Melhorou ou foi só impressão?
Não dá para afirmar com 100% de certeza que é uma melhora significativa. Não dá para afirmar que a temática constrangedoramente sexual nunca mais vai voltar (até porque não demorou um bloco sequer para a palavra "sexo" ser pronunciada, muito embora tenha sido para dizer que o novo namorado da personagem de Maria Clara Gueiros não fora arranjado "com interesse em sexo". Uma coisa pode até anular a outra.). Só que a impressão final desse retorno de Minha Nada Mole Vida (Globo, sextas, 22h50) foi a de um episódio maduro, divertido e objetivo. Pode - e eu espero! - ser sinal de que a série vai engrenar.
Uma das poucas cenas dispensáveis do episódio, porém, foi aquela em que Jorge Horácio (Luiz Fernando Guimarães) brigava com dois americanos
em plena festa - e cada um dos três com um cacete na mão. A platéia via tudo através de sombras, pelo intermédio de uma cortina. Além de denunciar gritantemente a falha interpretação de Guimarães (deixando tudo ainda mais caricato), ainda havia um detalhe crucial: essa cena já foi usada mais de duas vezes na série Os Normais e no filme originado por ela. Para quem não sabe, Os Normais é dos mesmos roteiristas/criadores de Minha Nada Mole Vida. Falta de originalidade não é um defeito - é apenas a ausência de um mérito. Defeito é escancarar isso. O episódio, eu repito, foi bom. Melhor que todos os da primeira (e anterior) temporada. Mas só soube aperfeiçoar as qualidades de antes. Os defeitos ainda não foram erradicados.
Ah, e o que foi o David Lucas? O garoto tem
versatilidade e força na interpretação. É carismático. Não precisava ter que repetir "vagabundinha" por cinco vezes.
Curtiu o retorno de Minha Nada Mole Vida? Por quê?
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Poucas séries globais tiveram, como Minha Nada Mole Vida teve há pouco, um período definido de final e início de temporada. Foi quase sincronizado com os Estados Unidos (maio/fim de setembro). Pode ser um início de algo novo na Globo - ou não. Tudo será definido com a renovação da série ou a quantidade de episódios por temporada. Já pensou?
Por Gustavo (e-mail) - 1:40 AM
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O retorno de Jorge Horácio
O humorístico Minha Nada Mole Vida, estrelado por Luiz Fernando Guimarães e Maria Clara Gueiros, estréia sua segunda temporada hoje, na Globo, às 22h50.
A série promete novidades. Quem sabe não engrena? Se perder um pouco do foco sexual nas tiradas e o ritmo quebrado, a série pode funcionar direitinho nesse retorno. Difícil é acreditar que Jorge Horácio, o personagem de Guimarães, tem versatilidade suficiente para mudar nessa segunda temporada. Mas vamos ver no que dá.
Nunca é tarde para encarar o humor, profissionalmente, com seriedade. Minha Nada Mole Vida tem potencial, sim, para ser mais que apenas engraçadinha e bobinha.
Por Gustavo (e-mail) - 3:42 PM
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Six Degrees usa teoria intrigante para relacionar personagens e criar trama competente
Em 1929, o escritor (e polivalente) húngaro Karinthy Frigyes criou uma teoria que tornou-se conhecida mundialmente como "Six Degrees of Separation". Mais tarde, ela viria a ser aprofundada e colocada no papel, passando pela Matemática e por muitas outras ciências - como quase todas as teorias. Basicamente, diz que qualquer pessoa no mundo tem ligação com outra, com intermediação de no máximo seis graus. Sim, você e George W. Bush, por exemplo, são ligados. Certamente, você conhece alguém, que conhece fulano que mora nos Estados Unidos, que conhece beltrano que mora em Washington, que conhece cicrano que trabalha na Casa Branca, que já viu o presidente norte-americano. Essa (interessantíssima) teoria explica com força aqueles momentos em que você encontra alguém na rua e diz "Que mundo pequeno!". E, além disso tudo, é a base para Six Degrees, a nova série do cenário televisivo dos Estados Unidos.
Transmitida pela ABC no país de Bush, a série conta as histórias de ligações entre seis cidadãos comuns de Nova Iorque. Carlos (Jay Hernandez), Mae (Erika Christensen), Laura (Hope Davis), Damien (Dorian Missick), Whitney (Bridget Moynahan) e Steven (Campbell Scott) são os protagonistas de Six Degrees. O piloto da série trata de armar a arena de ligações entre eles rapidamente, muito embora fique claro que as possibilidades são infinitas. Poucas são as séries que têm como potencial a força de render história até não poder mais. Mais raro que isso é quando as histórias têm potencial qualitativo extremamente positivo.
Carlos, por exemplo, é um advogado que, já nos primeiros minutos do piloto, defende judicialmente Mae. E fica absolutamente obcecado por ela - ainda mais quando, após o fim do caso, ele a procura, procura, e não acha. Mae também tem sua ligação - é com Laura, atuando de babá da filha dela. E por aí vai. Nenhuma trama tem obrigação de ser desenvolvida apenas como ligação com outra - elas podem ver isso apenas como uma conseqüência, e é esse o caminho correto. Esta aí o grande mérito que os produtores conseguem (dentre eles, JJ Abrams, criador de Lost e Alias): não há fórmula alguma para prender os personagens de Six Degrees no lugar-comum. Até o final da primeira temporada (se ela for garantida, claro), sabe-se lá qual rumo a trama vai tomar. A única certeza é que haverá público interessado em saber.
Drama pesado e cinzento, Six Degrees tem um texto ótimo (quase extraordinário), capaz de alavancar qualquer interpretação (ou carreira) morna. Isso até mesmo para atores amadores. Não é o caso do elenco daqui. Todos têm um currículo considerável. Todos. Hope Davis, em especial, é uma atriz de currículo impressionante. Não tem quase nenhum trabalho desprezível. E eu e você, em seis ou menos graus, temos alguma ligação com ela. É animador.
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Há um filme, atualmente disponível em DVD, datado em 1993, com o título Seis Graus de Separação. É ótimo. Procure conhecê-lo, enquanto Six Degrees não vem. No elenco, Stockard Channing (da série Out of Practice), Donald Sutherland (Commander-in-Chief) e Will Smith (que dispensa apresentações).
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Six Degrees não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 3:17 PM
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Noite poderosa
Quinta-feira sempre é um dia recheado. Ontem, porém, foi ainda mais que o comum. E - olha a surpresa! - tudo ocorreu apenas na tevê aberta (a MTV é da tevê aberta em alguns cantinhos do país, sim!).
Não posso deixar de dizer, é óbvio, que teria sido um dia mais fácil se esses três programas não ocorressem todos... na mesma hora (22h/22h30)!
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Teve, claro, o debate presidencial da Globo, que sempre marca o fim da campanha eleitoral. Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (P-SOL) e Cristóvam Buarque (PDT) compareceram. O presidente-candidato Lula (PT) faltou ao compromisso.
No meio de altos e baixos, pode-se dizer que, no mínimo, foi útil ao eleitor.
William Bonner estava ótimo na apresentação. Melhor que em 2002.
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A estréia do Troca de Famílias, na Record, era outra atração aguardada. Confesso que foquei-me no debate, portanto, ainda não posso dar nenhuma opinião definitiva quanto ao reality. Mas, nas trocas de canais que fiz rapidamente, pude perceber que a emissora paulista realizou, ao menos tecnicamente, direitinho o programa.
Em breve, eu garanto, o blog publicará uma coluna sobre o Troca de Famílias.
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Por fim, o VMB, da MTV. Tradicional evento musical do país, a premiação já teve momentos de maior prestígio - e isso é quase unânime.
Nesse ano, a grande sensação era Daniela Cicarelli, por motivos óbvios (o vídeo indiscreto, oras!). Ela mandou todo mundo "cuidar de sua vida", como previsível. Aparentemente (eu já falei que fiquei focado no debate, portanto...), não houve grandes momentos.
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E você? Optou por qual das três atrações?
Por Gustavo (e-mail) - 1:00 AM
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Não esquece...
... dos dois destaques de hoje, ok? Além do comentado debate presidencial (Globo, 22h15), haverá também a estréia de Troca de Famílias (Record, também às 22h15).
Por Gustavo (e-mail) - 7:23 PM
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Studio 60 on the Sunset Strip falha por não ser real, mas surpreende com ficção densa
A Sony estreou, em junho deste ano, um reality show de vida curta, mas com potencial enorme: Situation: Comedy. Tratava-se de uma disputa entre duas duplas de aspirantes a roteiristas de tevê, que teriam um determinado tempo para produzir um piloto de uma sitcom. Ganhava o criador do que o público mais gostasse. Era um reality bacana, bem realizado, mas pouco animador. Como combustível para os fãs de televisão, e também como fator animador, estava o belo retrato que o programa fazia dos bastidores da tevê. A forma de agir e de tomar decisões dos executivos e realizadores da televisão estavam todas lá.
Eis que surge uma série nova no ar, com estréia prevista para o Brasil daqui a quatro meses (em janeiro, na Warner), com objetivos parecidíssimos. Criada por Aaron Sorkin, o homem por trás de The West Wing, Studio 60 on the Sunset Strip é um drama com pitadas de comédia de entrelinhas sobre os bastidores da televisão. Envolta no mantra da ficção e do entretenimento, a série acaba falhando no retrato verdadeiro a que se propõe a realizar. Mas, ainda assim, é de uma densidade impecável. E personagens incríveis.
Pode ter sido apenas a impressão de quem só deu uma olhada no começo da série - e eu espero que tenha sido apenas isso -, mas Studio 60 encarna através de cada uma das linhas de seu roteiro, da direção e, generalizando, até mesmo do elenco, a idéia de que realmente é a série hit do momento. Mesmo com apenas dois episódios exibidos nos Estados Unidos, já há um culto do público. Pretensão é um troço complicado e prejudicial, ainda mais quando ganha o auxílio daqueles que deveriam aplaudir ou não o resultado final.
Repleta de diálogos expositivos e óbvios ("Você está mentindo!"/ "Por quê?"/ "Porque você trabalha na televisão!"), e cenas com desenrolar lento, mas progressivo, a série vai num crescente rumo a seqüências e mais seqüências de cenas cuja grande expectativa gira em torno de momentos em que a música cresce e os personagens se afastam da tela, como em finais de filmes. Graças a Deus, não há dependência por trilha sonora, como na igualmente pretensiosa (e, de certa forma, semelhante) Entourage (HBO). O resultado final é uma densidade interessantíssima do roteiro, que, se não consegue criar um retrato fiel do que realmente é a televisão e seu bastidor, pelo menos cria um universo paralelo (extremamente) sustentável e viável, com personagens idem. Interpretações centrais como as de Matthew Perry, por exemplo, têm o tom certo: estão à altura do projeto e por dentro do que rola em cena. Não perdem o tom.
A opção por contar histórias de roteiristas, diretores e executivos de tevê é bacana, atual. Se não se pode adjetivar a série como real, pelo menos dá para tragar suas doses de cenas no interior do estúdio do título e em escritórios com prazer. O ápice, certamente, seria conseguir a realidade que o reality Situation: Comedy, citado anteriormente, capta. Mas, descontada a pretensão fracassada de ser a televisão nua e crua, Studio 60 on the Sunset Strip é uma ficção interessante e com potencial.
E momentos como o do início do piloto, onde um homem poderoso de tevê corta uma gravação ao vivo para discursar panfletariamente sobre a situação deprimente do canal em que trabalha, deixam claros que, se colocados em prática na vida real, renderiam um bem inimaginável para o controle de criação de programação da televisão no mundo inteiro.
A ficção, às vezes, é ótima mensageira. E bela conselheira.
Por Gustavo (e-mail) - 7:27 PM
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O Aprendiz 3: Anselmo contratado!
Seja sincero(a): gostou do resultado?
O leitor do blog já deve imaginar qual é a minha sensação. Anteriormente, demonstrei gostar muito de Anselmo, o vencedor desta terceira edição de O Aprendiz. Espero não ser apenas impressão, mas ele me pareceu mais esclarecido que Bia - outra candidata que, não fosse o salto alto no final do reality, talvez tivesse minha torcida. Anselmo também era mais espontâneo que sua adversária. E tinha um inglês superior.
Na última edição de O Aprendiz com Roberto Justus no comando, nada mais surpreendente do que ver a formiga vencendo o leão.
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Momento descontração: vocês viram Justus pedindo "sinal" para entrar no ar, por um total descuido? Ele fez aquele movimento com o olho que tanto Tom Cavalcante, seu principal imitador, faz - e que eu nunca tinha visto! Ver pela primeira vez deu um certo medo...
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E a Yanne! Bia, com certeza, será seu carrasco eterno. Talvez essa tenha sido a relação mais ambígüa da história do reality no Brasil. E, não fosse por Yanne, talvez Bia tivesse ganho o programa. É extremamente raro ver, em derivados de The Apprentice no mundo, um participante de personalidade forte ganhando.
Se ela não fosse tão Omarosa... Quem sabe?
Por Gustavo (e-mail) - 12:54 AM
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KatharineMcPhee.com.br
Caros,
foi com enorme felicidade que, durante toda a empreitada que foi o American Idol 5, pude descobrir através da tela do computador outras pessoas que ficaram tocadas, encantadas e viraram fãs da concorrente Katharine McPhee, que mais tarde viria a ser a segunda colocada do reality show.
Alguns desses pararam após o final do programa, como se o fanatismo fosse movido ao ritmo de apresentações semanais e aos comentários de Simon Cowell. Aqueles que admiraram a Katharine McPhee profissional e humana compreenderam que ser fã da moça era muito, mas muito mais que isto.
Fui um fã ferrenho dela. Aliás, sou. Ansiosamente, aguardo o lançamento de seu CD. Meu grito fanático, porém, não é uníssono. É multilateral, não tem fronteiras, é forte. Aqui no Brasil, então, a quantidade de fãs de Katharine é surpreendente. Sendo você ou não parte desse grupo, fico extremamente lisonjeado em mostrar uma coqueluche que eu e Paula Laurentino (uma colega-fã adorável, parelhamente empenhada nesse propósito) criamos.
Ainda não está pronta. Faltam vários ajustes. Mas, certamente, é um avanço, porque saiu do papel. Trata-se do site Katharine McPhee Brasil (www.katharinemcphee.com.br). Em breve, o fã poderá entrar lá e divertir-se com conteúdo fresquinho - e diário.
Como é um projeto, sinto-me pronto para convidá-los a enviar idéias e sugestões para o site. É por isso que criamos o e-mail para contato: contato@katharinemcphee.com.br. Mandem, sempre que possível, sugestões. Até mesmo pedidos para colaboração estão sendo aceitos. Tudo por um único motivo: um espaço de fã para fã não pode, tão-somente, ser criado por uma cúpula. Seria um ato tremendamente egoísta.
Sinta-se convidado(a) a participar desse espaço!
Atenciosamente,
Gustavo & Paula - Edição do Katharine McPhee Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 7:44 PM
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O que rola no primeiro episódio da terceira temporada de Grey's Anatomy
Atenção: post repleto de spoilers!
E finalmente eu pude conferir o início da terceira temporada de Grey's Anatomy. Um início muito bom, por sinal. Todas as interpretações no tom certo, todo um ritmo bacana, tudo muito bom. Claro que teve uma carga dramática forte, mas foi como deveria ser.
Boa parte desse drama veio de Izzie. Em luto pela morte de Denny, ela passou o episódio inteirinho no chão. George, Cristina e Meredith conversaram com a moça, para animá-la. Mas a tristeza que ela sentia era simplesmente comum, praticamente necessária. Houve um Shivah para Denny, mesmo com Izzie sendo católica. Enfim, a morte de Denny foi abordada corretamente. Lá pelo fim do episódio, Izzie levanta do chão, tira a roupa, volta à vida.
Meredith também não tomou grandes decisões. Não optou por nenhum de seus amores. Mas ficou balançada por ambos. Um rumo definido para essa trama não deve vir tão cedo.
O episódio também é repleto de flashbacks. Um deles mostra o momento pós-traição de Addisson com o melhor amigo de Derek. Outros mostram a festa pré-início da residência dos protagonistas da série. E outro, rapidinho, mostra Meredith, quando criança, em um carrossel, vendo a briga da mãe com Richard.
Aliás, estaria Richard se aposentando?
Por fim, uma gripe abate o hospital de Seattle. Espécie de gripe aviária, ela prende a quase todos os personagens lá dentro, deixando-os em quarentena. No meio disso tudo, a trama de um bebê de mãe desconhecida (sabe-se apenas que ela tem 14 anos) ganha contornos interessantíssimos, que permitem até uma certa metáfora: todos os personagens de Grey's são instáveis (cada um a seu modo), menos a própria série, cada vez mais segura do que faz. E que faz muito bem.
Por Gustavo (e-mail) - 12:00 PM
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O Aprendiz 3: Karine demitida!
Interessante, não? Bia e Anselmo na final de O Aprendiz 3 têm tudo para deixar Justus confuso na hora da decisão. Ainda que, no momento, eu prefira Anselmo, pela experiência e pelo equilíbrio, Bia certamente tem uma personalidade forte que pode, sim, ser favorável a ela.
Bia, por sinal, nem deveria estar nessa final, se fôssemos levar em consideração a última prova. Ora, qual é o principal em uma entrevista de emprego? Passar uma boa impressão, claro. E, a partir do instante em que Bia deixa a sensação de ser prepotente e autosuficiente, ela mostra que não foi tão competente assim na tarefa. Demonstrar prepotência é muito, mas muito pior que demonstrar irritação e características de uma pessoa mimada, como aconteceu com Karine, a demitida.
Pelo currículo no programa, Karine não deixava dúvidas de que tinha competência suficiente para chegar ao fim de O Aprendiz 3. Ela era um doce, e firme nas decisões. Uma Yanne melhorada. Não merecia ter seu lugar na final tomado por Bia.
E as apostas, hein? Acho que Anselmo leva (a opção pelos idosos foi muito acertada, assim como a montagem de sua equipe final). Ele também é meu preferido. Na sua opinião, quem merece ser contratado(a) por Justus na próxima terça-feira?
Por Gustavo (e-mail) - 10:15 AM
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Anselmo, figurante de seriados
Essa é do Orkut: Anselmo, um dos semifinalistas de O Aprendiz 3 (falando nisso, a semifinal vai ao ar hoje!), já trabalhou como figurante em alguns seriados da tevê norte-americana. Nunca teve uma fala sequer, mas está lá, na tela. As três séries de que se têm notícia de ligação com Anselmo são 24 Horas, Commander-in-Chief e Desperate Housewives. Na primeira, ele estava ao lado do presidente Logan, no início desta quinta temporada. Na segunda, ele participou do piloto. Na última, a cena não chegou a ir ao ar, mas está nos extras do DVD recém-lançado no Brasil. Não custa lembrar que ele já morou nos Estados Unidos por um bom tempo - muito da carreira profissional dele foi feita lá.
Anselmo (ainda) não é o vencedor de O Aprendiz 3. Mas já passeou pelo mundo da fama.
Por Gustavo (e-mail) - 2:17 AM
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Mais desesperadas?
Estréia hoje, nos Estados Unidos, a terceira temporada de Desperate Housewives, pela rede ABC. E o único homem no meio desses quatro mulherões da foto acima, Marc Cherry (criador da série), prometeu que esta nova temporada será a melhor de todas. Prometou. Obviamente, ele tem alguma receita para isso. Será que as protagonistas ficarão mais unidas? Mais românticas? Ou... mais desesperadas?
Ah, e a Bree (Marcia Cross)? A gravidez da atriz será incorporada à história, conforme já foi revelado. Como será a Bree grávida, hein? Será que ela ficará grávida de gêmeos, como na vida real?
Muitas perguntas, nenhuma resposta. Tudo (ou quase tudo) virá hoje. Prometo que, assim que conferir o episódio, comento aqui.
Por Gustavo (e-mail) - 2:08 AM
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The Comeback chega ao fim
Eis que o fim de The Comeback chega ao Brasil. A série, estrelada pela ex-Friends Lisa Kudrow, não conseguiu a segunda temporada.
A HBO transmite os dois últimos episódios da série de uma vez só. Começa no horário de sempre: 23h. O último deles, Valerie Does Another Classic Leno, é considerado quase que por unanimidade o melhor episódio da série inteira. E eu concordo plenamente - sim, eu assisti por antecipação.
Semana que vem, o canal inicia a nova temporada de The Sopranos e o drama Big Love, produzido por Tom Hanks. Às 22h e às 23h, respectivamente.
Por Gustavo (e-mail) - 1:36 AM
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É hoje: Veronica Mars estréia no SBT!
É hoje! Finalmente, o SBT cumpre a promessa e estréia a cultuada Veronica Mars em sua programação. É neste domingo, às... 09h00. Da manhã. Isso desanima um pouco, né?
Mas, pelo menos, a série vai ao ar. Acredite: é alguma coisa.
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Para quem ainda não conhece, Verônica Mars (sim, com acento - é assim que o SBT vai "abrasileirar" o título da série) é uma série adolescente sobre uma garota detetive que procura a identidade do assassino de sua amiga. Essa é a premissa. O que acontece paralelamente, porém, é muito mais interessante. Aproveita!
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Essa é para quem está adiantado com a série (leia-se: viu as duas primeiras temporadas): já viu a foto de divulgação da terceira temporada de Veronica Mars? Não? Então clica aqui e vê!
Por Gustavo (e-mail) - 12:52 AM
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Vocês viram?
Eu vi! A fantasminha Nanda (Fernanda Vasconcelos) teve seu momento Ghost: acabou de aparecer para Marta (Lília Cabral), em Páginas da Vida.
Que coisa! Tem personagem que morre, mas custa a sumir...
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Deve ter sido o tempo que Vasconcelos ficou sem atuar como Nanda (e eu espero que tenha sido), mas foi quase impossível não notar que a atriz estava um tantinho desligada do papel, fora do contexto atual da novela. Não convenceu.
Você curtiu a "aparição"?
Por Gustavo (e-mail) - 9:55 PM
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Inchaço de séries policiais acaba ocultando a boa Standoff no meio da programação dos EUA
Séries policiais são muito envolventes. Claro que, presas às fórmulas, elas acabam por cansar. Por isso, ninguém pode ter lá sua cota de séries de gênero muito grande. Deve ser uma cota pequena. E boa. Se você ainda não tem a tal cota já definida, eis que surge no cenário uma nova série que pode te envolver de verdade. Estréia da Fox norte-americana e sem data de estréia para o Brasil, Standoff tem força suficiente para perdurar no ar por umas duas temporadas. Mas a sensação que fica é a de que dificilmente completará uma primeira leva de episódios.
Sim, é uma incoerência: como uma série que pode envolver o telespectador e perdurar por mais temporadas deixa a sensação de que não conseguirá completar sequer a primeira? A resposta é simples, e dura: a concorrência.
A televisão está cheia de séries policiais. Se você acha que já viu muitas, se engana: tem muito mais. Algumas delas nem chegaram ao Brasil; outras estão escondidas nas grades de programação dos canais pagos. Mas não faltam opções. Exemplos? CSI, Cold Case, Close to Home, Without a Trace, CSI: Miami, CSI: NY, Las Vegas, Law & Order: Criminal Intent e Law & Order: SVU. Nove, sem forçar a memória. E essas fazem parte do time das conhecidas. Nem queira saber o que há por dentre as entranhas das programações. Esse verdadeiro mundo de variedade é responsável por preencher a tal cota do telespectador - e, ao mesmo tempo, fixar fórmulas. Hoje, qualquer um sabe quando há obviedade no ar, quando a série vai usar o artifício das fórmulas na briga da audiência. Quase não há telespectador bobo.
Standoff chega ao ar com um elenco ótimo (Ron Livingston, a parte masculina do casal de membros do FBI, é versátil e convincente. Chega a surpreender) e uma direção de cenas realmente competente (o ritmo da série não tem dose exagerada de adrenalina, nem falta fôlego). No episódio piloto, por exemplo, há uma cena (a inicial, especificamente) que surpreende aos poucos. Começa com uma básica discussão de celulares dentro de um táxi até tornar-se um evento de cobertura televisiva. E, lá pelo fim, quando um caso está para ser resolvido, outro desenrolar surpreendente acontece.
Aliás, este último caso mostra que Standoff não é apenas entretenimento. Há uma crítica ao sistema político, à constituição da família norte-americana e à relação entre norte-americanos e terroristas. Melhor não contar nada, porque pode perder a graça das revelações sucessivas, mas eu garanto que vale a pena assistir ao piloto de Standoff. Com o tempo, o lado social é mais uma vez preso à série.
Falta a força de um CSI e as surpresas de Without a Trace. Falta, também, personagens como os de The Unit (futura estréia da Fox do Brasil). Mas Standoff tem mais méritos que deméritos. Tem lá sua força. Tem uma fórmula, mas sabe tapeá-la e surpreender dentro do possível. Há um romance central com uma pitada diferente. Tudo isso está lá, no ar. Se nos outros canais a variedade de séries policiais fosse menor, talvez Standoff tivesse vez. Ocultada pelo inchaço que transformou o gênero em um leque balofo de possibilidades, a série deve sumir do ar em breve. Tomara que dê zebra.
Existem casos em que ter força e ser envolvente não é suficiente.
Por Gustavo (e-mail) - 9:43 PM
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Terceira temporada de Grey's estréia com adiantamento para Canadá
Eis que ontem os Estados Unidos começaram a assistir a terceira temporada do drama médico Grey's Anatomy, exibido lá pela rede ABC (aqui no Brasil, pelo Sony). Dizem (eu ainda não vi, mas estou providenciando) que o episódio é simplesmente ótimo. Mais: dizem também que será praticamente impossível ver o eterno (pelo menos até ontem) líder de audiência das quintas-feiras, CSI (lá, pela CBS; aqui, pelo Sony), continuar ganhando. A concorrência com Grey's é pesada de verdade.
O Canadá também começou a assistir a terceira temporada de Grey's ontem. Mas começou pelo episódio errado: a emissora que transmite a série por lá colocou o segundo episódio antes do primeiro. Ou seja, os canadenses começaram na frente dos Estados Unidos. Quem fuçar direitinho pela internet, com vontade, pode até achar os dois episódios para desfrutar de uma vez só. Coisas que só a internet oferece.
Mas, cuidado: pode ser muita emoção para uma tragada só.
Por Gustavo (e-mail) - 2:28 PM
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Jake Weber em Madrugada dos Mortos
Olha lá o Joe de Medium no filme que a Record está passando agora!
Jake Weber está muito bem em Madrugada dos Mortos. Nunca tinha visto esse filme. Alisson DuBois deve estar orgulhosa!
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Tá vendo ele ali na foto? É o da esquerda. Pois bem, no momento em que escrevo este post, ele está bem mais sujo que ali. BEM MAIS.
Por Gustavo (e-mail) - 12:00 AM
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Para quem viu o season finale da segunda temporada de House
Os spoilers do texto estão indicados. Pode prosseguir!
E aí, viu "No Reason", o season finale de House? Curtiu?
Se for sua vontade digerir o episódio um pouquinho melhor, deixa para ler o post abaixo só amanhã!
E o tiro que o House levou, hein?
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Para quem terminar a segunda temporada de House hoje, com a exibição do season finale no Universal, já tem uma má notícia: não há data de estréia para a terceira temporada no Brasil, muito embora ela já tenha começado nos Estados Unidos. Em contrapartida, há uma boa notícia: o primeiro episódio da terceira temporada ("Meaning" é o nome) é bom. Muito bom.
Talvez tenha sido um dos meus favoritos da série. Esse season finale da segunda temporada é cultuado pela maioria. Não é que seja ruim: é apenas... bom. Como episódio rico em densidade e interpretações, sou muito mais este início da terceira temporada. A força do final do episódio é incrível.
House, o personagem, está saudável. Corre feito um condenado. Sua feito um condenado. Mata o calor com um banho em uma fonte no meio da rua. Agradece. Fica interessado de verdade pelos pacientes. Fica arrependido. Está bonzinho, até. Mas continua abusando de sarcasmo e presunção. O House de sempre continua lá. Só que ganhou uma turbinada extremamente positiva para a série. Hugh Laurie, que não é lá meu ator favorito, também dá um salto de qualidade. Acrescentar facetas a um personagem multifacetado por natureza é um troço complicado. Mais que isso: é um troço chato. E eu falo porque conheço a causa.
A trama do episódio inicial também é boa. Tem uma resolução bacana. Quase emociona. Nada, porém, bate a cena inicial, quando o paciente sofre o acidente. É um impecável trabalho de direção. E da fotografia, que também merece crédito.
Agora, atenção: o resto do post contém spoiler.
Vamos ao conteúdo do episódio.
Um senhor casado e com um filho adolescente está paralítico em uma cadeira de rodas. Naquilo que parece ser uma tentativa de suicídio, ele se joga na piscina. Mais tarde, o motivo disto é descoberto: o cérebro não conseguia realizar o equilíbrio da temperatura do corpo deste senhor. Sim, o banho de piscina era apenas um banho de piscina. Coisa de House.
O lado saudável de House soa estranho para toda a turma do hospital. Foreman e Cameron que o digam. Momentos engraçados, com House subindo ladeira e andando de skate (digo engraçados pelo fator inusitado das cenas!), vêm seguidos de gente discordando dele.
A Cuddy também está lá para fazer babar. Linda! E o choro dela, no fim, foi incrível. Aliás, o momento em que o paciente levanta da cadeira de rodas é simplesmente tocante. Cortisol salva tudo!
No final do episódio, Wilson diz uma frase inesquecível:
Só porque ele estava certo, não quer dizer que ele não estava errado.
Muito bom, o episódio. Um dos meus favoritos de House até agora.
Por Gustavo (e-mail) - 9:12 PM
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Não topou e se deu mal
Eu não poderia deixar de comentar o Topa ou Não Topa de ontem. Seria injusto.
Incrível como alguém deixa passar a chance de ganhar mais de R$ 240 mil para tentar R$ 1 milhão e, na chance seguinte, põe tudo a perder - sim, ela tirou a maleta-mor! Custava ter topado a proposta do banqueiro? A ganância faz parte do ser humano, muito embora ela venha maquiada como sonhos e desejos de infância. Agora, perder uma bolada para ficar, no final, com R$10 é mais azar que resultado de ganância.
Veja você: no fim, sobraram maletas com R$10 e R$50. E a participante foi na de R$10! É possível uma coisa dessas? Posso estar enganado, mas creio que este foi o valor mais baixo que alguém já tirou na história do Topa ou Não Topa. E a ela, a única pessoa cujas expressões faciais não mudaram absolutamente nada com o fracasso no game show. Deve ter sido a força do azar.
***
Imediatamente após o fim do programa, corri para o site do SBT e me inscrevi no programa. Olha, é até vergonhoso, eu sei. Mas vai que dá zebra, eu sou sorteado para participar, corro para o SBT e recebo uma quantia razoável? Pelo menos, não custa nada.
E você, já se inscreveu? Não? Mas deve estar querendo, né? Corre e se increve, clicando aqui!
Por Gustavo (e-mail) - 6:38 PM
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The Class toca na saudade que todos os telespectadores têm da infância escolar
David Crane não tem um currículo maravilhoso. Tudo bem, ele é um dos criadores de Friends, e isto é bastante para um homem da tevê. Mas, excetuando-se a série dos amigos, qual outra sobra? Joey, talvez. E só. Pois bem, eis que Crane pode, finalmente, colocar mais uma série louvável em seu currículo. The Class, criação sua e recente estréia do fall season norte-americano (futuro lançamento da Warner brasileira), tem potencial para sobreviver temporadas e temporadas. Está repleta de atores bacanas. E o que mais importa: é divertidíssima.
Tocando na veia sentimental de qualquer um que guarda com carinho lembranças da infância escolar, a série mostra um reencontro de alunos da terceira série que há tempos não se viam. Quem organiza tudo é Ethan (Jason Ritter), um rapaz extremamente apaixonado por sua noiva da época da escola. Com o intuito de comemorar os vinte anos de casado, ele chama todos os seus colegas de classe da época da terceira série. O início do piloto de The Class mostra Ethan ligando para esses colegas, numa seqüência hilária. Quando o tal encontro se materializa, todos querem imediatamente saber do presente dos colegas do passado. Menos a noiva de Ethan, que, irritada, briga com ele na frente dos convidados.
É uma saída um tanto dramática para uma sitcom razoavelmente tradicional (e de meia-hora). Aliás, todo o final do piloto aposta no lado tocante da comédia, no piegas (ainda que não soe sentimentalismo barato) e, principalmente, no carinho que nós, telespectadores, já estaríamos sentindo pelos personagens. E a verdade é que fica praticamente impossível não se apaixonar por todas as figuras de The Class. Quando o fim do piloto mostra o resultado da idéia de Ethan, com as reações dos convidados, parece que também estávamos lá na turma da terceira série de todos eles. Ninguém seria capaz de negar um próximo episódio da série.
Acontece, portanto, um elo entre telespectador e The Class. Já de início, não há hesitação em gostar da série. É um potencial que pouquíssimas séries têm. Friends tinha essa ligação com o público. Ninguém conseguia ser apenas telespectador - a grande maioria era realmente fã da série. Podemos estar diante de um mesmo fenômeno.
E de novas revelações, também: no meio de tantos atores competentes, mas de pouca expressão, não é possível que não haja uma nova Jennifer Aniston. Já dá para ir procurando um novo Brad Pitt.
Por Gustavo (e-mail) - 4:36 PM
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Tempo de Páginas da Vida passa alheio à realidade
Escrever uma telenovela exige do autor uma dedicação total. São praticamente sessenta páginas escritas por dia. Há toda uma pressão por trás da realização da obra. Há gente dependendo do que sair da cabeça daquele autor. Para facilitar o trabalho, alguns deles arranjam atalhos, para o trabalho não ser tão árduo. Um desses atalhos é a redundância: a trama nunca sai do lugar. Outro atalho, e esse muito mais comum do que se imagina, é a criação de tramas e mais tramas, personagens e mais personagens, tudo para ocupar tempo. Emprega bastante gente, mas todo telespectador sente na pele (ou na visão) o cansaço que esse excesso dá.
Há um outro atalho, muito pouco comum, e que anda sendo utilizado por Manoel Carlos, autor de Páginas da Vida, a novela das oito da Globo. Ele dita uma regra simples, e que contraria as teses atuais de cientistas renomados: o dia está ficando mais longo.
Claro que como a série 24 Horas (Fox e Globo), não há: cada episódio significa a uma hora na vida do protagonista. Páginas da Vida não chega a este extremo, mas, ainda assim, exagera nas dimensões de dia e noite: passam-se capítulos e capítulos, e o relógio não anda no mesmo ritmo dos personagens. Como exemplo, basta pegar a discussão que Carmem (Natália do Vale) teve com sua filha Marina (Marjorie Estiano). Ela começou no final do capítulo de segunda-feira, durou o capítulo de terça inteirinho e só terminou com a chegada de Carmem na Casa de Cultura, logo após a discussão, no meio do capítulo desta última quarta - a mesma roupa nos três capítulos. E o final do capítulo de segunda-feira e os capítulos de terça e quarta-feira inteiros foram apenas uma manhã! Quer a prova? Outra cena do capítulo desta quarta-feira, em que Lívia (Ana Furtado) convida Isabel (Viviane Pasmanter) para um café-da-manhã.
Mas este não é um caso isolado. Desde que Páginas da Vida deu um salto de cinco anos, tudo anda mais lento. Manhãs duram dois, três capítulos, tardes e noites seguem a mesma linha. Quando se vê, os seis capítulos que têm uma semana significaram, cronologicamente, apenas dois dias. Motivos para essa lentidão são inúmeros: o excesso de personagens, e a necessidade de desenvolver trama por trama, talvez seja o mais plausível. Outro deles é a falta de vilões marcantes, ou antagonistas relevantes. A Marta (Lília Cabral) que o tempo deteriorou, como debatido em coluna anterior, se fosse a mesma de antes, talvez desse um ritmo mais forte ao enredo de Páginas da Vida. As páginas pedem pressa e ritmo.
Pode ser outro motivo, também. O relógio de Manoel Carlos pode simplesmente não estar batendo com o nosso. No processo árduo, o autor pode estar desenvolvendo a trama de sua telenovela ao bel prazer, ignorando as leis da Física. E, no processo, ignora também as leis da boa Teledramaturgia, onde não passar ao largo da realidade de horários do telespectador é algo primordial. Os jornais e revistas que noticiam os próximos acontecimentos de Páginas da Vida estão mais rápidos que a própria novela. E mais interessantes, também.
Por Gustavo (e-mail) - 10:36 PM
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O Pilot de Dawson's. Pela segunda vez
Não sou fã do Pilot de Dawson's Creek. Sou fã, isso sim, da série inteira. Mas tenho uma incômoda aversão ao pontapé daquela que é uma das minhas séries teen prediletas.
Falta amadurecimento ao texto, aos atores, ao comando das cenas. Há uma artificialidade no ar que fez com que muitos tivessem uma opinião definitiva sobre a série, mesmo sem tê-la assistido inteira. Ainda nesta primeira temporada, tudo melhora. Lá pelo quinto episódio, provavelmente, é que comecei a amar a série.
Por esse certo desgosto com o Pilot, só o assisti uma vez. Eis que acabo de vê-lo pela segunda vez, nesta estréia da série na Record.
Nada mudou. Continuo não gostando do episódio, muito embora tenha tido uma impressão muito boa da dublagem brasileira - que ouvi pela primeira vez agora há pouco. A única coisa que percebi foi que, mesmo não gostando do Pilot, Dawson's Creek ainda tem minha admiração. Porque fanatismo, após fixado, dificilmente vai embora.
Minha adoração por Dawson's parece eterna.
***
Uma explicação para a foto do post: Michelle Williams e Katie Holmes mudaram alguns conceitos meus com o tempo. Antes, achava Michelle a mais bonita e Katie, a melhor atriz. Hoje, é o contrário: Michelle é uma atriz mais madura, e Katie, a mais bonita. Quem diria!
Por Gustavo (e-mail) - 7:00 PM
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Trump e Shalhoub

Donald Trump e Tony Shalhoub voltam para a sua tevê em menos de uma semana
Duas boas notícias: The Apprentice e Monk estão voltando!
Já neste domingo (24/9), às 20h, o assinante do Universal Channel terá acesso à nova temporada de Monk, série protagonizada pelo vencedor do Emmy deste ano, Tony Shalhoub (por este papel, mesmo). Em sua quinta temporada, a série continua apostando em mistério e comédia. E, claro, na presença impagável de Tony Shalhoub!
E, na terça-feira da semana que vem (26/9), é a vez de Donald Trump retornar. The Apprentice estréia sua quarta temporada no People + Arts, às 22h. Particularmente, esta quarta temporada é (junto com a primeira, claro! Tá achando que eu ia abandonar a Omarosa, é?) a minha favorita. Ainda que a contratação final seja de deixar qualquer um com ódio de Trump - e do(a) participante contratado(a), por motivos que vocês vão descobrir em breve -, vale a pena assistir.
Por Gustavo (e-mail) - 5:20 PM
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Nip/Tuck: O adeus de Ava
E ela apareceu pela última vez. Ava, até o último episódio de Nip/Tuck (Fox, terças, 22h) nos Estados Unidos, não deu as caras novamente. É um adeus desta travesti sexy.
Ava não poderia ter dado um adeus melhor: as cenas que sua mera existência provocou foram de um bem inimaginável para a série. Após um primeiro episódio da temporada morno, finalmente temos um com ritmo melhor, mais empenho, mais densidade. Ainda faltam ajustes básicos, tirar um clichê aqui ou acolá, mas Nip/Tuck já foge direitinho da fórmula que a própria forma de nomear cada episódio originou. Voltou para os trilhos, neste segundo episódio da terceira temporada.
Uma das melhores seqüências em todos os aspectos das três temporadas de Nip/Tuck, aquela correria final criou um contraste interessantíssimo, profundo. Cada um estava ali pagando pelo próprio passado. Matt é uma figura ambígua, e merecia estar ali. Quando ele entrou no bar, conversou com o "fantasma" de Ava e, em uma troca de olhares, chamou a atenção de um travesti, logo imaginei que alguma coisa boa ia sair dali. Saiu uma cena fortíssima, de espancamento. Não foi ousada, como a série propõe ser. Mas serviu direitinho. Uma pretensão a mais poderia estragar o momento.
Ah, e claro que Ava não poderia ter tido uma saída mais glamurosa. Adeus.
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Alguém mais achou a trama da gorila Kiki super envolvente? Pôxa, bota potencial dramático nela, hein? Pena que a personagem, em si, apareceu apenas alguns segundos. Queria ter conhecido Kiki um pouquinho mais.
Por Gustavo (e-mail) - 11:46 PM
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O Aprendiz 3: Yanne demitida!
Eu gosto e torço para Bia, neste O Aprendiz 3. Mas, honestamente, hoje eu queria tanto que Yanne tivesse ficado! Em especial nesta sala de reuniões, ela mostrou que tem, sim, poder de reação, não fica estática ao comentário alheio e que pode ser agressiva - algo que ainda hoje ela considerou negativo.
Fosse em qualquer outra prova, a saída de Bia me deixaria chateado. Hoje, porém, sua permanência me deixou irritado. Era Yanne quem merecia ter continuado.
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Duas coisas:
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Duas perguntas:
Por Gustavo (e-mail) - 9:19 PM
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Record estréia Dawson's Creek
Estréia amanhã (quarta-feira), na Record, a série Dawson's Creek - sim, desde a primeira temporada. E é para entrar na grade e ser transmitida de segunda a sexta. Pode comemorar!
Romântica, adolescente, envolvente, Dawson's Creek é tudo! Quem ainda não conhece, pode ficar de olho no horário: 17h30. Quem já conhece, sabe: ver Dawson's nunca cansa. E é na Record, não no SBT, o que garante uma certa firmeza na permanência da série na grade de programação da emissora. Imperdível. Ainda mais porque você vai saber como a Katie Holmes era normal antes de ingressar na Cientologia.
Palavra de fã - e pode confiar, mesmo que isso signifique uma perca na credibilidade do post!
Por Gustavo (e-mail) - 5:43 PM
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Grazi não será boazinha
Para aqueles que estavam achando muito cômodo o papel de boazinha para a ex-BBB Grazi, na novela Páginas da Vida, eis a notícia que o jornal Agora divulgou nesta terça-feira: Grazi vai se revelar má na novela.
E agora, ainda há quem ache fácil o papel de Thelma? Ou todo mundo mudou de lado? Seria Thelma uma nova Érica (Letícia Birkheuer, em Belíssima)?
Resta saber quando o desenrolar prometido, em que Thelma manipulará Jorge (Thiago Lacerda), numa espécie de "golpe da barriga", acontecerá.
Por Gustavo (e-mail) - 5:16 PM
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Grazi (finalmente) debuta em Páginas da Vida
Curtiu a estréia da ex-BBB Grazi em Páginas da Vida? Demorou, mas aconteceu.
Não vou dizer nada em definitivo, mas essa interpretação inicial me fez lembrar de quando eu comecei o curso de teatro. Grazi parece seguir à risca o que o instrutor a disse: crie uma voz diferente, uma postura diferente, um tique característico do personagem. Ela faz tudo isto, para criar uma identidade própria da personagem. Agora, se a interpretação é boa ou não, só com o que vem a seguir: é com a compreensão da personagem que o ator, no início, acerta ou não. Com o tempo, a caracterização vem involuntariamente. No início, porém, eu repito que é preciso compreender a personagem para não derrapar.
Se Grazi entender qual é a de Thelma, ela pode ir muito bem. Grande parte dos atores do mega-núcleo de Tide (Tarcísio Meira) são bons. E companheiros bons sempre são uma ajuda e tanto.
A princípio, Grazi não tem muito com o que se preocupar. Tive uma primeira impressão muito positiva dela.
E do garotinho também! Mas esse nem de longe está estreando.
Por Gustavo (e-mail) - 10:50 PM
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Presentes televisivos
Hoje é meu aniversário.
Todo ano, ganho "presentes televisivos". Ano passado, ganhei o box de DVDs de CSI. E tinha amado!
Esse ano, a cota foi maior. Ganhei o DVD de Grey's Anatomy e o de House. Agora, acabo de ganhar o box de JK. E a minha cota de "presentes televisivos" deste ano acaba de se esgostar.
Por Gustavo (e-mail) - 3:23 PM
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Happy Hour
A Fox norte-americana lançou, neste fall season (a temporada de outono, onde entram as novas séries e onde as outras voltam com novas temporadas), duas comédias: 'Til Death e Happy Hour. Aqui no blog, a resenha da primeira já foi publicada. Já quanto a segunda, nenhuma resenha foi publicada - e há dois motivos para isto.
O primeiro é que a série muito dificilmente terá algum futuro. Não deve nem conquistar a primeira temporada completa. E isso não se deve principalmente à audiência, não: a série não tem um personagem de carisma, um ator que atinja um bom tempo de comédia, uma piada bem resolvida ou engraçada e, claro, nada novo. Como se não bastasse isto, a audiência também não ajuda: a estréia teve um público pífio que, esperto, pulou fora nos primeiros minutos.
Não era para menos: a história de um rapaz que é dispensado pela namorada após mudar de cidade justo por ela, e é obrigado a arranjar vaga na casa de um desconhecido para morar, é muito óbvia. O desenrolar amoroso da história deste protagonista é empurrado sem o menor interesse por claques que certamente não estão achando a menor graça naquilo.
Mas eu falei que dois motivos contribuíram para a não-publicação de uma resenha sobre Happy Hour, lembra? O segundo é que os dois criadores da série têm ligação com That '70s Show. Um deles foi produtor. O outro, roteirista de alguns episódios. Pois bem, a série sobre os anos 70 foi a única coisa boa do (curto) currículo de ambos os criadores. Não dá para acreditar que será com Happy Hour que eles vão finalmente engrenar, dá?
Ah, os críticos norte-americanos inventaram um trocadilho esperto para adjetivar Happy Hour: "Uma hora nada feliz", dizem eles. Bem, a série não tem uma hora de duração (apenas meia). Mas, de fato, não é nada feliz.
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Happy Hour não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 2:09 PM
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Lukas vence Rock Star: Supernova
Este que vos escreve acompanhou o Rock Star: Supernova em surdina. Nunca comentou o que acontecia no programa. Aliás, eu nunca fui telespectador fiel do reality: não assisti a todos os episódios do programa, tampouco votei, que é o que muito importa. Não votei nem mesmo na final, o que eu considero imperdoável. Mas, se votasse, seria em Magni.
Ele era meu favorito, tinha uma voz bacana e uma presença de palco praticamente impecável. Ele não me conquistou desde o início, e sim desde de sua performance em "Starman". Antes disso, eu não sabia para quem torcer ou votar - todos pareciam muito estranhos para mim. Magni ter ficado em quarto lugar nesse season finale foi um choque. De supetão, fiquei sem reação. Foi estranho.
Imediatamente, comecei a torcer para Dilana. Quando ela disse que "Lucas é fenomenal, Toby é incrível, mas eu sou a pessoa certa", meu coração não teve dúvidas quanto a minha nova favorita. Ela, pelo menos, não ficou em terceiro - lugar do divertido (e alto!) Toby.
Só que ficou em segundo. Pena. O primeiro lugar, o canadense Lukas, é uma figura subversiva e passava um certo ar arrogante. Não era um cantor espetacular. Não tinha um carisma arrebatador. Mas sua porção gótica certamente foi fator primordial na decisão. Ali, após a divulgação do resultado, com a Supernova cantando, deu para perceber que, entre ele e Dilana, talvez fosse realmente Lukas quem mais combinasse com o rock da banda. Vai funcionar na tour, imagino.
E o programa, além de modorrento neste season finale, ainda terminou a temporada sem bater aquele que era seu maior desafio desde Rock Star: INXS: deixar de ter um público definido. Ainda não conseguiu ampliar o público, se fixar como produto para todos os tipos de telespectadores.
Quer prova maior para isso que o momento "Brooke, acho que você está prestes a celebrar um casamento gótico entre Lukas e Dilana!"? Ali estava a consagração do mundinho fechado em que se passou o programa.
Por Gustavo (e-mail) - 11:54 PM
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Season finale de Earl: "A velhinha do karma!"
Eis a questão: amar ou odiar a "velhinha do karma"? Não ria da minha pergunta: o season finale de My Name is Earl provou que ela tem poder!
Ela, indiretamente, fez do item número um da lista de Earl (aquela que ele criou para vencer o karma) um dos mais complicados. E um dos mais divertidos. Detalhar toda a situação, desde a descoberta da identidade de quem teria sido roubado por Earl até este receber o dinheiro da raspadinha de volta, minimizaria toda uma situação hilária e bem desenvolvida pela série. O que ocorreu neste meio tempo, também: os piercings, a inscrição de Joy no concurso artístico, tudo foi engraçado demais para caber em poucas linhas. Já que não houve O Aprendiz neste domingo, eu me demito desta função. Se quiser, veja a reprise do season finale (segunda-feira, FX, 22h)!
A próxima temporada de My Name is Earl ainda não tem data de estréia para o Brasil, mas, para os mais afoitos, já tem data de estréia para os Estados Unidos: esta semana! E, além da data, tem também um desafio: continuar a explorar uma fórmula riquíssima que a própria série criou. Basta não empacar com o sucesso e não continuar com os mesmos desenvolvimentos de narrativa. Basta continuar a honrar o público.
Ora, faça coisas boas e coisas boas acontecerão a você, já diz a lei do karma. Quem sabe (eu espero!) alguns Emmys não estão a caminho? Será uma questão de não desrespeitar o karma. Nem a velhinha do karma!
Por Gustavo (e-mail) - 9:59 PM
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Recapitulando O Aprendiz 3
Ah, não! Pra quê recapitular O Aprendiz 3 em um momento tão importante como esse? O programa não precisava quebrar o ótimo ritmo que os episódios anteriores vinham mantendo. Definitivamente.
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Será que Justus vai aproveitar a pausa para vender seu livro?
Por Gustavo (e-mail) - 8:11 PM
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Domingo Legal estréia novo cenário hoje
Estréia hoje o novo cenário do Domingo Legal. Após uma expectativa que o próprio SBT criou com o tempo, o programa de Gugu inaugura um novo palco cujo grande objetivo é o aumento da interatividade (do público presente no estúdio com Gugu e os convidados).
Uma das poucas coisas que se pode adiantar, segundo o próprio site oficial do SBT antecipa, é que ele será em formato de arena e as cores serão amarelo, azul e branco.
Até o final do ano, novos quadros serão introduzidos ao programa. E eles só serão possíveis graças ao novo cenário. Nomes de três deles já foram adiantados: "Devo, não nego, pago se puder", "Quero ser ator" e "Labirinto do Uga-Uga".
O Domingo Legal vai ao ar hoje, no SBT, às 17h.
Por Gustavo (e-mail) - 12:18 PM
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Hoje, na sua tevê paga...
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E tem um episódio decisivo da reta final de O Aprendiz 3 (P+A, 20h; Record, 22h30). Ok, não é destaque. Mas é imperdível!
Por Gustavo (e-mail) - 12:00 PM
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Futuros desejos
Abaixo, os nossos futuros desejos (com certeza!). Todos esses DVDs ainda não lançaram, mas já estão em pré-venda no Submarino. Eu quero todos!





Qual você mais quer ter?
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Só uma coisa: foi só eu ou mais alguém achou estranho Invasion ser lançada em DVD?
Por Gustavo (e-mail) - 1:28 AM
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Cadê Grazi?
Ué, Páginas da Vida terminou sem a entrada da ex-BBB Grazi na trama, como Thelma. Mas era isso que o site da novela anunciava aqui!
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Os momentos de Bira na novela estão cada vez melhores, né? A trama deste personagem começa a ir além dos limites do alcoolismo e já contagia todos ao redor dele. Todas as seqüências que envolveram o personagem hoje (incluindo o barraco) foram boas - não necessariamente por ele, mas pelo conteúdo de sua trama. E Marina também está cada vez melhor.
Em Páginas da Vida, isso é raro.
Por Gustavo (e-mail) - 10:29 PM
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Só Brad Garrett faz machismo de 'Til Death passar em branco
A primeira cena de 'Til Death mostra crianças dizendo qual seria o par perfeito para o casamento. Um garoto diz que gostaria de casar com uma mulher negra; outro diz que deseja uma escoteira para ser sua companheira; finalizando, uma menina diz que gostaria de casar com um advogado, sob o argumento de "eu seria rica". É a introdução perfeita para o contraste que vem logo a seguir, quando somos apresentados aos quatro protagonistas da série. São dois casais vizinhos que vivem diferentemente: o primeiro, Eddie & Joy, vivem há mais tempo (o letreiro faz questão de indicar a quantidade de dias) e sem o fervor da paixão; já o segundo, Jeff & Steph, estão casados há doze dias (como o letreiro também indica) e ainda deslumbrados com as possibilidades deste novo estado civil. Mas sem os sonhos das crianças dos depoimentos.
Aos poucos, porém, a série vai colocando as duas mulheres para escanteio e fixando Eddie e Jeff como os destaques. As melhores piadas desta sitcom de meia-hora vêm deles, assim como as melhores interpretações também estão ali. Trabalhando em um mesmo lugar (uma escola), Eddie (professor de História) e Jeff (vice-diretor) criam uma relação de vizinhos amigos, mas sem cumplicidade palpável. Eddie, por exemplo, não perde a chance de sacanear Jeff quanto ao sobrenome deste (Woodcock, que em uma tradução ficaria algo como "pau de madeira"). E Jeff também não deixa de tirar sarro do amigo quanto às diferenças de seus casamentos.
Essa opção de ser uma série machista pode ser um perigo para 'Til Death. O público feminino é importante para manter qualquer série no ar, e as mulheres da série não são necessariamente respeitadas. Tratadas como objetos de uma sala de estar, Joy e Steph aparentam bobeira e submissão nas poucas aparições ou momentos que têm. Sempre deixam claro o quão manipuláveis são. Pode ser que, com o tempo, os roteiristas desgastem os personagens masculinos e elevem os femininos. Mas tirar a essência da série soa como uma incoerência perigosa. Não é tão simples assim.
Mas o machismo de 'Til Death até é justificável quando o telespectador percebe qual é o verdadeiro objetivo da série: ser um palco para Brad Garrett. Um dos atores mais bacanas da premiada e cultuada Everybody Loves Raymond (era Robert, o irmão de Raymond), o Eddie da série tem o tom de voz correto, a postura ideal e o tempo de comédia simplesmente perfeito. Ele é um ótimo ator que não poderia sumir com o fim de Raymond. Como holofote para Garrett, alguns problemas de texto de 'Til Death até podem ser perdoados. Os clichês quase passam em branco. Garrett realmente merece o holofote "até a morte", como sugere o título da série.
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'Til Death é uma estréia da Fox norte-americana para o fall season de 2006. Ainda não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 6:08 PM
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A Nova das Oito
Acabou. E a vencedora do "A Nova das Oito" (do Caldeirão do Huck) foi essa moça da esquerda na foto, Renata Ricci. Acompanhei o concurso praticamente inteiro, o que certamente me permite dizer que Renata e Vanessa, as duas que ficaram para o final, eram as melhores. Claro que ainda falta muito a desenvolver - mais a tirar do que a colocar, já que o exagero anda alto para as duas. Talvez, pessoalmente, a minha preferência fosse por Vanessa, mas Renata ganhou pelo carisma real e porque, como Jayme Monjardim disse, antes da decisão, se encaixa melhor na personagem que interpretará. Veremos se a decisão foi correta apenas quando a nova atriz de Páginas da Vida estrear na trama.
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No concurso anterior, a moça que ganhou interpretou apenas em América - que era o prêmio - e nada mais. A segunda colocada, porém, agora é amiga do filho de Marta (Lília Cabral) e do personagem de Duda Nagle, em Páginas da Vida. Ou seja, para Vanessa, aparentemente, não há muito motivo para o desânimo.
Por Gustavo (e-mail) - 4:05 PM
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Senta que lá vem a segunda temporada de The Closer
Quase que eu esqueço de avisar!
A segunda temporada de The Closer estréia daqui a pouco, na TNT, às 15h00. Para quem não conhece, trata-se de uma série policial cujo grande trunfo é justamente a presença da premiadíssima Kyra Sedwick como protagonista. Não é uma série perfeita perfeita, mas vale a pena. Até porque, no horário em que está, praticamente não há concorrência.
Aliás, que horário, hein?
Por Gustavo (e-mail) - 2:15 PM
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Páginas da Vida: Diogo & Helena
Tá curtindo o casal Marcos Paulo & Regina Duarte?
Eles existem desde o primeiro capítulo de Páginas da Vida, mas só se materializaram ontem, com o encontro. A consumação foi hoje, com o beijo. Aliás, que beijos, hein? Faltou a química. O casal, na primeira incursão presente na trama, já não convenceu e não cativou. O contraste do beijo com José Mayer, no AMA, foi bem interessante, porque provou que ele e Regina formam um casal bem mais interessante. Só que esse casal só é mais interessante por causa dele. O Greg é muito bacana e bem caracterizado. Tanto é que ele e Carmem são divertidos com densidade. Adoro.
Mas, como todo mundo sabe, a idéia é que Diogo e Helena fiquem juntos no final. É um romance que sobreviveu ao tempo, que tem o favorecimento adocicado do texto e atores que o público, mesmo que não haja química, ama. Tomara que o casal melhore.
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Aliás, aproveitando o gancho com Diogo, vou voltar ao capítulo de ontem, na chegada ao Rio de Janeiro. Lembra do momento quase silencioso (apenas um instrumental baixinho no fundo) em que ele, dentro do táxi, olha para o menino afro-descendente e pobre, pedindo esmola no semáforo, e tem uma lembrança dos garotos iguais da África?
Pois bem, eu espero que não, mas pode ser indício de que o personagem dele vai discursar quanto a isto. Que o Diogo vai tentar apontar que nós não estamos tão distantes dos nossos irmãos africanos, ainda que, socialmente, não seja bem assim. E, como Marcos Paulo gravou na África e já deu entrevistas para mostrar que ficou com as imagens da pobreza de lá cravadas na cabeça, eu espero que se explique, automaticamente, o porquê de sua reação emocionada/indignada ter sido tão artificial - ele sabe que não fazia sentido essa relação. Ficou uma cena perdida, sem idéia ou direção.
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Amanhã tem a entrada da ex-BBB Grazi em Páginas! Será que ela vai funcionar? Será que vai conquistar mais que Christine Fernandes? Dúvidas, dúvidas, dúvidas.
Por Gustavo (e-mail) - 10:15 PM
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Mudanças
Quem é leitor do blog deve estar estranhando: o alinhamento dos posts mudou. E eu estou fazendo isso porque as reclamações que tenho recebido por e-mail do alinhamento anterior, que levava cada linha até o fim, estavam realmente grandes. Espero que a mudança agrade.
Se não funcionar, voltamos em breve ao jeito anterior, ok?
Por Gustavo (e-mail) - 4:37 PM
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Mini-resenha: The Bedford Diaries
Se soubesse dosar o drama e o erotismo com um pouco mais de competência, direcionamento e ritmo, é bem provável que The Bedford Diaries ganhasse a primeira temporada completa e conquistasse alguns fãs. Talvez até fosse chamada de "Segundas Intenções da tevê", já que muita coisa lembra o filme adolescente-erótico com Reese Witherspoon e Sarah Michelle Gellar - quem sabe não foi a inspiração da série? Mas falta muito para isso. Coisas simples, como diálogos mais densos, atores mais empenhados e personagens com mais de uma faceta, já resolveriam bastante.
Posso estar bastante enganado, caso os episódios seguintes provem o contrário, mas foi puro desleixo da própria Bedford Diaries que a cortou no oitavo episódio.
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The Bedford Diaries, Warner Channel, quartas-feiras, 21h.
Por Gustavo (e-mail) - 7:13 PM
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O Senhor da Guerra e Tudo a Ver
A novela que a Record pretende estrear em breve, no horário das 21h, se chama Vidas Opostas. É do Tiago Santiago, terá a Lavínia Vlasak e tal. Mas, antes de ter o nome atual, era O Senhor da Guerra.
Adivinha só qual é o nome do filme que a Record acaba de anunciar? Sim, O Senhor da Guerra. E a aposta que a emissora tem no filme é tão grande que a mesma propaganda passou duas vezes seguida. Vai ao ar no domingo, às 20h30.
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E neste sábado o Tudo a Ver debuta nas tardes da Record. Vai passar antes de O Melhor do Brasil, com Márcio Garcia, lá por 14h. O horário costumeiro noturno do programa no sábado, das 22h15, não será alterado.
A inclusão do programa nas tardes de sábado é resultado de boa audiência, segundo a emissora.
Por Gustavo (e-mail) - 5:41 PM
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Supernova não poderá se chamar Supernova
Até segunda ordem, a banda Supernova, do reality Rockstar: Supernova, não poderá mais se chamar Supernova. É que já existe uma banda (americana, por sinal) com esse nome, desde 1991, com três discos gravados. A CBS, emissora que transmitiu o programa nos Estados Unidos, e a Mark Burnett Productions, criadora do show, vão recorrer da decisão judicial. Veja mais aqui.
Agora, chamando Supernova ou não, a tour (que começa em breve) ocorrerá de qualquer maneira. Nada será afetado.
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A final do reality foi ao ar ontem, nos Estados Unidos. Se você acompanha apenas pelo People + Arts e foge de spoilers, o resultado só lhe será revelado no domingo. Mas, se você não faz a menor questão de fugir de spoilers, pode descobrir o nome do(a) vencedor(a) em qualquer site norte-americano.
Para facilitar, eu coloco o nome do(a) vencedor(a) nos comentários. Portanto, se você quiser continuar longe da revelação, não entre nos comentários deste post, ok? E cuidado!
Por Gustavo (e-mail) - 4:59 PM
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ANTM: "Meu segredo é que eu durmo de luz acesa!"
Pronto. Eis que foi ao ar um dos episódios mais engraçados de America's Next Top Model (olha, eu acho até que foi o mais engraçado!). Alcoolismo, ódio, traição... tudo rendendo brigas. As aspirantes a Top Model estavam com a corda toda. Deu para rir bastante, não?
A única coisa é que um episódio como esse não merecia uma eliminação tão sem graça, como a da Coryn (para mim, uma mulher linda). O programa não deve passar ao largo dos próprios conflitos internos. As relações pessoais de um reality show, às vezes, têm todo o direito de influenciar no resultado - mesmo que a avaliação parta de um júri.
Ora, não seria mais interessante demitir um dos extremos do programa, como a alcoólatra ou a traíra? Será que isso é considerado personalidade? De qualquer maneira, mesmo sendo antipática ao quadrado, Lisa já ganhou minha simpatia. O que foi aquele momento inesquecível dela com as bolhas da banheira (foto)?
Pelo menos ela não dorme de luz acesa e diz que dorme - hein, dona Jayla?
Por Gustavo (e-mail) - 4:37 PM
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Precisa dizer alguma coisa?
Não, não precisa dizer nada. A foto fala por si.
E a diversão tem nome, local, data e hora: Dercy e Carlos Alberto vão se encontrar e trocar um selinho no A Praça é Nossa, do SBT, amanhã (quinta-feira), às 22h15.
O programa não é a melhor coisa da televisão - definitivamente. Mas todo mundo sabe: tem Dercy, tem programa imperdível.
Por Gustavo (e-mail) - 6:12 PM
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Estréia de hoje: The Bedford Diaries, da Warner
Estréia hoje, na Warner, às 21h, a série The Bedford Diaries, da extinta Warner norte-americana. A série chega ao Brasil cancelada, com apenas oito episódios na bagagem. Vai encarar?
A premissa básica é contar a vida (especialmente a sexual) de seis estudantes específicos da Universidade da Cidade de Nova York. Mas não conto mais que isso. A série é curta, e cada recurso preservado pode significar um fanatismo passageiro por essa tal The Bedford Diaries.
Por Gustavo (e-mail) - 4:04 PM
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Ex-Aprendiz não será mais processado pela Record
Em entrevista ao site Estrelando, do UOL, a Record fez questão de desmentir a notícia publicada pelo colunista Ricardo Feltrin no início da semana, que afirmava com veemência a existência de um processo da emissora contra o ex-participante de O Aprendiz 3, Peter Collins.
Segundo a emissora, a entrevista que Peter deu ao jornal carioca Extra garantiu a ele uma advertência. O processo só entrará em andamento caso o ex-participante descumpra novamente a cláusula contratual.
Ou seja, Peter continua demitido. Mas, pelo menos, não está sendo processado.
Por Gustavo (e-mail) - 3:49 PM
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Retorno de Nip/Tuck e o brasileiro Bruno Campos
Começou cambaleando esta terceira temporada de Nip/Tuck, não? Faltaram cenas realmente marcantes, diálogos ágeis, ritmo bom. Talvez até fosse um episódio aceitável em meio de temporada, se os antecessores cumprissem com louvou a promessa de inovação da série - que é reforçada com um mistério. Mas não. Era um início de temporada. Desanima o telespectador, mas vários outros episódios desta temporada ainda estão por vir. Dá tempo de sobra de reverter a situação. E até de conquistar novos fãs.
Desde que, é claro, o ritmo volte a ser bom, os diálogos ganhem mais densidade e instiguem mais, além, é claro, da paixão dos atores. Falta, no olhar de cada um deles, aquele fator X que nos faz acompanhar tantas outras séries razoáveis, mas com atores envolventes.
A história do episódio, da senhora obesa que estava há três anos na mesma poltrona, sentada sobre os próprios dejetos, tinha potencial. Só que foi mal aproveitada pelo roteiro. E muito potencial estava lá, na atriz que fez a tal Momma. Mesmo o marido da personagem, no pouco que apareceu, foi bem. Os dois poderiam ter contagiado os atores fixos da trama. Boas interpretações dão mais liberdade para narrativa, e menor necessidade de apostar em nudez, como ocorreu - em uma seqüência que eu não preciso sequer dizer o quão desnecessária foi.
Ah, tem o Bruno Campos! É a primeira vez que o vejo na série - perdi a única participação que ele fez na segunda temporada. Rapaz, não é que ele está atuando direitinho? Tudo bem, foi apenas um instante de interpretação. Ainda não dá para dizer nada definitivo sobre ele, mas a caracterização, a princípio, é convincente. E o inglês é melhor que o da Sonia Braga em Sex and the City e em Ghost Whisperer - sim, eu sei, a comparação é injusta, mas não resisti.
Por Gustavo (e-mail) - 12:01 AM
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O Aprendiz 3: Paulinha demitida!
Ah, a Paulinha não! Todo mundo, menos ela!
Será que foi tudo culpa da Yanne? Dizer que preferia prosseguir no jogo com a Bia foi ridículo. Pôxa, todo mundo está vendo a relação de ódio entre as duas, e ela diz que a demitida deveria ser a Paulinha? Bola fora, dona Yanne. De qualquer maneira, a demissão de Paulinha foi lamentável: ela era a minha favorita e a minha aposta para ganhar este O Aprendiz 3. Mas eu tinha que ter lembrado de uma coisa: antes de ser uma entrevista de emprego, é um programa. E, para o programa, a permanência de Bia e Yanne rende muito mais que quase tudo que há lá. Bastaria haver uma sala de reunião com o trio para a demissão acontecer. Pena.
E, aparentemente, era a dona Bia que merecia a demissão. Ora, ela ficou sorrindo na entrada da tal pizzaria como recepcionista, mostrou-se submissa e, como sempre, continuou implicando com Yanne - por sinal, a líder, e outra que foi mal na prova. Sabe qual seria a forma infalível de ir bem nesta famosa prova da administração de restaurante aos olhos do Justus? Aplicando o tal endomarketing da prova anterior. Ia ser irremediável e incontestável argumento de que os participantes de O Aprendiz... estavam aprendendo. Ah, se a Paulinha tivesse pensado nisso!
Agora, qual a minha favorita? Putz, eu não acredito que vou dizer isso, mas é a Bia. Ela tem personalidade e garra. Ainda que haja com deslealdade às vezes, pelo menos faz isto porque realmente quer o prêmio. E qual a minha aposta para vencer? Sei não, mas o Anselmo está com tudo.
Quais são seus favoritos? E a sua aposta? O Aprendiz 3 já está na reta final! Só quatro continuam no jogo! Passou rápido, não?
Por Gustavo (e-mail) - 11:52 PM
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Cultura entrevista candidatos à presidência
Começa hoje, na Cultura, a série de entrevistas com os principais candidatos à presidência da República, após ceder dez minutos de sua programação para entrevistas com os candidatos menores (José Maria Eymael, do PSDC, Luciano Bivar, do PSL, e Rui Pimenta, do PCO) nesta segunda-feira.
Hoje, o candidato do PDT, Cristovam Buarque, dá entrevista. Amanhã, quarta-feira, será o momento do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Na quinta-feira, o atual presidente Lula, do PT, dará uma entrevista (sua presença, porém, não está confirmada). Encerrando a seqüência de entrevistas, Heloísa Helena, do P-SOL, fala ao público.
Os programas que transmitirão as entrevistas serão o Opinião Nacional e o De Olho no Voto. O primeiro vai ao ar à 00h45, e o segundo, às 20h. Tudo para ajudar o telespectador a escolher o melhor caminho da hora do voto.
Por Gustavo (e-mail) - 2:47 PM
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Demitido e processado
Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do site UOL, a Rede Record resolveu processar Peter Collins, ex-participante da atual edição de O Aprendiz, que ficou marcado no programa por não ser demitido, e sim por "demitir Justus de sua vida". Mas não é esse o motivo do processo.
Peter será processado por ter concedido entrevista a um veículo de comunicação diferente da Record - o jornal carioca Extra. O contrato de todos os participantes de O Aprendiz, assim como da maioria dos reality shows, determina que dentro de um determinado prazo será proibida a concessão de entrevistas para outros veículos de comunicação. Por descumprir essa cláusula, Peter será processado.
A entrevista que o participante deu ao Extra parece, na realidade, uma espécie de desabafo, já que ele critica o apresentador Roberto Justus e, entre outras palavras, diz ser maior que o programa. É a primeira vez que um participante de O Aprendiz sofre processo por desrespeitar essa cláusula contratual.
***
No episódio de hoje em O Aprendiz 3 (People + Arts, 20h; Record, 22h15), a tarefa da vez é velha conhecida dos telespectadores do programa: administrar uma pizzaria. Ganha a equipe mais bem sucedida na idéia de aumentar a venda e a circulação de clientes no estabelecimento.
Por Gustavo (e-mail) - 2:31 PM
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Nip/Tuck está de volta
A quarta temporada já está em andamento nos Estados Unidos, mas isso não é motivo para deixar de ver a terceira temporada de Nip/Tuck, que a Fox estréia hoje, às 22h, após um atraso atroz. A série retorna por aqui após boas críticas nos Estados Unidos.
Há uma novidade: o mistério envolvendo a identidade de um misterioso assassino. E, claro, o Bruno Campos, brasileiríssimo ator que debuta na série.
Depois da estréia da terceira temporada, se der tudo certo, a gente comenta por aqui, ok? Então está combinado: Fox, hoje, 22h. A busca pela perfeição visual de Nip/Tuck, se manter as qualidades da série, tem tudo para continuar sendo um ótimo programa para as nossas terças-feiras.
Por Gustavo (e-mail) - 2:08 PM
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O melhor merchandising social de Páginas
O alcoolismo pode estar se firmando com força como a melhor abordagem de Páginas da Vida na área do merchandising social. Em um capítulo em que Marta (Lília Cabral) fugia de um pretendente louco, Sandra (Daniele Winits) armava barraco e Helena (Regina Duarte) já arrumava confusão na escola de sua filha adotiva, adivinha só qual foi a melhor coisa? Sim, a história de Bira (Eduardo Lago), o pai alcoólatra, e Marina (Marjorie Estiano), a filha preocupada.
E não é de hoje. O momento dos Alcoólicos Anônimos já tinha sido maravilhoso, tanto de interpretação de Marjorie, Pedro e Eduardo, como de cena. Hoje, então, a confusão em casa, no hospital, tudo muito, muito bom. Nem parecia uma seqüência escrita por Manoel Carlos.
Ainda que o tema seja muito batido, não é desnecessário - pelo contrário, pode e deve ser abordado com força, ainda mais se a tal abordagem for competente como anda sendo. Não é o caminho de salvação para Páginas da Vida. Mas é uma pequena coisa que certamente incentiva o telespectador desanimado. Eduardo Lago e Marjorie Estiano, a cada dia, têm demonstrado competência e versatilidade nos seus respectivos papéis. Dá para animar até aquele que já tinha desistido.
Por Gustavo (e-mail) - 11:17 PM
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Fórmulas de Justice podem ocultar narrativa com potencial
"Ele é melhor em doses moderadas". É com essa frase que Tom, personagem com a maior carga de carisma em Justice (estréia da Warner brasileira para novembro), classifica seu chefe Ron Trott, o centralizador das atenções da série - e a coisa mais interessante dela. Interpretado pelo sempre ótimo Victor Garber, Ron é, desde já, o personagem mais interessante de qualquer série produzida pelo poderoso Jerry Bruckheimer que esteja no ar. Multifacetado, caracterizado impecavelmente, pouco carismático e com ótimos diálogos na mão, ele acaba sendo uma jóia e um diferencial necessário para a série. Desde que, claro, não seja a única coisa boa dela. É um ótimo personagem, mas que, como Tom disse, é melhor em doses moderadas.
E o risco de Justice pode estar exatamente em abusar de Ron: em meio a tantas fórmulas, como de praxe em mais da metade das séries de Bruckheimer, é preciso encontrar uma solução para não cair na mesmice e interessar o telespectador - a solução mais óbvia acaba sendo o personagem de Victor Garber. Advogado poderoso, fundador da agência de advocacia que trabalha com os casos semanais de Justice, ele tem mão firme e não titubeia com os seus funcionários. Como a série vai pelo caminho da defesa semanal de alguém, que costuma ser sempre inocente, é provável que Ron seja o grande aconselhador, que levará a defesa à vitória dos julgamentos - muito embora, no piloto, a impressão seja a de que é uma outra advogada a solução de tudo, mas vem justamente dele a melhor conduta para o caso.
De qualquer maneira, é bem provável que haja um caminho muito mais interessante que seguir fórmulas e ter um desenrolar dos fatos sempre igual. Ainda que o letreiro avise quando estão ocorrendo as considerações finais, o momento de pré-divulgação do resultado do caso, como o caso de fato ocorreu (sempre a última cena dos episódios, ao que parece) e etc, dá para criar uma ambigüidade de personalidades, deixar aquela dúvida no telespectador a respeito da inocência do cliente, adotar conflitos internos na própria agência ou com uma âncora de televisão presunçosa. Um visual arrojado, ágil e até mesmo surpreendente (só não conto o porquê para não tirar a graça do piloto) já há - e de sobra, por sinal. Interpretações competentes também estão sendo esbanjadas em Justice. O próximo passo, que não é só de Justice, mas também de muitas séries formulaicas na tevê atual, é inovar na narrativa, dar um passo além, surpreender.
Mas todo mundo sabe: a princípio, a apo