um erro, confesso. Até porque, excluindo alguns problemas de ritmo da segunda hora do episódio de Lost, foi um season finale muito bom. Respostas vieram, como deveria acontecer. E, claro, ver um brasileiro encerrando uma temporada de razoável sucesso é de dar orgulho - mesmo que o sotaque não estivesse como o meu ou o seu.

    Mas esse post é para apresentar o cartaz da terceira temporada de Lost, que estréia em outubro nos Estados Unidos (apresenta alguns episódios, dá uma pausa, e volta ano que vem). O cartaz não revela nada grandioso sobre a série. Nada. Nem tem o Rodrigo Santoro, outra participação brasileira (só que apenas para a próxima temporada) para dar orgulho ao nosso povo. Mas é alguma coisa sobre o futuro de Lost.

    Ele está logo abaixo e, honestamente, é lindo.




    Curtiu?


    Por Gustavo (e-mail) - 8:48 PM
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    Autora e diretor de minissérie Amazônia ganham blog

    Amazônia, minissérie dirigida por Marcos Schechtman e escrita por Glória Perez para homenagear o norte do Brasil (onde nasceu), estréia só em janeiro, na Globo. Mas já tem site oficial. Aliás, o site oficial é composto apenas por duas coisas. Uma é o blog do diretor. E a outra é o blog dos autores.

    Aqui está o tal site de Amazônia, na Globo.com. Não sei como, mas Schechtman e Perez terão que arranjar conteúdo para o blog por mais de três meses - tudo sobre os bastidores. O diretor comanda seu blog sozinho. Glória Perez - que promete, com o blog, fazer o leitor "ficar por dentro de tudo o que acontecer durante os meses em que Amazônia - de Galvez a Chico Mendes estiver no ar, ocupando um pedaço de suas vidas todas as noites" - conta com o auxílio das pesquisadoras da minissérie, que até agora publicaram mais posts que a própria autora.

    No fundo, claro, é um meio de divulgação virtual, que denota a importância da internet para qualquer emissora de tevê - inclusive a grande centralizadora de audiência. Para ter conteúdo, porém, os blogs poderiam ter esperado mais um mês para estrear.


    Por Gustavo (e-mail) - 6:01 PM
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    Miami Vice, o filme, estréia no Brasil


    Cena do filme e logo da série: Miami Vice ganhou versão cinematográfica justa?

    Finalmente! Chega hoje aos cinemas brasileiros o drama policial Miami Vice, inspirado na série de tevê homônima, que estreou em 1984. Os atores principais, além de garantirem bilheteria farta, ainda são bons: Colin Farrell e Jamie Foxx.

    A crítica de Cinema norte-americana tem elogiado muito o filme. O New York Times, jornal mais influente dos EUA, disse que "com uma fantástica ambição visual, [o diretor Michael] Mann transforma longo e previsível episódio policial em um espetáculo brilhante". Não raro, é fácil ver revistas, sites e jornais dizendo que o filme consegue o que a famosa série, em cinco temporadas, nunca conseguiu. Acho difícil o filme bater a série, até porque não é uma comparação justa. Mas que imperdível mesmo assim, ah, isso é!

    ***

    Os DVDs das duas primeiras temporadas de Miami Vice, a série, estão à venda aqui e aqui.


    Por Gustavo (e-mail) - 5:46 PM
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    Emmy 2006: 14 segundos rendem indicação para Ellen Burstyn

    Não deve ter durado mais que duas horas de gravação. A atriz não deve ter demorado mais que um dia para decorar e ensaiar o próprio texto - apenas duas linhas no roteiro! E o telespectador pode deixar a interpretação de Ellen Burstyn em Mrs. Harris, telefilme da HBO norte-americana, passar em branco. Ora, ela participa de duas coisas: uma cena de nove segundos e uma aparição de mais cinco segundos! Pode isso render uma indicação ao Emmy? Pode!

    Aqui estão os dois pedaços de Mrs. Harris em que Ellen dá as caras. É só isso mesmo. Ela concorre na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme do Emmy 2006. INACREDITÁVEL. Eu podia jurar que nunca ia ver algo do tipo durante a minha vida.

    Agora, sabe o que seria pior do que a indicação de Ellen Burstyn (que é ótima atriz e de carreira respeitável) no Emmy? Ellen Burstyn ganhar o Emmy.

    Já pensou?!


    Por Gustavo (e-mail) - 12:24 AM
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    Quinta-feira, Agosto 24


    Emmy 2006: Quem merece?

    Eis que o grande dia está chegando. É na noite deste domingo: o Emmy 2006 finalmente vai revelar quais são os melhores da tevê norte-americana - pelo menos na visão deles, que fique claro. As previsões e preferências do blog serão divididas em dois posts: um para os candidatos que merecem ganhar, e outro para as nossas apostas de vitória.

    Esse post que você está lendo contém as nossas preferências. Qual atriz mais merece o prêmio de Melhor Atriz de Comédia? É um exemplo. E é o que você vai ler logo abaixo. O espaço dos comentários, vale lembrar, está lá para você concordar ou discordar da opinião do blog e deixar as suas.

    As opções deste texto foram construídas com o tempo, assistindo às séries inteiras, ou aos episódios específicos, como nos casos de Melhor Direção de Série de Drama, onde é um único episódio da série que leva a indicação. Os critérios, porém, não estão todos colocados aqui, evidentemente. O motivo é óbvio: não caberia. A cada episódio, eles crescem - ou, quem sabe, até diminuem. As opiniões são variáveis, ainda mais em uma série.

    Mas o que importa, no fim, é não fazer injustiça. O que eu espero ter cumprido aqui.

    Melhor Ator em Série de Drama

    Indicados: Christopher Meloni - Law & Order: Special Victims Unit / Denis Leary - Rescue Me / Peter Krause - A Sete Palmos / Kiefer Sutherland - 24 Horas / Martin Sheen - The West Wing

    Merece ganhar: Kiefer Sutherland. Porque, além de ser muito mais que um mero ator em 24 Horas, Kiefer também faz de seu Jack Bauer um personagem denso, convincente e arrebatador. Ser ator de série ou filme de ação é fácil. O difícil é ser bom. Kiefer dá a volta por cima da correria da série, mostra ter aprendido com seu pai (o mestre Donald Sutherland) e não deixa roubarem a cena. As explosões não ofuscam Jack Bauer.








    Melhor Atriz em Série de Drama

    Indicados: Kyra Sedgwick - The Closer / Geena Davis - Commander In Chief / Mariska Hargitay - Law & Order: Special Victims Unit / Frances Conroy - A Sete Palmos / Allison Janney - The West Wing

    Merece ganhar: Geena Davis. Ok, uma preferência maluca. A verdade é que a categoria não está necessariamente um mar de maravilhas. Pena. Dava para ter sido se algumas outras atrizes recebessem uma indicação. Entre as que sobraram, Conroy e Davis são as melhores. E, mesmo com Commander in Chief cancelada, a presidente Mackenzie permanece na minha memória. Davis fez uma personagem profunda, humana e de fibra. Que fraquejou em alguns momentos, como devia ser. Não ficou devendo em nada.



    Melhor Ator de Comédia

    Indicados: Larry David - Segura a Onda / Kevin James - The King Of Queens / Tony Shalhoub - Monk / Steve Carell - The Office / Charlie Sheen - Two And A Half Men

    Merece ganhar:Tony Shalhoub. Interpretar o detetive Monk pode parecer fácil. A fórmula parece clara: olhar sem foco, trejeitos esquisitos e postura desconfortável. Mas vai tentar ser o Monk, vai. É papel pra gente que sabe o que faz, como Tony Shalhoub. Mais que Carell, Sheen ou qualquer outro, o ator faz de uma série com premissa óbvia como Monk, uma delícia. Entre outras coisas, o empenho em compreender e caracterizar devidamente o personagem faz Tony merecer o prêmio.





    Melhor Atriz de Comédia

    Indicados: Lisa Kudrow - The Comeback / Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle / Julia Louis-Dreyfus - The New Adventures Of Old Christine / Stockard Channing - Out Of Practice / Debra Messing - Will & Grace

    Merece ganhar: Stockard Channing. Olha, a Julia Louis-Dreyfus também merece. Ela é está ótima. Mas a Stockard é imbatível. A pessoa olha pra ela, diz que não gosta, faz cara feia e tudo mais. Só que ri. Fica comovido e interessado pela personagem dela. Out of Practice tem um humor muito bom e um elenco fora de série (os outros mereciam indicações em outras categorias!). Acima de tudo, porém, está Stockard Channing.

    Melhor Série de Drama

    Indicados: Grey's Anatomy / House / Família Soprano / 24 Horas / The West Wing

    Merece ganhar: 24 Horas. Na falta de Huff e Six Feet Under, a Melhor Série de Drama é aquela que justamente tem mais ação que drama em si. Jack Bauer corre para todo lado, briga aqui e acolá, é denunciado, denuncia e faz mil coisas por minuto. Nada é aquele draaaama. Porque, no fundo, somos nós que ficamos em estado dramático na beira do sofá, né? A quinta temporada de 24 Horas foi soberba, irretocável. E, mesmo com uma enorme audiência, fica a sensação de que nem todo mundo que deveria ver, viu.

    Melhor Série de Comédia

    Indicados: Arrested Development / Segura a Onda / The Office / Scrubs / Two And A Half Men

    Merece ganhar: Arrested Development. Gosto de todas, apesar das restrições a The Office. Faltam muitas séries nesta lista, é verdade. Mas por ter sido uma brilhante e importante série, que arrebatou corações e deixou telespectadores órfãos, Arrested Development merece o prêmio. É o último ano em que poderá ser indicada, e nada mais justo que a premiação. Foi de um humor realmente excepcional, que inovou com linguagem própria, objetivo definido e resultados competentes.

    Melhor Ator Coadjuvante de Comédia

    Indicados: Will Arnett - Arrested Development / Jeremy Piven - Entourage / Bryan Cranston - Malcolm In The Middle / Jon Cryer - Two And A Half Men / Sean Hayes - Will & Grace

    Merece ganhar: Sean Hayes. Hayes foi um ótimo ator desde o início de Will & Grace. Argumentar que ele era caricato na série acaba sendo até um elogio - porque até isso Sean soube fazer. O errado seria justamente optar por algo que não fosse a caricatura. Como uma espécie de congratulação pelas oito temporadas de W&G e pela competência de seu trabalho, Sean Hayes merece a vitória.



    Melhor Ator Coadjuvante de Drama

    Indicados: William Shatner - Justiça sem Limites / Oliver Platt - Huff / Michael Imperioli - Família Soprano / Gregory Itzin - 24 Horas / Alan Alda - The West Wing

    Merece ganhar: Oliver Platt.Tudo bem que eu sou fã de Huff. Dos mais obcecados. E que, com o cancelamento da série, estou, sim, com dor de cotovelo. Mas não é por isso que Oliver Platt merece o Emmy. Essa talvez seja, dentro todas as categorias de atores e atrizes, a mais difícil de escolher o melhor. Acontece que Platt, em Huff, encarnava o Russell com uma força e uma caracterização tão perfeita que o faz merecedor nato do prêmio. A série pode ter sido muito injustiçada. Mas, se Platt conseguiu uma indicação, tem que vencer.



    Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia

    Indicados: Cheryl Hines - Segura a Onda / Alfre Woodard - Desperate Housewives / Jaime Pressly - My Name Is Earl / Elizabeth Perkins - Weeds / Megan Mullally - Will & Grace

    Merece ganhar: Elizabeth Perkins. Outra categoria de difícil escolha. Todas as indicadas são boas. Todas elas. Mas o prêmio tem que ser de Elizabeth Perkins. Talvez Celia seja a melhor personagem de Weeds - no papel e na interpretação. Honestamente, se eu acompanho a série, muito disso é por Perkins. Na composição da personagem, a atriz não exagerou e encaixou um tom um tantinho mais real do que o texto manda. Funcionou que é uma beleza.






    Melhor Atriz Coadjuvante de Drama

    Indicados: Candice Bergen - Justiça sem Limites / Sandra Oh - Grey's Anatomy / Chandra Wilson - Grey's Anatomy / Blythe Danner - Huff / Jean Smart - 24 Horas

    Merece ganhar: Blythe Danner. Colocar Blythe Danner como indicada no Emmy é até injustiça para as outras indicadas: basta olhar para o currículo dela (no cinema, no teatro e na tevê) para perceber que há muita experiência e muita competência ao longo de sua vida, muito mais que no das outras. Só que aqui ela está concorrendo exclusivamente pelo seu papel em Huff, o que praticamente obriga o eleitor do Emmy a olhar apenas para esta interpretação de Blythe. Mas e daí? Na série em questão, toda a experiência e competência da vida da atriz fazem diferença, criando uma Izzy convincente e tocante. A personagem é fria, distante e esquisita, mas toca no coração quando fala para o telespectador de seus sentimentos. É infalível.

    Melhor Roteiro de Série de Drama

    Indicados: Shonda Rhimes - Grey's Anatomy - It's the End Of The World, As We Know It (Part 1 & 2) / Krista Vernoff - Grey's Anatomy - Into You Like A Train / Carlton Cuse e Damon Lindelof - Lost - The 23rd Psalm / Alan Ball - A Sete Palmos - Everyone's Waiting / Terence Winter - Família Soprano - Members Only

    Merece ganhar: Everyone's Waiting, de Alan Ball . O series finale de A Sete Palmos foi sensacional, incrível. Todos os outros roteiros de episódios indicados (menos Members Only, de Soprano, que, confesso, não vi) são bons. Mas nenhum consegue ser tão denso, tão favorável ao ator, aos diretores e tão tocante para o público como o de A Sete Palmos. Não havia desfecho melhor do que o do roteiro de Everyone's Waiting. Aliás, todos os episódios escritos por Alan Ball para a série foram sensacionais.

    Melhor Roteiro de Série de Comédia

    Indicados: Chuck Tatham, Jim Vallely, Richard Day e Mitchell Hurwitz - Arrested Development - Development Arrested / Doug Ellin - Entourage - Exodus / Ricky Gervais e Stephen Merchant - Extras - Kate Winslet / Greg Garcia - My Name Is Earl - Pilot / Michael Schur - The Office - Christmas Party

    Merece ganhar: Kate Winslet, de Ricky Gervais e Stephen Merchant. Oh, oh, dúvida cruel: Development Arrested ou Kate Winslet? O series finale de Arrested Development foi muito bom. Não foi o melhor episódio da série, mas foi digno - um tantinho triste também, porque ninguém queria o fim do show. Por outro lado, temos o engraçadíssimo e imperdível episódio de Extras, Kate Winslet. O de Arrested foi grandão, importante. O de Extras foi até um tanto pretensioso, e com o tempo normal da série. A diferença básica é que o último está na minha cabeça até agora, pelas sacadas geniais do texto, principalmente. E é isso que vale na categoria. As piadas com o Oscar do marido de Kate, Sam Mendes, são antológicas.

    Melhor Direção para Série de Drama

    Indicados: Big Love - Pilot - Rodrigo Garcia / Lost - Live Together, Die Alone - Jack Bender / A Sete Palmos - Everyone's Waiting - Alan Ball / Família Soprano - Members Only - Tim Van Patten / Família Soprano - Join The Club - David Nutter / 24 Horas - 7:00 AM - 8:00 AM - Jon Cassar / The West Wing - Election Day - Mimi Leder

    Merece ganhar: Everyone's Waiting, de Alan Ball. Antes de mais nada, a confissão: não vi o piloto de Big Love e o Members Only, de Família Soprano - ambos indicados. Portanto, entre os que vi (todos os outros), o series finale de A Sete Palmos, mais uma vez, merece a vitória. Todo o episódio é maravilhoso. Todo. Mas o finalzinho, em especial, é repleto de coisas boas por parte da direção. E não tenho dúvida que Alan Ball é o responsável pela magnificência do episódio, tanto na direção quanto no texto. Nas mãos de outro, o resultado poderia ser pior.

    Melhor Direção para Série de Comédia

    Indicados: The Comeback - Valerie Does Another Classic Leno / Curb Your Enthusiasm - The Christ Nail / Entourage - Oh, Mandy / Entourage - Sundance Kids / My Name Is Earl - Pilot / Weeds - Good S*** Lollipop

    Merece ganhar: Pilot, de Earl. O Sundance Kids de Entourage tem uma direção competente e que fez toda a diferença. O Valerie Does Another Classic Leno, de Comeback, é o melhor episódio da série - mas a direção tinha pouco a fazer. Para o Emmy, a injustiçada My Name is Earl apresentou um piloto chocante, de tão bom. Já deixou claro, bem no início, que a série tinha futuro. Som e imagem fizeram fusão incrível.

    Melhor Reality Show

    Indicados: The Amazing Race / American Idol / Dancing With The Stars / Project Runway / Survivor

    Merece ganhar: American Idol. O reality criado pelo ingles Simon Fuller finalmente vai ganhar um Emmy? O reinado de The Amazing Race na categoria vai acabar? Isso é história para a coluna de quem vai levar o prêmio. Por ora, na coluna dos merecimentos, American Idol deve, sim, ganhar o Emmy. Todo o sucesso que faz é justo: tem direção de palco e de externas competentes, um apresentador bom e uma harmonia entre o trio de jurados que faz de Idol um programa familiar, sedutor e viciante. Tudo com louvor.

    ***

    Até o domingo, o blog publicará o post com as nossas previsões (ou o "Quem vai ganhar") para o Emmy 2006.


    Por Gustavo (e-mail) - 5:20 PM
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    Quarta-feira, Agosto 23


    A salvação está próxima?



    Estaria a salvação de Páginas da Vida (ok, um exagero!) próxima? O casal de Christine Fernandes e Thiago Lacerda é muuuito bom. Os dois são bons e têm química. Claro que, para cada duas coisas boas na novela, uma ruim: Sandra (Danielle Winits). Desde o primeiro capítulo eu fui com a cara de Fernandes e Lacerda como casal - e não, nunca fui com a cara de Sandra. Aposto nesse casal. Uma luz no fim do túnel. No capítulo de hoje - mais uma vez com um ritmo fragmentado e problemático -, os dois foram, muito provavelmente, a melhor coisa.

    Ah, e como daqui a pouco a ex-BBB Grazi entra na trama para também fazer par com Lacerda, Sandra pode ficar pra escanteio, finalmente. Ufa.

    ***

    E Letícia Sabatella, hein? Outra coisa aparentemente boa!


    Por Gustavo (e-mail) - 11:19 PM
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    Peter demitido - duas vezes!

    Show do Milhão, humilhação da ignorância alheia, margem para bajular Justus e demissão dupla - para a mesma pessoa! - em um episódio só de O Aprendiz 3? Tudo isso? O que não houve anteriormente finalmente aconteceu agora.

    Justus, por exemplo, realizou o sonho de ser Silvio Santos e apresentou uma prova de conhecimentos gerais - com exatamente o mesmo formato do histórico Show do Milhão. A diferença básica entre Justus e Silvio é que o último ainda tem respeito pelo participante do quiz - o primeiro, porém, humilha legal: morde a mão para não rir do erro alheio e ainda diz "eu preferia que você não tivesse respondido", além, claro, de ainda humilhar um membro da platéia.

    Após a prova - que, ok, não é das mais criativas -, Justus anunciou a recompensa. "Vocês vão jogar paintball no maior campo de São Paulo, vão ver a pré-estreia exclusiva do filme Click, e o melhor: vão jantar... comigo", disse ele. Supostamente animados - mas provavelmente interessados em bajular Justus -, os participantes vencedores começaram a pular e a gritar histericamente. "Calma: vocês vão jantar comigo, com minha esposa... e as famílias de vocês", completou. Sei não, mas tive a impressão de que os participantes gritaram menos agora que antes - e não por falta de empolgação, mas por terem percebido a bola fora que foi a tentativa de bajulação. Hilário.

    E na sala de reuniões, porém, o melhor: Peter, o carioca muito mais na voz que no resto, começou a dar seu próprio show de pitis, mostrando fraqueza - que, aliás, já estava na prova, quando não se ofereceu nenhuma vez para responder alguma pergunta. Depois, antes mesmo de a líder escolher quem voltaria para a segunda parte da sala de reuniões, o moço deu sua própria sentença: "Roberto, eu sou o presidente da minha vida. E eu demito você dela". Justus ficou desconfortável com a situação, e resolveu responder à altura, antes de Peter chorar sobre o leite derramado no táxi, de volta para casa. O apresentador fez uma homilia de tirar o fôlego e concluiu brilhantemente:

    "Pode ir embora, Peter. Não quero nem saber. Você está demitido desse programa. Duas vezes demitido".


    Por Gustavo (e-mail) - 3:17 PM
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    Terça-feira, Agosto 22


    Gostou do "pulo no tempo"?

    Curtiu o momento "pulo na cronologia" do capítulo de hoje de Páginas da Vida? Mesmo? O melhor de tudo foi ver que Maneco excluiu o clichê "paisagem do Leblon + letreiro '3 anos depois'" para saltar no tempo e optou por visão do reveillon.

    Por outro lado, muita coisa foi mecânica demais. Tudo feito para explicar o que aconteceu na passagem de anos, perdendo, assim, cena e ritmo. Quando Tide se oferece para brindar Marina (a da franja desproporcional da foto), "que, mesmo morando com o pai, continua entre nós", Páginas pára a trama, o ritmo fica fragmentado e desgastado e soa desnecessário. Coisas que poderiam ser mais naturais, ou em outros momentos. Idem para a cena em que Silvio diz que foi promovido da aeronáutica. "Vou continuar sendo mulher de militar", disse Olívia, expondo, na narrativa, o que realmente importou. 2005, basicamente, foi apenas essa cena. E a entre Débora Evelyn e Angêlo Antônio (a cena quis dizer "separamos há três meses, você ficou melhor que eu e está aberto a relacionamentos - inclusive com a Helena Ranaldi!").

    Estava esperando um novo começo para Páginas com essa virada de anos. Mas na primeira cena de 2006 já vir embutido um ritmo problemático é dose. Pena. Ainda há esperança, porém.


    Por Gustavo (e-mail) - 10:44 PM
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    Segunda-feira, Agosto 21


    Estréias EUA: Vanished e a segunda temporada de Prison Break

    E esse blog começa hoje a divulgação das primeiras estréias do fall season, ou "temporada de inverno", que é, na realidade, o período em que chegam ou retornam as séries dos Estados Unidos.

    Hoje, a Fox norte-americana faz a estréia de uma série (Vanished) e retorna com a segunda temporada de Prison Break - cuja segunda metade da primeira temporada estréia exatamente hoje. Vamos tratar primeiro da estréia.

    Vanished

    Como a série nem estreou, não dá para falar muito. Mas, pelo que se sabe, a trama conta a história de Sara, a mulher de um senador. E ela acaba desaparecendo já no início. O FBI, antes de começar a investigar o desaparecimento em si, prefere ir por outro caminho: desvendar quem realmente é Sara, traçar um perfil da esposa do senador Jeffrey. Aos poucos, o FBI começa a desconfiar que esse desaparecimento faz parte de uma grande e misteriosa conspiração. Na cola dos investigadores, estará a repórter de televisão Judy Nash.

    Curtiu? Pois bem, logo abaixo há um vídeo razoavelmente longo (três minutos) explicando um pouco mais de Vanished. Assista e depois conta o que achou!



    A segunda temporada de Prison Break

    Para evitar qualquer indício de spoiler - acredite: eu também quero passar longe deles! -, não vou contar nadinha sobre a segunda temporada de Prison Break. Aliás, só conto o nome do primeiro episódio desta nova temporada: Manhunt. E só.

    O vídeo de divulgação está logo abaixo. Vê quem quiser se arriscar.



    Por Gustavo (e-mail) - 5:32 PM
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    América lidera no Uruguai

    Segundo Patrícia Kogut, no jornal O Globo desta segunda-feira, a novela América (da Rede Globo) estreou semana passada no Uruguai, na emissora Teledoce, e já está na liderança. A trama de Gloria Perez substituiu Da Cor do Pecado, de João Emannuel Carneiro (o mesmo autor de Cobras e Lagartos), que também liderava a audiência.

    Vale lembrar, porém, que América, aqui no Brasil, teve um capítulo de estréia de ótima audiência, mas, capítulo por capítulo, foi perdendo pontos e pontos até chegar a uma crise que resultou na saída de Jayme Monjardim. Como a concorrência no Uruguai é fraca, imagina-se que, mesmo com o início turbulento, América terá constância na audiência.


    Por Gustavo (e-mail) - 2:11 PM
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    Destaques da segunda-feira


    É um monstro, um avião? Não! É uma
    cena do season finale de Lost, um dos
    destaques da segunda-feira


  • Em Páginas da Vida, Sonia Braga finalmente estréia na trama. Sua personagem, Tonia, entra justamente quando um boing atinge o World Trade Center. Ou você tinha esquecido que, no momento, a novela ainda está situada em 2001? Sim, eu sei, tudo conspira para o esquecimento. Mas fazer o quê! Na Globo, às 21h00.

  • E Eva Longoria, a dona-de-casa desesperada mais bonita do mundo, ajuda Ryan Seacrest a fazer seu talk show funcionar. O The Interview with Ryan Seacrest estréia na E!, às 20h00. Quer um motivo para assistir ao programa? Ver Longoria falando que não quer renovar o contrato para permanecer em Desperate Housewives. Sério! É que ela não quer transformar DH em uma nova 7th Heaven, "que está há séculos no ar, ninguém vê e vive perigando ser cancelada". Imperdível.

  • Tem também o season finale de Lost, em um episódio cuja duração, excepcionalmente, será de duas horas, no AXN, às 21h00 (a reprise será só amanhã, às 15h00). Terá tudo aquilo você imagina: suspense, revelações e surpresas. Mas, para ver esse encerramento da série de J.J. Abrams, você terá que sacrificar...

  • O retorno de Prison Break, na Fox, às 22h00. Também terá suspense, revelações e surpresas, como Lost. E, além disso tudo, a garantia de que este não será o episódio final da temporada. A reprise será às 02h00.

    Olha, eu já tinha avisado que segunda-feira exigiria um planejamento especial para sobreviver sem perder o melhor da tevê. Mas quer saber? Eu não vou botar meu dedo na sua programação, não. Escolha você. Porque eu ainda não fiz a minha! Estou I-N-D-E-C-I-S-O.


    Por Gustavo (e-mail) - 1:50 PM
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    Fernanda Vasconcelos, protagonista das oito

    Eu não acreditei quando li essa notícia. Nem é pelo fato de que Fernanda Vasconcelos será uma protagonista de novela das oito - o que, digamos, era um tanto previsível. O choque é que ela será protagonista de Paraíso Tropical, a próxima novela de Gilberto Braga, meu autor favorito. Com todo o respeito a Fernanda Vasconcelos, eu confesso que não fiquei feliz com a notícia.

    Ué, mas não era Cláudia Abreu a escolhida?


    Por Gustavo (e-mail) - 12:13 AM
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    Domingo, Agosto 20


    Aprendiz 3: Carol demitida

    A prova da administração pública, em O Aprendiz, é uma das mais confusas. Confusa porque, se você não mora no ambiente da tarefa, acaba tendo que acompanhar o dia-a-dia de uma região jogado assim na sua cara, sem introdução, tampouco uma conclusão. É muito fácil jogar a culpa na edição do programa, principalmente quando ela tem falhado ultimamente. Mas o problema é mais embaixo: a prova é muito mal elaborada. E costuma ser mal realizada.

    Vide o caso da equipe que perdeu, cuja proposta para a solução dos problemas de saneamento básico era incentivar outra pessoa a ter a idéia. Absurdo, claro. Mas, antes de tudo, absurda era a tarefa. O emprego a que concorrem não tem nada a ver com administração municipal, estadual ou federal. Pode até ter trabalho sobre pressão. Só que, para isso, precisa prejudicar uma hora inteirinha de O Aprendiz? Como foi uma prova que se repetiu nas três edições com Roberto Justus no comando - e em nenhuma delas foi eficaz -, subentende-se que houve como aperfeiçoá-la, só que isso não ocorreu. Enfim.

    Carol, a demitida, pode ter sido prejudicada um tantinho pela prova. Primeiro pelas dificuldades físicas que ela vinha sentindo desde a primeira tarefa. E porque, depois de tudo, ela realmente ela inferior a todos de seu grupo, mas conseguia tranquilamente ocultar isso. No fim das contas, expôs fraqueza e mereceu a demissão. Se há como extrair algo de positivo na prova, é isso: a exposição crua e nua de fraquezas e qualidades de todos. Peter, por isso, pode não sobreviver muito mais, apesar da promessa de extermínio.

    E o que era um programa sobre negócios do mundo empresarial fraqueja quando vai para a prática no povão, que tanto tem esnobado o reality, em sua terceira edição.

    ***

    Agora, cá entre nós, a produção do programa deveria usar algumas dicas que a Equipe Águia deu sobre habitação popular para habitar aquela maquete de "cidade do futuro" bem mal-feita da abertura do programa, hein?


    Por Gustavo (e-mail) - 10:04 PM
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    24

    Jack Bauer, eu me rendo. A quinta temporada de sua 24 Horas foi, sim, soberba. E o season finale - que demorou, mas eu consegui ver -, inesquecível.

    Ódio do presidente Logan (ou ex, como preferir). Muito ódio. E dó de você, Bauer, muito dó.

    ***

    Sou só eu ou você também nunca ouviu alguém chamar o clássico Independence Day de O Dia de Independência? Acaba de dar na Fox, na chamada para a exibição de O Dia Depois de Amanhã. Enquanto a Sony foge do português como o diabo foge da cruz, a Fox, na contramão, traz aquilo que deveria permanecer na língua original para o aportuguesado. É o "toma lá, dá cá" do português.


    Por Gustavo (e-mail) - 8:06 PM
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    Sábado, Agosto 19


    Na falta de novidades, Parker e Perkins são os destaques da estréia da 2ª temporada de Weeds

    Este blog praticamente ignorou a primeira temporada de Weeds. Excluindo um comentário sobre a premiação da protagonista no Globo de Ouro, nada mais foi publicado. Há alguns dias, porém, você leu aqui uma curta nota contando sobre a polêmica que envolveu a propaganda da segunda temporada da série na revista Rolling Stone - tudo porque o anúncio tinha cheiro de maconha. Hoje, o blog teve acesso ao primeiro episódio desta nova temporada de Weeds (que estreou segunda-feira nos Estados Unidos) e conta como foi. Só que não há spoilers.

    Aliás, dizer que não há spoilers em um texto sobre o primeiro episódio de uma nova temporada de uma série é como tirar a cobertura de chocolate de um bolo de cenoura. O mínimo que poderia se esperar de Weeds após toda a balbúrdia que rondou uma mera propaganda era alguma surpresa ou reviravolta para deixar até o telespectador menos interessado boquiaberto. Quem esperava por isso pode ir tirando a idéia da cabeça: o retorno de Weeds traz mais do mesmo. Ou melhor: aperfeiçoa o que de melhor havia na primeira temporada e acrescenta ao de sempre.

    A melhor coisa da temporada anterior foi, sem sombra de dúvidas, a dupla formada por Elizabeth Perkins e Mary-Louise Parker. Excluindo isso, houve um elenco meia boca e um texto praticamente comum, que seria muito melhor se a série tivesse, ao invés de meia hora, uma hora de duração. Pois bem, Perkins e Parker continuam incríveis. Cada uma tem pelo menos duas cenas realmente boas (para elas) e, juntas, ambas fazem apenas uma cena, mas é incrível - e simplíssima também: trata-se de um simples café que as duas tomam juntas. É para quem admira uma cena feita por atrizes boas de verdade.

    Perkins continua implicando com sua filha na trama. A menina, quando ataca um saco de pretzels da sacola do supermercado dentro do carro, leva uma bronca da mãe e esta, sem querer, bate o automóvel. Na discussão com a motorista do outro carro envolvido no acidente, Perkins mostra porque é ótima atriz: portando um cabelo loiríssimo diferente que é tudo, menos proporcional ao seu visual (talvez seja explicado pela campanha eleitoral em que a personagem está engajada), ela arrasa nos maneirismos do diálogo e perde a disputa - não com a outra motorista, mas com a filha, que consegue comer os pretzels sem a mãe ver. Será difícil fazê-la emagrecer. Já Parker parece ter adiantado nesse primeiro episódio qual será o grande mote para o existir de sua Nancy nesta nova temporada: unir a família. No início do episódio, ela ressalta para o filho que seu nome "não é Nancy, é mãe". E, no final da meia hora, briga para unir a família ao redor da mesa de jantar ("Nós seremos uma família nem que tenha que matar um por um dessa casa").

    Só que Nancy é muito mais interessante como vendedora de maconha do que como mãe. Nos diálogos com os personagens negros de Weeds, há um humor negro (sem trocadilhos!) superior a tudo mais que a série tem a oferecer. "Não há negócio melhor do que cultivar", diz determinado personagem a Nancy, na cena final, quando eles vão a uma padaria que acabou de ser incendiada por um cigarro que caíra em um poço de gasolina. Se a nova temporada de Weeds optar por um caminho que envolva família e preconceito racial (há uma cena que dá margem a isso no dito episódio), tudo pode piorar. Se continuar focando no cultivo de maconha e na crítica que há nesse tema, pode até melhorar.

    Para Weeds, não há negócio melhor do que Nancy continuar com seu cultivo de maconha. Para Weeds e para Mary-Louise Parker.


    Por Gustavo (e-mail) - 7:21 PM
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    Antecipando: os teasers norte-americanos das nossas séries favoritas!

    Falta um mês para o retorno da maioria de nossas séries favoritas. Pelo menos nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, este retorno está datado para duas safras: em novembro e em fevereiro. Ainda não está no tempo de nós, fãs brasileiros, começarmos o furor. Mas os nossos amigos norte-americanos, obviamente, já estão pululando de alegria. E com razão.

    Os teasers do retorno das séries já estão circulando pela programação da tevê dos EUA e pela internet. O blog Televisionando, com a ajuda do YouTube (como sempre!), coloca aqui alguns dos teasers das grandes séries que voltam. Daqui a alguns dias, colocaremos também os teasers das novas séries - e essas novidades, eu garanto, valem divulgação. A temporada que vem por aí promete melhorar o que já é bom e apostar na inovação com as novas séries. A televisão e os telespectadores agradecem.

    Vamos ao teasers, portanto. Como sempre, para ver o vídeo, basta apertar o botão do play. E se divertir.

    A terceira temporada de Desperate Housewives



    A segunda temporada de Prison Break



    A terceira temporada de House



    A quarta temporada de One Tree Hill



    A sexta temporada de Smallville



    A terceira temporada de Veronica Mars



    A quarta temporada de The O.C.



    A terceira temporada de Battlestar Galactica



    E aí, curtiu mais qual? Eu ADOREI o de Desperate e o de House!


    Por Gustavo (e-mail) - 2:19 PM
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    Maratona e finais de séries

    Aproveita essa mão na roda da Fox, hein? Às 14h00 começa a maratona com os últimos episódios da primeira parte de Prison Break, uma espécie de aquecimento para o retorno da série, que ocorre lá na segunda-feira. Na seqüência, assim que a maratona de Prison acabar, começa a reprise do season finale de Bones (às 18h00) e, depois, a reprise do season finale de 24 Horas (às 19h00). Adivinha só o que eu vou aproveitar? Acertou!

    E a maratona de Prison Break, que você pode ter descartado numa primeira lida, não é tão desprezível assim. Segunda-feira, no retorno da série, tudo estará ainda melhor - pelo menos, é o que quem viu diz. O dilema, porém, será encontrar um tempo para Prison: no mesmo momento, Lost estará em seu episódio final duplo e Sonia Braga estará entrando em Páginas da Vida. E agora, hã? Explica o que eu faço!

    Oh. My. God. Vai ser um dia de sobrevivência daqueles.


    Por Gustavo (e-mail) - 6:35 AM
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    Sexta-feira, Agosto 18


    Maluco, mas querido

    Qualquer um que acompanhe as mudanças da grade de programação do SBT sabe: há uma desorganização ímpar, uma falta de segurança e firmeza nas decisões que até assusta e, claro, a inconstância incrível. Grande parte da culpa por essa louca grade é de Silvio Santos. O cara é maluco.

    Mas ele também é um apresentador infalível e, definitivamente, é um cara simpático. Gostando ou não, talvez seja o nome vivo mais importante da televisão brasileira. Hoje, o SBT, com suas maluquices, deméritos e virtudes, completa vinte e cinco anos de aniversário. Há um resultado positivo nisso tudo, até porque foi a emissora da Anhanguera que impossibilitou por diversas vezes o monopólio total da Globo. Ainda que a programação não seja maravilhosa, o simples fato de o SBT ser uma concorrência valiosa já vale alguma coisa.

    E, neste aniversário da emissora, nada poderia ser mais legal do que a constatação definitiva de que Silvio Santos pode até ser maluco, mas também é querido. Quer demonstração de amor e humildade maior que essa? Pelo menos para a data, o velho fez o que pôde. E esse velho não é de idade, mas de experiência, a maior qualidade de SS.


    Por Gustavo (e-mail) - 4:58 PM
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    America's Got Talent deixa pepino nas mãos de Simon Cowell

    Sabe o America's Got Talent? Aquele reality show criado por Simon Cowell que busca um novo talento dos Estados Unidos, independente da área, que o blog tinha anunciado há pouco mais de dois meses? Pois bem, acabou ontem. Interessante, porém, é saber quem acabou ganhando o reality.

    (Se você quiser manter o segredo para quando o programa vier para o Brasil (se vier, claro), pare de ler agora.)

    Coincidentemente, a vencedora saiu de um programa criado por Simon Cowell para, daqui a meia década, provavelmente encontrar com o próprio no American Idol, programa que ele não criou, mas onde é a estrela-mor. Foi uma cantora de onze anos, Bianca Ryan, que ganhou o Got Talent. Ela encantou os jurados do programa e o público cantando a famosa música Piece of My Heart - famosa e linda música, vale ressaltar. Será que Simon Cowell vai aceitá-la em AI quando ela fizer dezesseis? Será que ele será tão bonzinho quanto os jurados de AGT? E a menina, será que ficará satisfeita com o milhão de dólares ou vai além?

    Terminou o reality, mas criou-se um turbilhão de expectativas.

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    Para ver a foto da menina, clica aqui.


    Por Gustavo (e-mail) - 4:38 PM
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